<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8544969519857365272</id><updated>2012-02-17T22:13:32.262Z</updated><category term='ilhas fluviais'/><category term='fontes'/><category term='english versions'/><category term='redescobrindo júlia'/><category term='águas paradas'/><category term='rápidos'/><category term='excertos'/><category term='correntes'/><category term='o meu mundo é uma poça de água'/><title type='text'>O rio da consciência</title><subtitle type='html'>"O silêncio é um oceano. O falar é um rio" - Jalāl ad-Dīn Muḥammad Rūmī</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00070682931169790351</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/TJIoJ9_1lJI/AAAAAAAAAMU/hPytPoi989k/S220/DSCF3887.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>99</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8544969519857365272.post-5204156280947036942</id><published>2012-02-16T15:33:00.002Z</published><updated>2012-02-16T15:33:37.233Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='correntes'/><title type='text'>O mundo mudou</title><content type='html'>O momento passa sem nos apercebermos; é uma crença, um juramento que se repete, acompanhado de uma estranha orquestra que toca a mesma melodia, mas que só descobrimos a repetição quando termina. Os papéis foram alterados e a dança termina tão rápido quanto começou. Algumas regras permanecem, os incidentes recuam e avançam, os nossos medos parecem demasiado grandes para serem contidos pelas muralhas que construímos à nossa volta, e a nossa coragem demasiado pequena para ultrapassar os obstáculos à nossa frente. &lt;br /&gt;O que nos resta aceitar é que somos vulneráveis, mortais, falíveis e cegos à mudança. &lt;br /&gt;Que o mundo é demasiado pequeno para os nossos sonhos e fantasias; demasiado grande para o agarrarmos e o fazermos rodar nos nossos braços; demasiado vasto que nos impeça de querer saber todos os detalhes. Parar é mais difícil que correr, porque precisamos de sentir a ilusão de estarmos sempre em movimento, que os nossos passos não nos estão a atrasar. Mas tudo chega a um fim, tão importante como o início, porque é o reinício da espiral onde caminhamos, a via que se repete, o rio que serpenteia até chegar ao grande oceano.&lt;br /&gt;O final é uma benção – permite-nos tirar o que precisamos e seguir em frente. &lt;br /&gt;O problema então é reconhecer o fim da corrente, mas passamos mais tempo focados em cada um dos anéis que a compôem, não conseguimos ver se nossa atenção está presa pela gravidade, a atracção de querer apenas viver o momento, um apertar esmagador que dita a vontade de continuar... uma cortina que esconde o que vem para a frente – e o resto das minhas paixões. &lt;br /&gt;Mesmo quando sei o  caminho, uma série de curvas marcadas num mapa. As bermas afundam-se e a estrada torna-se na crista de uma montanha, uma linha sobre um vazio negro e profundo, no qual me equilibro enquanto caminho em frente. Ando em círculos, apercebo-me, criando aquela espiral que falava, no meu lado direito tenho uma fundação de rocha para me agarrar enquanto subo. E no outro lado está o vazio, cheio de visões que me urgem que salte. &lt;br /&gt;E se tivesse feito tudo diferente?&lt;br /&gt;De vez em quando o universo dá-nos a resposta a essa pergunta, ao revelar uma explicação que tínhamos deixado de procurar. Um mistério esquecido volta a estar presente, mas traduzido pela nova verdade que lhe dá um sentido. E é seguido por confusão, ao vermos o quanto os sinais já lá se encontravam e o nosso papel maior do que tínhamos escolhido acreditar. &lt;br /&gt;Mas nunca nos apercebemos do verdadeiro significado das coincidências até ser demasiado tarde. Até estarmos prontos para sacrificar as nossas fantasias no altar do mundo. &lt;br /&gt;Escalar uma montanha, atingir uma meta, que desaparece no mesmo momento que a concretizo. Quando estava em baixo via o topo, agora não consigo, estou destraído por outras montanhas. E  o que tiramos desta vida, conquista, derrota, sensação, momento, dura menos que um instante, e deixa-nos a pensar no que significou nos seguintes. Quando é o momento em que deixo de ter medo, não da subida, mas da descida?&lt;br /&gt;Talvez seja melhor não falar disso, ou perguntar, apenas apreciar este momento sem esperar mais nada. Atingi o topo da montanha e quero apenas ficar aqui um instante, sem ter receio da descida.&lt;br /&gt;Chegar a um ponto de equilíbrio, segurando com uma mão o interior sólido dentro de mim e ter o outro braço esticado para o vazio, procurando e descobrindo. Já não ter necessidade de sentir movimento, apenas reparar que o mundo debaixo dos meus pés gira, especialmente quando caminho na direcção oposta. É o que resta depois do fim das fantasias, lembrar-me que quem fui e interrogar-me se mudei em alguma coisa.&lt;br /&gt;Mudei? Não sei. Não me consigo comparar com a imagem passada de mim. É uma visão que também se metamorfoseia, as cores alteram-se, as texturas têm um toque diferente, do local onde antes me deitei no chão consigo apenas lembrar-me da forma que o meu corpo deixou na terra. E isso não é tudo quem eu fui. &lt;br /&gt;O mundo mudou. E eu?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8544969519857365272-5204156280947036942?l=oriodaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/feeds/5204156280947036942/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8544969519857365272&amp;postID=5204156280947036942' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/5204156280947036942'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/5204156280947036942'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/2012/02/o-mundo-mudou.html' title='O mundo mudou'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00070682931169790351</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/TJIoJ9_1lJI/AAAAAAAAAMU/hPytPoi989k/S220/DSCF3887.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8544969519857365272.post-587406754016750404</id><published>2012-02-01T13:07:00.000Z</published><updated>2012-02-01T13:07:31.535Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='english versions'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='correntes'/><title type='text'>The world has changed</title><content type='html'>One moment goes by without realizing; feels like a belief or vow retaken, with the odd presence of the same band playing the same melody repeatdly, although we will only realize it when it's over. The roles are altered and the dance ends as quickly as it started. Some rules remain, events come back and forward, our fears seem too big to be contained by the walls we build around us and our courage too short to overcome the challenges ahead.&lt;br /&gt;Nothing more than to accept that we are vulnerable, mortal, fallible, blind to change. &lt;br /&gt;That the world is too small for the dreams and fantasies we want; too big for us to catch and spin it on our arms; too vast to prevent us from knowing all the details. And to stop is more difficult than to run, because the illusion of movement needs to be always present, that our steps are not lagging behind. But eventually it all comes to an end, as important as the beginning, for it is the restart of the spiral where we walk upon, the ever repeating path, a curvy river towards the great ocean. &lt;br /&gt;Endings are blessings – they allow for you to take what you need and move on. &lt;br /&gt;Therefore the problem is to be able to recognize the end of the stream, something we can't be aware as the whole attention keeps getting distracted towards living the moment, like gravity, a tightening grip that sets off the drive for to continue... binders that obscure the vision ahead – along with the rest of my passions.&lt;br /&gt;Even when I choose to follow the path to its end, a curved line marked on the map. Where soon the sides collapse and the path turns into a crest of a ridge, a line over a dark and deep void. I go forward on the trail, keeping my balance. Until i realize i have been walking in circles, creating an endless raising spiral. To my right side now there's now a mountain of rock to hold as i climb. And to the other, the void, filled with visions that entice me to jump.   &lt;br /&gt;What if I had done it different? &lt;br /&gt;Once in a while the universe reveals the answer to that question by revealing an explanation that we stopped looking for. a mystery past forgotten is remembered and translated into the new truth that has been brought forward. Confusion ensues as we realize that the signs were present and how bigger much our role was than previously believed.&lt;br /&gt;But with coincidences you never realize it's meaning until it's too late. Until we are ready to sacrifice our fantasies the altar of the world. &lt;br /&gt;Climb a mountain, achieve something, which is gone the same moment that you've reached it. You saw the top from below, now you can't, instead you are distracted by the other mountains. What we get out of this life, an achievement, a defeat, an impression, one moment is there, the other we're left wondering what it really was. But when was the moment where I stopped being afraid, not of the climb, but of the descent? &lt;br /&gt;Shall it be better simply not to talk, why don't ask, enjoy just this moment without expecting anything else. I've reached the top of the mountain and I want to enjoy it now, without the fear of descent. . &lt;br /&gt;I've reached a point of balance, holding with one hand a rocky core inside me and reaching with the other for the emptiness, searching, discovering. I do not suffer from illusion of movement anymore, for it is only the Earth turning and me feeling its presence, specially if i am moving on the opposite direction. Reality is what it is left over when all the fantasies are gone. But change... I remember who I was and I wonder if I've really changed anything. &lt;br /&gt;Did I change? I don't know. I can't compare myself with the image I have of my past. The vision also metamorphizes, the colours become altered, the texture feels different, where I've laid myself on the ground I can only remember now the shape of my body on the earth, and that's not all who I once was.&lt;br /&gt;The world has changed. Did I too?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8544969519857365272-587406754016750404?l=oriodaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/feeds/587406754016750404/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8544969519857365272&amp;postID=587406754016750404' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/587406754016750404'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/587406754016750404'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/2012/02/world-has-changed.html' title='The world has changed'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00070682931169790351</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/TJIoJ9_1lJI/AAAAAAAAAMU/hPytPoi989k/S220/DSCF3887.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8544969519857365272.post-4650274301734814628</id><published>2011-11-17T13:30:00.002Z</published><updated>2011-11-17T13:30:24.062Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='english versions'/><title type='text'>There are moments that won't let us go</title><content type='html'>What is the measure of a kiss, a hug, a look? How much worth is to see you winking at me? Is it when to ask for it? Or how many times to do it?&lt;br /&gt;The desire of a few more minutes and other wishes hang on the air. When will I be free from them, when will they turn into a date written on a forgotten notebook at the bottom drawer, a red dress hanging on a closet, unremembered and unworn since we met. The prop that called my attention on that day as it was supposed to. . &lt;br /&gt;These memories keep me awake, knowing that tomorrow everything keeps moving. Next morning I want to wake up without any questions or demands, just to go forward. Tomorrow it's again about what I do. I won't have to ask because I know myself enough and what not to expect. &lt;br /&gt;I want everything to be a secret. To be whispered on the silence, while it holds me on this warm night from which there's no escape than to count the hours, laying on the bed, window open and naked chest, listening to far away crickets.&lt;br /&gt;A voice is carried through silence. The most powerful of all because it is eternal. My silence thus lasts forever while this memory lives inside of me. Of the challenge, to look into your eyes and feel everything. Without having to say a word.&lt;br /&gt;“You'll be back”, I hear it say. That it was a magical moment for both, that one day I will want to speak, just to know what I will want to tell you. &lt;br /&gt;That before I wanted fantasies. But now I dream to lose them. To drop all passions and attractions, memories and desires, that tomorrow there's a summer rain to take away the heat I desire and ruin the day. That I don't notice anymore that your eyes are away. That our wet hands don't touch, in a moment of magic.  &lt;br /&gt;Magicians play their trick without a flaw before the right audience, some believe. Waiting for the moment, allowing for the anticipation to grow as they perform distracting gestures, without giving a clue about the end. Hijacking our attention until the revelation, a canary bird inside a lamp that suddenly becomes free, to the relief of everyone, especially the magician. &lt;br /&gt;The world is full of these false magicians, that sell fantasies. Wearing a colored suit, a groomed mustache, carrying props and well trained gestures, they want to enchant us. But for that they need to distract our attention from their intentions. We need our own dreams, what we have are fantasies. &lt;br /&gt;Until one day we live true magic. &lt;br /&gt;Just before I arrived here. For there were no fantasies or dreams. Every day was too much important for us to spend one minute or even a second thinking about tomorrow and what it might bring. There was just something on the air. An idea that carried us on, a feeling that loved us back, a series of tricks that did not work. Those moments arrive and are gone, but their magic only reveals itself by how we lived them together. When we both want to believe that there is something more, and that we need the other person to discover what it is.&lt;br /&gt;What was the illusion, what was this secret? How far did I go, how much of me was there? Do I have the courage to repeat it or was it just a different moment that won't let me go?&lt;br /&gt;Everything starts as it ends. I'm back to where I arrived today, the place to where I was willing to walk. To see you on the other side of the subway line, each on its opposite platform. Both threatening to jump to the subway lines. I pretend to die electrocuted while the other passengers gaze upon us and attribute our behavior to a night that ended too early and too fast. We ignore them and keep playing our game,  with mellow looks and joyful smiles. Until the moment both trains enter the station, from opposite directions. &lt;br /&gt;The doors open in front of us and we sit in front of each other by our respective windows. Each back to its world, separating us as the the departure bell sounds on each train and we leave heading for our directions. A last smile lasts less than a second as a realize afterward that it didn't felt like a goodbye at all. &lt;br /&gt;Before it was you and me. But it's now and here that counts, the dream is gone, all that is left are fantasies that live until dawn brings the new day and the silence is over. &lt;br /&gt;Everything begins the way it ends. Until the day where I wake and before I open my eyes I realize I want to leave. It was my passion, it is my path. I.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8544969519857365272-4650274301734814628?l=oriodaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/feeds/4650274301734814628/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8544969519857365272&amp;postID=4650274301734814628' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/4650274301734814628'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/4650274301734814628'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/2011/11/there-are-moments-that-wont-let-us-go.html' title='There are moments that won&apos;t let us go'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00070682931169790351</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/TJIoJ9_1lJI/AAAAAAAAAMU/hPytPoi989k/S220/DSCF3887.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8544969519857365272.post-6199688059230519353</id><published>2011-10-29T17:35:00.002+01:00</published><updated>2011-10-29T17:35:57.244+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='redescobrindo júlia'/><title type='text'>Solstício de Inverno</title><content type='html'>“Ah, vos querés decir por qué todo esto. Andá a saber, yo creo que ni vos ni yo tenemos demasiado la culpa. No somos adultos, Lucía. Es um mérito pero se paga caro. Los chicos se tiran siempre de los pelos después de haber jugado. Debe ser algo así. Habría que pensarlo”.&lt;br /&gt;Julio Cortázar, Rayuella&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia apercebi-me da linguagem secreta que utilizamos. Dessa estranha sintonia que nos leva a julgar sentir o que se passa na pessoa à nossa frente, da certeza estúpida que nos dão os nossos sentimentos. E aí reparei que estava a medir as pessoas pela altura da sua força interior, ver se realmente não passamos de uma imagem efémera dentro delas, ou de uma luz inspiradora. Vi uma linha que tinha traçado diante de mim no chão e as pegadas que indicavam que muitas vezes havia mudado de lado. &lt;br /&gt;Com ela tudo se definia, delineavam-se todas as pequenas contradições em que os outros ocasionalmente reparam. Aí não há palavras ou lógica que consigam descrevê-la, esse traço, esse momento singular em que tudo em que acreditei sobre ti deixou de fazer sentido. Como se ouvisse uma música sem reparar na letra, absorvido pela melodia, pelos sons agudos que ferem o ouvido, pelos teus gestos irreflectidos, seguidos do lento ritmo ditado pela tua alegria. Até que um dia, a caminhar por mais um bar, a procurar mais uma saída, finalmente reparei no que as frases diziam, suspensas sobre mim, escondidas na aparente clareza das tuas palavras:&lt;br /&gt;“Há um silêncio profundo nos teus actos&lt;br /&gt;Porque a voz do teu vazio é ensurdecedora&lt;br /&gt;Há imagens de ti, os teus retratos”&lt;br /&gt;Aprendi contigo a fazer este jogo, Júlia, de continuamente traçar linhas no chão à espera que atravessasses para o meu lado. Um dia seria um telefonema esquecido, no outro uma frase perdida que apenas eu reparei, que corta toda a atmosfera e de me traz para a realidade. E aceitar o silêncio, a tua inacção como a maior forma de expressão dos sentimentos, mesmo que o façamos inconscientemente e não queiramos lidar com as consequências. Silêncio como forma de exprimir uma dor, de apagar a chama que vi um dia brilhar em ti. E que estranha é essa voz, pois mais facilmente procuramos atribuí-la ao esquecimento, do que ao motivo básico.&lt;br /&gt;Assim, aproxima-se um daqueles momentos curiosos, em que algo vai realmente ser deixado para trás, se eu assim o desejar. E o que me surpreende começa a ser como fui capaz de passar neste teste, de me manter num equilíbrio entre o sentimento e a razão, capaz de ultrapassar as limitações de ambos. Tal como me apercebi noutro dia, agora já ambas as partes não se encontram separadas, afastadas por um abismo sobre o qual pairo. Consegui juntá-las um pouco mais, os meus sentimentos foram racionais e a minha razão conseguiu despertar algo de profundo dentro de mim. Céus, mas não é razão ou sentimentos, é mundo, é alma que acorda, que está desperta, que sonha com os céus mantendo os pés na terra e segura de que qualquer paraíso se pode encontrar ao nosso lado.&lt;br /&gt;Mas hoje é o nosso último dia. Repito as palavras para mim mesmo mais uma vez, enquanto espero no café que as horas passem, receoso de chegar a casa e ouvir-te quando já não o quero, quando apenas me apetece dizer chega, com todas as minhas forças. Como agora o estou a tentar fazer, a tentar distrair-me com os momentos que se passaram durante o dia. &lt;br /&gt;Há bocado passou por mim um ladrão que tinha roubado um telemóvel da mão de uma senhora, na rua, a ser perseguido pela dona e por um bófia. Observei-os a virarem para uma rua e quando lá cheguei reparei que o chapéu do polícia tinha caído e ele tinha-o deixado para trás. Lembrei-me de o apanhar e ir atrás deles para o devolver, assim como para reparar no que iria dar toda a história, mas antes que o fizesse, alguém que os ia a seguir antecipou-se e agarrou o chapéu antes de mim.&lt;br /&gt;Mas livre desse momento fugaz que me prendeu a atenção, encontrei-me mais uma vez dentro do universo de sonhos. Perdido novamente em recordações, em ideais, em tudo o que apenas existe porque o recrio, o vivo inúmeras vezes dentro de mim. Assim, de repente lembrei-me de uma história que uma vez me contaram, que devo ter lido algures num livro ou visto num filme, de duas pessoas separadas por um rio. De dois amantes que antes de o serem já sabiam que tudo era temporário, que era tudo um mundo de faz de conta. Ou talvez não o fosse. Eu e tu, Júlia, assim o pensei, assim quis acreditar que vivíamos nessa situação.&lt;br /&gt;Pois nesta estranha dualidade vivo, me encontro, de estar preso entre os pequenos acontecimentos da vida, trancado em todo um mundo de imaginação. De buscar inspiração no bater acelerado que nos queima por dentro e não na fria imagem de todo este racional, dos passos lógicos a tomar para obter o que queremos.&lt;br /&gt;Mas nesse momento em que me lembrei da imagem do rio decidi caminhar até ao miradouro não sei bem para quê. A esplanada já estaria fechada a esta hora da noite. Não me importava, porque tinha sentido o desejo, uma vontade que me tinha dito simplesmente para ir. Talvez por hoje ser a nossa última noite, por querer saber que desta vez já não a veria à distância. &lt;br /&gt;Farei o que queres, se te disser adeus, neste momento? Pois já tudo foi dito, apesar de as explicações terem ficado guardadas na arca selada do futuro, à espera que um de nós finalmente encontre a chave para destrancar todos os mistérios. De repente, num dia descobrimos os dois que ambos saímos à rua há muito tempo atrás, com a desculpa de comprar cigarros. E aí termos decidido nunca mais voltar, de ser mais agradável o frio e a humidade que o calor da tua cama onde dormias. Talvez seja claro a partir daqui, depois de ter perdido o teu sorriso simples. &lt;br /&gt;Não é fácil falar deste mundo. Qualquer pessoa ouve esta frase e pergunta o que é que ela tem de novo, quando basta abrir o jornal ou ligar a televisão e sintonizar qualquer canal de notícias para ter contacto com esta ideia. Os acontecimentos sucedem-se, os prédios explodem, as pontes caem, o Governo também se despenca das alturas. E, em geral, o mundo parece que está sempre a mudar, mas ao mesmo tempo há o sentimento da distância que sempre nos protege. Podemos não ler notícias, não prestar atenção a conversas de rua e vivermos sozinhos, distantes de tudo isso. Até que a realidade nos puxa de volta à Terra e descobrimos que nos encontramos no meio de uma guerra civil ou cataclismo, de uma luta interior. E não há saída, pois tudo o que nos unia é agora o que nos separa. &lt;br /&gt;Mas tudo tem alguma explicação lógica, apesar de o mesmo raciocínio nunca ter sido capaz de prever o futuro. Esse mundo também não é fácil de falar, mas que nos importa, porque em nenhuma vez nos lembramos do ínfimo papel que podemos ter sobre as coisas. &lt;br /&gt;Assim, entregamo-nos a ser actores anónimos a representar os papéis das nossas vidas. Uma coisa de cada vez, com tudo mais ou menos ponderado e uma esperança vã ao amanhecer: uma dia as coisas serão diferentes, repetir a oração, vezes sem conta, esperando que tudo irá mudar. &lt;br /&gt;É desse mundo que falava há instantes. Há coisas nele que podem ser classificadas como inevitáveis, como nascer e morrer, talvez casar e ter filhos. Passada uma altura deixar de trabalhar e reformar-se. A conversa toda a que a nossa condição de mortais nos destina. Mas e no meio disto tudo, o que acontece?&lt;br /&gt;Bem, aí é que não se torna fácil falar deste mundo nem de ti, Júlia. Definitivamente. Pois as leis da lógica não se aplicam e cada argumento acaba por ser completamente revirado para servir ambos os lados oponentes. &lt;br /&gt;Pois há um caminho em que nos encontramos, uma estrada deserta em que conduzimos de olhos vendados, quer por opção ou sem direito de escolha. A terra de sonhos, das fantasias causadas por uma lembrança. De tudo o que desejamos. Algo de que apenas temos um ténue vislumbre de como lá chegar. De, no meio de todos os momentos, sentirmos que apenas precisamos de acreditar para lá chegarmos. Para te ter ao pé de mim Júlia e que me amasses como te amo, ou como já não te amo, ainda não decidi porque estou preso entre esses dois mundos.&lt;br /&gt;E continua a não ser fácil descrever este mundo, porque teria de conseguir reproduzir todos os sentimentos nele contidos, assim como a sua força. Uma vontade que, uma vez desperta, tanto nos pode deixar a chorar compulsivamente como a rir às gargalhadas, corrermos pela rua sozinhos à procura do próximo sítio para sair à noite ou ficar eu sozinho durante horas a apreciar o mar. &lt;br /&gt;Deve ser por isso que, quando me pedem que ignore isso, começo a olhar para a pessoa com olhos diferentes. Pois aí vejo o quanto realmente divergimos, debaixo de toda a série de rituais sociais, de tudo o que partilhámos nesses momentos.&lt;br /&gt;Continuo a esperar no café, na tasca, à porta do centro comercial, olhando e pensando nas coincidências, no que nada tem a ver contigo mas que me parece falar por formas estranhas, quase desconhecidas. Reconheci um solo de piano a vir para aqui, parei à porta do restaurante donde vinha para tentar situar, desejoso de ver como se encaixava em toda esta história. Pois essa música continua a soar dentro de mim. E como tudo é como uma lembrança de um filme perdido que não me recordo. Talvez me queira dizer que o argumento fizesse sentido para tudo isto. Que o mundo do escritor, do realizador é o meu, é a ideia que partilhamos. De como conseguir transmitir uma forma de entrar numa dimensão estranha dos sentidos.&lt;br /&gt;Tremo e lembro-me que hoje acordei a pensar no Inverno, no frio, humidade e penumbra e em como estou a gostar deste momento. Já foi a altura de tudo morrer, para agora descobrir as mil formas em que renasce. Talvez isso sejam as coincidências de que antes falava. Mas é uma altura de lamentar, de conseguir juntar as memórias com a realidade e seguir o caminho que tudo indica.&lt;br /&gt;É o tempo de o frio nos invadir e enregelar os ossos, de nos levar a aquecer nas luzes solitárias que também brilham no manto escuro, estrelas à procura de alguém que reflicta a sua luz, lhes dê um nome. Todas as decisões foram tomadas, resta esta estranha constelação de relações, algumas próximas o suficiente para aquecerem, outras apenas indicando o caminho, marcadores do que foi ou do que está para vir. Do fogo que brilha nelas, Estrela Polar indicadora do norte, Orion apenas visível no Inverno, Castor e Póllux, Gémeos, unidos por um estranho fio, mas separados. E o Sol que por fim hoje começa a sua ascensão. &lt;br /&gt;Quando agimos pelo que sentimos, aí deixamos de ser nós próprios, de ter noção do papel que deveríamos estar a representar para os outros. Pois chega a altura de cruzar o rio para ir ter com as tuas memórias. Ultrapassar as águas turbulentas da dúvida, perturbadas pela tempestade à nossa volta e chegar ao outro lado. E uma vez lá, descobrir que afinal buscava o Sul, quando antes olhava para o Norte. Abandonar as incertezas sobre o que se passou e chegar a terreno firme na outra margem.&lt;br /&gt;Pois o rio corre diante da cidade, a sua presença entra por cada rua que termina diante do seu leito. E caminhamos paralelamente, apenas despertos para a humidade que paira no ar, sem que vejamos esse caudal de água ao lado das nossas vidas. Pela rua abaixo, passando o largo, ao sair do café, olho para o rio e descubro que já não te vou encontrar do outro lado mas sim a mim próprio. E já não é um teste Júlia, é uma afirmação de quem eu sou e é a hora.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8544969519857365272-6199688059230519353?l=oriodaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/feeds/6199688059230519353/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8544969519857365272&amp;postID=6199688059230519353' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/6199688059230519353'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/6199688059230519353'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/2011/10/solsticio-de-inverno.html' title='Solstício de Inverno'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00070682931169790351</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/TJIoJ9_1lJI/AAAAAAAAAMU/hPytPoi989k/S220/DSCF3887.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8544969519857365272.post-1879134970414199825</id><published>2011-10-26T14:31:00.000+01:00</published><updated>2011-10-26T14:31:26.939+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='redescobrindo júlia'/><title type='text'>Quero-te tocar</title><content type='html'>Da mesma forma que me fizeste, com a ternura da tua cara, o teu jeito original de te vestires, as sandálias que revelavam os dedos dos pés alinhados. Partilhar o teu riso de criança quando viestes ter comigo, passar os dedos pelo teu cabelo negro comprido, evitar o teu olhar, também ele fugidio, porque se tornava demasiado implícito, atraía-me só conseguir uma breve troca de olhares. &lt;br /&gt;Para viver tenho de acreditar que esses momentos existiram, que tudo nasce dos teus pés para morrer nos meus olhos, ficando a marcar um ritmo de luz, esperando que um dia o barco regresse, a corrente mude com o sal da tua presença. Que quando acorde já tenha amarado no porto da tua consciência. &lt;br /&gt;Pois viver é uma profissão de fé, de ter de acreditar quando nada há, um vazio que nasce, sem que nos apercebamos, Passa-nos o momento em que tudo começa aonde não há mais que a total ausência de pensamento, de sentimento.&lt;br /&gt;O medo cresce deste nada. É por isso que falamos para o vazio, receando as respostas que não queremos saber. E lentamente transformamo-nos nesse mesmo vazio, se não deixarmos que alguma coisa nos toque. &lt;br /&gt;Até que o vazio responde-nos, quando para ele declamamos as nossas confissões, sem que tenhamos outro objectivo senão o de limpar os nossos corações. E vemos que estávamos enganados quando pensamos que vivemos para o nada, que não desejamos que alguém nos ouça, quando as nossas palavras saem disparadas no meio da noite sem direcção.  &lt;br /&gt;Quis ignorar que existias. Mas o amor não tem senso. Nem lógica. É apenas um momento em que nos lembramos de um sonho passado, de algo tão bizarro, que nos pareceu na altura ser um momento inconsequente. Mas não escolhemos o que  revivemos, pois o passado decide por nós, sem atender a preces da nossa parte, somos personagens em todos os actos que foi decidido repetirem-se. &lt;br /&gt;Leio a tua voz e e vejo-a como se visse a minha reflexão num espelho, tento afastar o olhar porque me parece uma miragem, em vez de me ver a mim vejo-te a ti. Sei o que quero ver, o que és, e custa-me a acreditar. Podem ser apenas coincidências, sucessões de incidentes que me levaram até aqui.&lt;br /&gt;Se necessidade de renascer todos temos, mais parca é a existência de coragem para ultrapassar as nossas barreiras. Desejo de te tocar sempre houve, precisei apenas de estender o braço para me alcançar dentro de ti. &lt;br /&gt;Mas as maiores barreiras são as que nós próprios criamos, e muitas vezes fazemo-lo não para evitar que os outros entrem, mas para falsamente os protegermos de nós próprios. Pois quando perguntamos se é possível, o que queremos saber é se o deixaremos acontecer. &lt;br /&gt;E por isso pergunto: estarei acordado? Pois podia estar a sonhar que estou aqui. Mas não me serve de nada tentar acordar. E pergunto-me: se para mim isto é um sonho, então o que serei eu para ti? Uma figura no teu ombro a sussurar tormentos, presente em cada momento que a tua atenção se encontra ausente e a divagar sobre conversas que nunca aconteceram, beijos não concretizados, carícias fingidas cujo falso toque te faz estremecer? São estes sonhos mero reflexo dos nossos sentimentos?&lt;br /&gt;O meu pai ensinou-me a lidar com o mundo, a minha mãe a lidar comigo próprio. E contigo terei de aprender sozinho. Apenas sei que me apetece tocar-te, não de passar os meus dedos pelas tuas costas, mas dentro de ti, enquanto mulher. &lt;br /&gt;Porque tu tocaste-me.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8544969519857365272-1879134970414199825?l=oriodaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/feeds/1879134970414199825/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8544969519857365272&amp;postID=1879134970414199825' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/1879134970414199825'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/1879134970414199825'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/2011/10/quero-te-tocar.html' title='Quero-te tocar'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00070682931169790351</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/TJIoJ9_1lJI/AAAAAAAAAMU/hPytPoi989k/S220/DSCF3887.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8544969519857365272.post-4438354939541727088</id><published>2011-10-23T12:31:00.001+01:00</published><updated>2011-11-17T13:29:07.685Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='correntes'/><title type='text'>Há momentos que não nos querem deixar partir</title><content type='html'>Qual é a medida de um beijo, de um abraço, de um olhar? Quanto vale um piscar de olhos teu? Será quando o pedir? Ou quantas vezes o fazer? &lt;br /&gt;São vontades que pairam no ar, desejos de ter mais uns minutos. Quando estarei livredeles, que passem a ser uma data numa agenda esquecida num caixote numa arrecadação, ao lado de um vestido vermelho, pendurado num cabide, que trazias vestido naquele dia. O adereço que me chamou a atenção quando nos conhecemos.&lt;br /&gt;Lembranças que me tiram o sono, sabendo que amanhã tudo recomeça. Que na próxima manhã quero acordar sem fazer mais perguntas, sem exigir nada, apenas a querer seguir em frente. Pois agora conta o que faço. Já me conheço o suficiente para não ter de perguntar, e para saber com o que não posso esperar. &lt;br /&gt;Quero que tudo seja um segredo. Suspirado entre o silêncio, enquanto este me abrace nesta noite quente da qual não há saída senão esperar que as horas passem, deitado na cama, de janela aberta e peito despido, ouvindo o críquete dos grilos. &lt;br /&gt;O silêncio carrega consigo uma voz. E é a mais poderosa de todas porque é eterna. É eterno então assim o meu silêncio, enquanto viver em mim a nossa memória. De desafiar-me fitar-te nos olhos e deixar sentir tudo. Sem precisar de pronunciar uma palavra.  &lt;br /&gt;'Tu voltas', ouço uma voz dizer. Que foi um momento mágico para os dois, que um dia vou querer falar, nem que seja para saber o que quero ouvir. &lt;br /&gt;Antes queria fantasias. Agora sonho ver-me livre delas. Desligar-me de paixões e atracções, de memórias e desejos, de vir amanhã uma chuva de verão para estragar o dia ao retirar o calor que desejo. Os teus olhos estão longe, mas neles já não reparar. As nossas mãos húmidas já não se tocam.&lt;br /&gt;Já ninguém tem tempo para se apaixonar, porque ninguém quer ter mais certezas. Todo o sonho que fazemos do outro e que depois não o conseguimos largar, até nos apercebemos que já não tem uso.&lt;br /&gt;Há quem pense que ser mágico seja realizar sem falhas o seu truque perante a audiência certa. De escolher o momento, deixando que a antecipação cresça à medida que faço os gestos que distraem, sem desvendar o final. Desviando a atenção até à surpresa que se revela, um canário dentro de uma lâmpada que subitamente aparece solto, para alívio de todos, especialmente para o ilusionista.  &lt;br /&gt;O mundo está cheio de falsos mágicos, de vendedores de sonhos. Que se escondem. Atrás de um fato colorido, um bigode aparado, de adereços e gestos já tão praticados que são naturais. Que querem deslumbrar mas precisam que a audiência se esqueça disso. E de tudo o resto. &lt;br /&gt;Mas a verdadeira magia vivi eu hoje. &lt;br /&gt;Antes de agora aqui estar. Pois não houveram sonhos. Nem futuros, cada dia importou demais para que passássemos um minuto, um segundo que fosse a pensar no amanhã e no que este nos pode trazer. Havendo apenas algo diferente a pairar no ar. Seja uma ideia que nos moveu, um sentimento que nos amou, uma série de truques que não resultaram. Esses momentos vêm e passam, mas em como os vivemos juntos é que se revela a sua magia. Quando os dois queremos acreditar em algo mais, que só se revela quando o descobrimos em conjunto. &lt;br /&gt;O que foi ilusão, o que foi segredo? O quando eu estive verdadeiramente ali presente? Foi apenas um momento diferente, que não tenho coragem de repetir? Mas que não me quer deixar partir? &lt;br /&gt;Tudo começa como acaba. Regresso onde cheguei, é até aqui que estou disposto a caminhar. A ver-te do outro lado, da plataforma do metro oposta à tua. Ao ameaçamos os dois saltarmos para os carris do metro. Finjo que estou a morrer electrocutado quando os restantes passageiros olham para nós, pensando que a noite para nós acabou mais cedo. Fazemos mais macacada um para o outro, trocamos sorrisos derretidos, até ao momento em que os dois metros entram na estação ao mesmo tempo, vindos de direcções opostas.&lt;br /&gt;As portas abrem-se e sentamo-nos os dois junto às respectivas janelas. Cada um de volta ao seu mundo, que nos afasta agora, com um apito repetido nas duas carruagens, e seguimos cada um na sua direcção. Num segundo despeço-me de ti com um sorriso. No momento seguinte é que me apercebo que foi tudo um adeus. A despedida que não o foi.&lt;br /&gt;Houve um tu e eu. Há um agora e um aqui, o resto existe até que o novo dia raie pela madrugada e o silêncio termine.&lt;br /&gt;Até ao dia em que antes de abrir os olhos ao acordar, saiba que quero partir. Foi a minha paixão, é o meu percurso. Eu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8544969519857365272-4438354939541727088?l=oriodaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/feeds/4438354939541727088/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8544969519857365272&amp;postID=4438354939541727088' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/4438354939541727088'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/4438354939541727088'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/2011/10/ha-momentos-que-nao-nos-querem-deixar.html' title='Há momentos que não nos querem deixar partir'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00070682931169790351</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/TJIoJ9_1lJI/AAAAAAAAAMU/hPytPoi989k/S220/DSCF3887.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8544969519857365272.post-930242885655015194</id><published>2011-10-14T00:43:00.001+01:00</published><updated>2011-10-14T12:23:25.631+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rápidos'/><title type='text'>Eu sou água [reescrito]</title><content type='html'>Sou a onda que se aproxima e te impulsiona enquanto saltas para lhe beijar a crista. Sou o rio que corre pelo teu peito. As minhas margens apertam-te, os meus braços carvam o teu corpo, agarram a tua atenção enquanto moldo a tua forma completa diante dos teus olhos. &lt;br /&gt;Sou livre enquanto corro, arrasto as tuas pernas com as minhas mãos, esculpo colinas cujos topos são os teus joelhos, crio um vale com os teus peitos. Aqui liberto  tudo o que carrego e deito-mete neste delta da tua presença, ao sabor do ritmo da minha corrente.&lt;br /&gt;Sou impulso. Apenas encontrões me guiam, as minhas águas tornam-se turbulentas, carregam perguntas incómodas.  Não tentes parar a minha passagem pois todos os diques acabam por ceder e todas as pedras mais agudas se arredondam.  Sou a humidade que se infiltra pelas janelas e portas, que se esgueira pelas tuas roupas como se nada tivesses vestido e atravessa o teu corpo.&lt;br /&gt;Sou uma memória. De um tronco de árvore a flutuar na minha superfície, deslizando por entre barcaças e cais, com as minhas feições desenhadas nos veios da madeira. Dos teus pés descalços numa poça de água revelada pela baixa da maré e aquecida pelo sol, ao contares-me segredos na tua língua e eu cobrir-te a tua perna com areia. &lt;br /&gt;Não tenho fim. Não sei quando parti. Quero continuar. Não para chegar ao meu destino mas para reiniciar novamente a viagem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8544969519857365272-930242885655015194?l=oriodaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/feeds/930242885655015194/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8544969519857365272&amp;postID=930242885655015194' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/930242885655015194'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/930242885655015194'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/2010/09/eu-sou-agua.html' title='Eu sou água [reescrito]'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00070682931169790351</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/TJIoJ9_1lJI/AAAAAAAAAMU/hPytPoi989k/S220/DSCF3887.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8544969519857365272.post-5545817213213137760</id><published>2011-06-10T21:10:00.002+01:00</published><updated>2011-06-10T21:10:40.852+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='english versions'/><title type='text'>I am just passing by</title><content type='html'>I came upon a strange shore, standing on top of rocks covered by black algae, revealed to the Sun by the shift of the low tide. As I looked to my side to see who was holding my hand, I saw none and discovered that the beach was empty. I had crossed an equator, without knowing the direction of the north. But I've always been here present, on every island I sought for their spoken magic, seeking for this place. &lt;br /&gt;My life isn't an endless search for a north that I never found, but the crossroads of all directions that leads to nowhere. And all I need is there, the alpha and the omega, the creative and destructive force that moves me into uncharted directions. I want to be fire, but inside of me I am also water. I want to burn slowly of tiredness, fury, fun, intensity, life, until is ceases and I leave again. &lt;br /&gt;I am just passing by, for whom has no destiny will never arrive anywhere and only carries the sensation of the last departure. Those around me believe in destiny or despair for a lack of it. But I believe in a river in me that runs without direction. Where the other presences are only the submerged rocks, that we fail to notice since all dreams are always hidden around us.&lt;br /&gt;The belief that one is able to choose, that our ambitions are not empty gestures but do matter, they can be inspiring acts, taking me from all the places I've been and where I am now. Here all the stories can be scary because of how they are interwoven, but I am the deciding factor. I take whatever remains, memories, gestures, and decide what is left of everything. &lt;br /&gt;My god plays dice and the results are what it thinks I need, that will take away the lack of certainty and for me to choose to walk blind. For the best histories are not those found in books or movies written by others, but the ones we create.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8544969519857365272-5545817213213137760?l=oriodaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/feeds/5545817213213137760/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8544969519857365272&amp;postID=5545817213213137760' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/5545817213213137760'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/5545817213213137760'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/2011/06/i-am-just-passing-by.html' title='I am just passing by'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00070682931169790351</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/TJIoJ9_1lJI/AAAAAAAAAMU/hPytPoi989k/S220/DSCF3887.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8544969519857365272.post-3668907111179690861</id><published>2011-06-09T11:52:00.004+01:00</published><updated>2011-08-16T14:30:26.433+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rápidos'/><title type='text'>Estou aqui só de passagem</title><content type='html'>Deparo-me com uma costa desconhecida, no topo de rochas cobertas de limos negros, expostas ao Sol pela baixa da maré. Olho para o lado, para ver quem me segura a mão e descubro que ninguém existe, a praia está deserta. Cruzei um equador, sem saber em que direcção é o norte. Mas sempre estive aqui presente, em todas as ilhas que procurei pela sua magia anunciada, buscando este local. &lt;br /&gt;Porque a minha vida não é um norte que antes procurei e que nunca encontrei, mas sim o centro onde todas as direcções se cruzam e levam a lado nenhum. Pois tudo o que preciso está dentro de mim, o alfa e o ómega, a força criadora e destructiva que me move em direcções desconhecidas. Quero ser fogo, mas dentro de mim também sou água. Quero arder lentamente, de cansaço, fúria, diversão, intensidade, vida, para depois me apagar e partir novamente. &lt;br /&gt;Estou aqui só de passagem, pois quem não tem destino nunca chegará a lado nenhum e apenas lhe resta a sensação de um dia ter partido. Quem me rodeia acredita em destino ou desespera pela falta deste. Eu acredito em mim, a minha crença é um rio que corre, sem saber para onde se dirige. Não podem haver outras presenças que não as das pedras submersas, e nestas nunca reparamos, pois os sonhos possíveis estão sempre escondidos à nossa volta. &lt;br /&gt;O sonho de poder escolher, de o que eu quero importar, de não apenas ser um gesto, mas um acto que me possa inspirar, em que sei que fui além de todos os locais onde já estive e onde me encontro. Em que todas as histórias podem ser assustadoras, pelo quanto tudo é diferente no encadeamento desses momentos, mas em que tudo o que nelas é importante sou eu. E o que depois permanece... pego na memória das palavras, dos gestos, e decido eu o que restou. &lt;br /&gt;O meu deus lança as cartas para sair o que acha que eu preciso, e retira-me as incertezas, para caminhar cego por escolha própria. Pois as melhores histórias não são as que se encontram no livro que outros escreveram, mas são as que nós próprios criamos. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8544969519857365272-3668907111179690861?l=oriodaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/feeds/3668907111179690861/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8544969519857365272&amp;postID=3668907111179690861' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/3668907111179690861'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/3668907111179690861'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/2011/06/estou-aqui-so-de-passagem.html' title='Estou aqui só de passagem'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00070682931169790351</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/TJIoJ9_1lJI/AAAAAAAAAMU/hPytPoi989k/S220/DSCF3887.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8544969519857365272.post-3665555815331782361</id><published>2011-06-05T16:15:00.002+01:00</published><updated>2011-06-06T23:05:07.653+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rápidos'/><title type='text'>Equilíbrio</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-nuQzcKy3oM4/Te1OVRqr0TI/AAAAAAAAANQ/6Uhf5mVOxvc/s1600/IMG_0214.JPG" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="134" width="200" src="http://4.bp.blogspot.com/-nuQzcKy3oM4/Te1OVRqr0TI/AAAAAAAAANQ/6Uhf5mVOxvc/s200/IMG_0214.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Nada muda até perdermos o que nos sustenta sobre este chão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nossa figura não foi desenhada para ser estável. A nossa presença não é uma estátua que se sustêm firme no centro da praça, no topo do seu pedestal. Essas foram desenhadas para reis, heróis e poetas, enquanto o resto povoa o fundo com as suas sombras. E ignoramo-nos, quando passamos um pelo outro, a menos que seja para evitar que os nossos caminhos se cruzem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Evita o conflito. Sê cortês. Se chamares a atenção serás considerado um parvo e ser-te-á dado o tratamento reservado para os fracos de mente, seres ignorado ou evitarem a tua presença. A menos que sejas idiota o suficiente para que os outros se interroguem se não serão eles os verdadeiros parvos, e aí talvez seja esculpida uma estátua para que todos se lembrem da tua loucura pessoal. Que é o que desejas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim ficamos presos a um estado infinito de movimento, quase escondido para quem não quer prestar atenção, permanecendo como um pilar quando tudo à nossa volta é varrido por um rabanada de vento. Assumimos que somos o centro deste remoinho chamado mundo, que ditamos as horas, como um relógio no qual os nossos braços são os ponteiros. Que mentira. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois tudo conspira para deitar abaixo quem pensa que é feito de pedra - os elementos naturais, a gravidade e uma rápida sucessão de ironias, estas não podemos deixar de reparar porque são os nossos desejos, mastigados e cuspidos para fora pelo mundo. E quando os vemos já é tarde demais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim, aqui permanecemos, presos dentro da pele de mármore dos nossos sonhos, que esperamos ver reflectidos em todas as pedras e praças, mas que nos separam destas. Num momento permanecemos no pedestal ao centro, no outro descemos para nos juntarmos à multidão no fundo. Buscando equilíbrio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8544969519857365272-3665555815331782361?l=oriodaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/feeds/3665555815331782361/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8544969519857365272&amp;postID=3665555815331782361' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/3665555815331782361'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/3665555815331782361'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/2011/06/equilibrio.html' title='Equilíbrio'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00070682931169790351</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/TJIoJ9_1lJI/AAAAAAAAAMU/hPytPoi989k/S220/DSCF3887.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-nuQzcKy3oM4/Te1OVRqr0TI/AAAAAAAAANQ/6Uhf5mVOxvc/s72-c/IMG_0214.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8544969519857365272.post-3349321676039022946</id><published>2011-06-02T16:20:00.000+01:00</published><updated>2011-06-05T16:15:23.583+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='english versions'/><title type='text'>Balance</title><content type='html'>Everything remains still until one day we lose our foundations on the ground. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;We are not meant to be steady. Our presence is not the statue that holds firm in the middle of the &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;square, on top of the pedestal. Those are meant for kings, heroes and poets, while the rest of us remain &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;shadows on the background. We will not notice each other we pass by the street, other than to make sure that our paths don't collide.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Avoid conflict. Be courteous. If you stand out you'll be considered a fool and be given the proper treatment for the feeble minded, dismissal or avoidance. Or if you are fool enough to turn the joke into others and make them the fools, they might build you a real marble statue to remember everyone of your own personal folly. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;We thus remain locked in a perpetual state of motion, almost hidden for who does not pay attention, standing as a pillar when everything around us revolves in a whirlwind. We assume that we are the calm center of the mutating universe, the center of the clock from which its arms spread and map the passage of time. What a lie. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;For eventually it all conspires to topple down those who think they are made of stone: the elements, gravity and a rapid succession of ironies, that you can't stop noticing as they represent our desires chewed up and spit back at us by the world.    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;And here we are again, enclosed between the stone skin made of dreams, that we hope to see everywhere but that are what separates us from the world. One moment we stand there on that pedestal, the other we are moving away from it. And seeking balance.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8544969519857365272-3349321676039022946?l=oriodaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/feeds/3349321676039022946/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8544969519857365272&amp;postID=3349321676039022946' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/3349321676039022946'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/3349321676039022946'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/2011/06/balance.html' title='Balance'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00070682931169790351</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/TJIoJ9_1lJI/AAAAAAAAAMU/hPytPoi989k/S220/DSCF3887.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8544969519857365272.post-4372878588909349124</id><published>2011-04-06T15:39:00.001+01:00</published><updated>2011-04-06T16:04:10.735+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='redescobrindo júlia'/><title type='text'>Quem és tu?</title><content type='html'>Quem és tu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respira.&lt;br /&gt;Sonhei uma vez que estava a morrer, a sentir lentamente vida a expelir-se de mim com cada sopro, aconchegado pelo silêncio, abraçando a paz que estava a redescobrir. A cada segundo a minha consciência se ia esvaindo, sabia que estava a partir desta vida, à medida que ia deixando de sentir o meu corpo, os olhos se encerravam de vez e começava a desejar que finalmente tudo acabasse.&lt;br /&gt;Até que deitei o meu último suspiro e deixei de existir, para depois acordar a respirar sofregamente, atónito com esse meu desejo de morrer, com o perigo que me tinha invadido durante o meu sono. &lt;br /&gt;Quero agora também ouvir o teu sopro, enquanto se esbate contra o meu cabelo, primeiro devagar, interrompido ocasionalmente por um gemido, aumentando de cadência à medida que a minha boca desenha uma linha torta até à tua orelha.&lt;br /&gt;Esse instante dura uma eternidade, as tuas mãos juntam-se às minhas costas, unhas procurando furiosamente a carne que se escapa entre os meus ossos. Continuo a traçar memórias, sugo-te o pescoço que me apetece morder, irá ficar vermelho no dia seguinte, mais tarde irás protestar, mas não queres mesmo que eu interrompa o que faço. Sei bem demais que é isto que desejas, o amanhã é apenas um parêntesis e por agora fica suspenso.&lt;br /&gt;Os gemidos transformam-se em suspiros e eu guincho, perguntas-me porquê.&lt;br /&gt;Estamos deitados de lado, e começo a levantar-te a saia, como o ar a entrar pela porta aberta do autocarro fazia, num fim de tarde quente de Verão enquanto eu te observava. Descemos pela avenida com a porta da frente aberta, e uma mão invisível atravessa os passageiros da frente, sobe pelas tuas pernas como o faço agora, seca-as do suor que as colou à tua perna nesta tarde escaldante. As riscas brancas e rosa do tecido tinham marcado as tuas formas, agora revivo-as de forma diferente, apertando as tuas ancas, até encontrar o elástico que marca o último passo antes da tua rosa. &lt;br /&gt;Quis fazer-te vir, ali mesmo no autocarro, mas tudo teve de aguardar até agora, os meus dedos deslizam para o interior das tuas ancas e continuo a avançar, transformo-me num sagitário, apontado na tua direcção.&lt;br /&gt;Cheira-me à acidez da água de colónia masculina, a sal do mar, a suor seco. Devíamos ter tomado banho, mas quis que este odor te confunda e te invada. Sermos um mistério que se revela.&lt;br /&gt;E lentamente o meu dedo desce, chega à primeira dobra, o monte mais íngreme a ultrapassar, pressiono-no como aviso e desces as mãos para a minha cintura, procuras o meu cinto, mas é tarde demais porque a dobra seguinte já não oferece resistência antes de tocar na tua borrachinha, ris-te enquanto to murmuro ao ouvido antes de paralizares por um momento.&lt;br /&gt;Começas a desapertar as minhas calças, mas quero fazer-te vir, já disse, lentamente e não te vai servir de nada tentares despachar-me porque vais tarde demais. &lt;br /&gt;Mordo-te o pescoço, com força para te dar ainda mais raiva, e empurras-me para os lençóis carmim de surpresa, quase arrancas a t-shirt do meu corpo quando saltas para cima de mim e a agarras. Agora carrego com o teu peso enquanto decides beijar-me o peito, procuras os meus mamilos enquanto os teus permanecem escondidos mas à minha frente. &lt;br /&gt;Há sonhos difíceis de acreditar. &lt;br /&gt;Como quando sonhei que podia partir vidros com a minha vontade. Começou com um daqueles sonhos em que podemos voar, e eu estava a andar na rua quando parei de repente no meio do ar, um palmo acima do passeio de cimento. Bastou tê-lo desejado e no momento seguinte já estava no chão. Muitos já tiveram um sonho assim, de poder voar apenas com a minha vontade. E segui em frente, porque ia ter com uma amiga minha, de que não me lembro o nome agora. Talvez fosses tu, Júlia. &lt;br /&gt;E, na manhã seguinte, antes de sair da cama olhar para o vidro da janela partido, tentar perceber o que se terá passado durante a noite. Mesmo ao lado da minha cabeça tinha caído um bocado, parecido como um triângulo, do tamanho da minha mão. &lt;br /&gt;A mesma forma que ainda está tapada, um bocado de vison preto escondido entre as tuas pernas. &lt;br /&gt;Preciso de me levantar do meio destes bocados todos de vidro. &lt;br /&gt;Recordo-me de mais pormenores. No caminho voltei a fazer o mesmo, pensar que queria estar num local uns metros à frente e ser transportado para lá. Esta levitação  parecia o fenómeno mais normal de acontecer, e não suspeitei que não fosse real, podia-me ter lembrado que já tinha sonhado isso e que apenas o estava a fazer novamente. Mas, dois mais dois equivale a cinco neste estado. &lt;br /&gt;Estávamos os dois sentados à mesa, num lugar de bancos de madeira corridos, com janelas divididas em quatro, pintadas de branco. Descrevi-lhe a minha nova capacidade ao qual respondeu com incredulidade. Mas bastou-me olhar para um vidro por cima da cabeça dela para este se partir de repente e ela dar um salto, como o fizeste várias vezes ontem. &lt;br /&gt;As tuas cuecas de fio dental podem ser muito giras, mas dão-me vontade de as arrancar simplesmente, quando se enrolam nos meus dedos ao puxá-las para baixo. Queres que tenha mais cuidado, mas tivesses pensado nisso antes de te começares a roçar por cima de mim, a deixar-me impaciente. Já me deixaste de tronco nu, já chega, agora é a minha vez.&lt;br /&gt;Finjo que quero acariciar um dos teus seios mas procuro o fecho do teu vestido, puxo-o para baixo e acompanhas-me, relutantemente. Despes a capa branca que te cobre, e faço-te cair para o lado, quase bates com a cabeça na cabeceira de madeira, daqui a pouco vais querer uma almofada para apoiares a cabeça.&lt;br /&gt;Rio-me. &lt;br /&gt;Como quando os dois olhámos para cima e ficámos com a atenção pregada na janela decorada com uma teia de riscos estilhaçados que criara com o pensamento. Olha outra vez para o vidro, Júlia. Hoje irei partir uma segunda janela de seguida, desta vez com o vidro a cair no chão para um vento frio entrar para dentro do quarto. &lt;br /&gt;O despertador traz-me de volta. &lt;br /&gt;Cama. Lençóis todos suados e emaranhados entre as pernas nuas, castanho escuro de estarem molhados, paredes azuis do quarto ainda repletas de fotografias. Estou acordado ou ainda a sonhar? Prefiro voltar a dormir por isso estou desperto. É segunda-feira. &lt;br /&gt;Levanto a cabeça, desvio os pensamentos revoltos com a mão. O mostrador do relógio digital está bem nítido, como seria de esperar quando as coisas são reais, e marca nove e três. Pontapeio os lençóis para fora da cama, hoje é dia de mudar a roupa. &lt;br /&gt;Calma. &lt;br /&gt;Os ponteiros continuam a existir? Nove e quatro, marcam agora em luzes verdes. Sim, estou acordado e a precisar de me despachar para chegar a horas.&lt;br /&gt;Alguém uma vez o disse ou escreveu, o que é a vida senão um sonho. O que não os distingue seguramente é o hábito. Há momentos como esta manhã que se repetem todas as semanas, mas até mesmo a vivê-los posso estar a dormir. Nove e cinco, já devia chegar de estar a pensar no que sonhei na noite passada e que não me consigo lembrar. Calma. &lt;br /&gt;Já me consigo lembrar porque devo ter acordado com eles e relembrei-os logo para que não me esquecesse. &lt;br /&gt;Revi-te mais uma vez, Júlia.&lt;br /&gt;Olha para mim. Tu já não estás presente, saiste pela porta mais cedo para ires trabalhar e continuo aqui ao teu lado. Há um mundo que está bem guardado. Onde te escondes e eu deixo de respirar. E já não é um sonho, porque sei que se assim fosse, tu não estarias presente, mas a vida: sentir que me encontro onde sempre desejei estar. &lt;br /&gt;Precisamos de dormir, Júlia. Já sentimos para os próximos tempos. Dormir para acordarmos amanhã e vermos que foi mais que um sonho. Pois nada disto faz sentido. Viver a dor da ausência ou a inquietude da presença, qual de ambas escolhemos? Que estejamos aqui presente, neste quarto, na cama ou que apenas me revejas à distância? Por quanto nos vendemos para obter o prazer que queremos ou o sossego narcótico de mais uma manhã fria e descarregada de visões matinais, nas quais despejamos o nosso mau humor?&lt;br /&gt;A única coisa que distingue o que vivo do que sonho é o hábito. Não me lembro de todos os dias em que acordei meia hora mais cedo do que o costume, para rever tudo o que sonhei na noite passada. Ninguém o poderia fazer senão eu. Mas sei que o faço regularmente: é o hábito que criei de rever os meus sonhos de forma a que os possa viver de forma lúcida. E aí, vem-me à cabeça a frase que li uma vez na rua, “Eu penso, logo desisto”, com pequenos rios de tinta a escorrerem pelos fundos das letras, o ‘spray’ já seco.&lt;br /&gt;Mas às vezes é difícil saber onde começa o sonho e acaba a realidade, Júlia. Como há tempos. Acordei durante a noite e lembrei-me de ir verificar se a porta da rua estava trancada, como o costumo fazer todas as noites. &lt;br /&gt;Quando saí do quarto e caminhei para a entrada da casa escura reparei que a porta estava entreaberta e a minha pulsação disparou em pânico, a tentar perceber se a porta tinha ficado apenas entreaberta quando a empurrei para a fechar, ao entrar em casa. &lt;br /&gt;Aproximei-me e reparei numa figura sombria que aguardava do lado de fora, como se esperasse, ou então estivesse à beira de penetrar dentro de casa, e eu tivesse acordado com o barulho que fez ao abrir a porta. &lt;br /&gt;Estiquei o braço e escancarei a porta, agora já determinado a expulsar aquele intruso, a não deixar que me invadisse. E a figura começou a descer as escadas a correr, comigo em perseguição, até que o agarrei no patamar e o fiz virar na minha direcção com um puxão. &lt;br /&gt;Era um mandarim chinês, vestido com um robe vermelho cheio de figuras douradas, um bigode que lhe dava pelo peito e um chapéu redondo na cabeça. Fiquei parvo a olhar para o personagem e a tentar perceber o que se estava a passar. &lt;br /&gt;Acordei de seguida na minha cama novamente, confuso com tal aparição nos meus sonhos. Enquanto me mexia para sentir os lençóis e o edredão, veio-me novamente à cabeça a lembrança de ir verificar se tinha trancado a porta, agora ainda mais assustado devido à situação imaginária que tinha acabado de viver. &lt;br /&gt;Levantei-me e repeti os mesmos gestos, puxei o edredão para trás, procurei o chão com os meus pés, equilibrei-me inseguramente e dirigi-me à entrada da casa. Quando lá cheguei olhei para a porta e vi que esta estava fechada como devia, mas em vez da sensação de alívio pressenti que já estava alguém dentro.&lt;br /&gt;Olhei para a sala e aí vi outra figura, também ela escondida pelas sombras, à minha espera. Não reagi logo, porque apercebi-me que havia ali algo de surreal, um momento que se repetia com algumas diferenças mas que acaba por ser o mesmo. Caminhei em direcção a ele e tentei puxá-lo para a luz, que de repente se acendeu na entrada, para ver quem era só que ele resistiu. &lt;br /&gt;Tentei agarrar-lhe os braços, e ele fez-me o mesmo, até ficarmos os dois a puxar cada um para o seu lado, encadeados um no outro, até que finalmente lhe consegui ver a cara. Tinha cabelo negro, olhos meio rasgados, vestido de roupas escuras e aí veio-me uma sensação de reconhecimento. Perguntei-lhe: “quem és tu?”&lt;br /&gt;Ele puxou os cantos dos lábios para cima enquanto os olhos brilhavam com o seu riso e respondeu-me com a mesma frase: “quem és tu?”&lt;br /&gt;Aí veio-me à cabeça as noites passadas no Diagonal, quando me olho para o espelho da casa de banho, tomo a medida do meu estado embriagado, nas figuras caricatas que já fiz nessa noite, e em como nada importa naquele momento senão apreciar o resto da noite, perder-me dentro de mim. E rio de mim próprio enquanto faço a pergunta, só que agora não existe um espelho que me reflita, onde me vejo a mim próprio. Apercebi-me nesse momento que estava a sonhar. &lt;br /&gt;E aqui nos encontramos, tu e eu. Aqui, sem que um dos dois esteja presente e sem que eu realmente me importe. Longe de tudo o que nos é familiar. &lt;br /&gt;Quem sou eu para ti? De quem é esta voz que ouço agora? Às vezes é a melodia que me diz que estou num outro mundo, de paixões e gestos desmedidos, perdidos entre memórias. Imagino a cama na qual te deitas, sei que já lá estive presente, mas tudo se torna inconsequente.&lt;br /&gt;Agora estou acordado? Posso estar a sonhar que estou a fazer isto. Não me serve de nada tentar acordar. Posso apenas despertar dentro do meu sonho, convencido que agora estou acordado e aí já nem sequer me lembrar que questionei estar desperto. Levanto-me e arranjo-me, vou ter com o Vasco porque já tinha combinado com ele hoje ir almoçar a um café aqui ao perto e já estou atrasado. &lt;br /&gt;Ele encontra-se à porta à minha espera e quando me vê chegar diz logo. “Estás com uma cara péssima. O que te anda a tirar o sono?”. &lt;br /&gt;“O costume. Às vezes sinto que estou constantemente a ter um sonho lúcido, no qual estou consciente que estou a sonhar porque a vida toda me parece surreal”. Ele abana a cabeça e responde: “E porque me estás a dizer isso?”&lt;br /&gt;“Desabafar. Não posso?”&lt;br /&gt;“Como queiras. Este sítio está fechado, temos de ir a outro”. Era só o que me faltava, não me apetece nada agora ter de conduzir, mas assim o fazemos, dirigimo-nos para perto do rio e enquanto caminhamos pela marginal reparo numa garça parada no meio da água, apoiada apenas sobre uma perna. &lt;br /&gt;“Já viste aquela garça?”&lt;br /&gt;O Vasco dá um breve olhar e responde apenas: “Cegonha”. A ave pernilonga no meio da ria abriu as asas, na expectativa de voar. &lt;br /&gt;“Como é que sabes que não é uma garça?”&lt;br /&gt;“Porque elas estão habituadas a climas mais quentes e a água doce”.&lt;br /&gt;“Estás a inventar”.&lt;br /&gt;“Quer esteja quer não, deve ter sido uma coisa daquelas a responsável pelo apagão de luz que houve”. &lt;br /&gt;“Apagão?”&lt;br /&gt;“Andas a dormir ou quê? Metade do país está sem luz porque um bicho daqueles teve a triste ideia de criar a família no topo de um poste de alta tensão. Resultado: virou esturrico”. &lt;br /&gt; “Essa história é inacreditável. Como é que tudo pode ficar parado só por causa de uma garça?”&lt;br /&gt;“É uma questão de escolhas e de vontade para as seguir”. Estacionamos o carro junto a um restaurante que se encontra aberto. &lt;br /&gt;“Que escolha Vasco? Como é que aquela garça escolheu fazer com que toda a gente ficasse sem electricidade?”&lt;br /&gt;“Ela não escolheu isso. Ela achou que era um bom local para fazer o ninho dela, e decidiu que tinha de ser ali. E se tivesse decidido de forma diferente neste momento íriamos comer noutro lado”. &lt;br /&gt;Antes do almoço não ando com cabeça para grandes filosofias. Saio do carro, mas lembro-me de um pormenor. “E onde ouviste isso, se não há electricidade?”&lt;br /&gt;“No rádio do carro quando vinha ter contigo. Há estações que possuem geradores próprios para o caso de emergências. Assim como hospitais, telemóveis, etc. Como pensas que me conseguiste telefonar?” Rendo-me, mas ele pára depois de fechar a porta. &lt;br /&gt;“Por falar em telefones. Já falaste com a Júlia hoje? A Opal ligou-me a dizer que ela saiu de casa a meio da noite. O que foi que aconteceu ontem?”&lt;br /&gt;“Ontem? O que queres dizer?”&lt;br /&gt;“A Opal disse-me que a Júlia estava completamente transtornada mas que se tinha recusado a contar o que quer que fosse. O que foi que se passou?”&lt;br /&gt;“Coisas de mulheres, sabes como é” Isto não está a me acontecer. “Não te preocupes que não há de ser nada”. &lt;br /&gt;“Então porque tens um corte na testa?” Passo a mão e sinto sangue seco. &lt;br /&gt;“Olha, sonhei durante a noite que podia partir vidros com a minha vontade”. Ele encolhe os ombros e ri-se. &lt;br /&gt;“Cuidado para não acordares rodeado de cacos”. &lt;br /&gt;Quero apenas conseguir dormir. Todo o controlo que julgamos ter sobre os acontecimentos acaba por se desmoronar, um prédio a transformar-se em ruínas ou uma guinada brusca do volante provocada por um susto repentino. &lt;br /&gt;Há quem lhe chame destino, o resumir as tentações da razão a um propósito por descobrir, uma equação oculta nas pequenas coincidências da vida, quando estas brincam connosco dentro da nossa cabeça. &lt;br /&gt;Porque mesmo se há um motivo, uma mão invisível por detrás, apenas vemos um aro azul suspenso, um fósforo aceso que os dedos do destino seguram, enquanto a vida descreve rapidamente um círculo de fogo, que paira diante de mim. E é apenas um aparente caminho, uma estrada deserta na qual se conduz com as luzes apagadas, até que nas nuvens vermelhas das incontáveis auroras vejo um azul desses olhos que agora revejo reflectidos em ar e chama. &lt;br /&gt;E a seguir resta-me ficar a olhar para o teu corpo estendido no meio do chão, os teus braços casualmente dispostos por cima das minhas pernas enquanto os dois jazemos na estrada, projectados para fora do carro. Reparo que as minhas calças estão a ficar quentes e pegajosas, apesar do frio que se faz sentir. A minha cabeça está apoiada no chão e uma luz azul cintilante pisca no espelho partido ao lado da minha cabeça. &lt;br /&gt;Acordo novamente, com a boca seca e pressiono os meus olhos contra as mãos.&lt;br /&gt;Caminho até à cozinha para beber um copo de água, já são quatro da manhã, o relógio treme quando passo por ele. Mais tarde venho a descobrir que não importava qual fosse a hora que marcava. Já não sei onde estou nem para onde vou. A frase faz-me pensar que a ouvi antes, mas não sei onde, mais uma vez, é um resquício de memória como muitos outros de ontem. &lt;br /&gt;Já não sei se tive um sonho dentro do qual acordei várias vezes ou se estive o tempo todo acordado, a pensar que estava a sonhar. Passo pelo espelho encostado a uma parede da entrada com o qual me assustei uma vez ao ver a minha imagem nele reflectida quando voltava da cozinha à noite, pois recordei aquele sonho em que me encontrei comigo próprio. Sigo pelo corredor decorado de azul claro até chegar ao frigorífico, abro-o e tiro a garrafa de água da porta. &lt;br /&gt;Pego num copo meio sujo que está na bancada da louça suja e encho-o, enquanto fico a pensar no dia ontem, não de hoje, e tudo o que decorreu. Será mesmo uma questão de escolhas e de vontade para as seguir, como dizia o Vasco?&lt;br /&gt;Volto para o quarto. Começo a andar até que dou um relance de esguelha para o espelho, esperando encontrar-me reflectido para de seguida desaparecer, mas não vejo nenhuma figura, apenas ao longe a luz branca do frigorífico que ficou mal fechado. Antes, quando desviei o olhar, a aparição no espelho deixou de existir, mas agora é o contrário que acontece. &lt;br /&gt;O copo desliza da minha mão e cai no chão, partindo-se no chão de madeira, espalhando cacos por todo o lado entre os meus pés descalços e semicobertos com as calças do pijama azul. Lentamente, as gotas dispersas começam a juntar-se umas às outras, aumentando de tamanho, e vão escorrendo pelo piso, dobrando a porta em direcção ao quarto. &lt;br /&gt;Caminho em direcção ao quarto de forma sonâmbula, todos os móveis da casa foram retirados do caminho e a porta trancada. Isto são visões, fruto da minha imaginação, desperta por uma vontade de esperança. Já não vivo plenamente mas escorrego como os rios de água que sobem até à janela do quarto e se escapam por entre as frestas. &lt;br /&gt;Entro no quarto e vejo-nos a nós, os dois despidos. Podes chamar a isto fazer amor mas é um eufemismo patético para disfarçar o pudor de usar outros nomes. Sento-me no chão, a observar-nos.&lt;br /&gt;Olha para mim.&lt;br /&gt;Sou eu um sonho por se concretizar? Pois nada resta quando nascemos, um acordar nos olhos dos outros quando tudo fica relegado a memórias perdidas no passado. Do descontentamento nasce esta inquietação que me acordou no meio da noite, é cedo para dormir e me deixar entregue aos ícones da minha criação. É altura de te saborear, de te cheirar, de te fazer o objecto de todos os meus sentidos. &lt;br /&gt;A saliva corre, enquanto te mordo os mamilos, desce em gotas até aos lençóis, enquanto deslizo dois dedos para e começo a roçar aquela pele mais rugosa dentro de ti, agarras-me a mão porque estou a usar demasiada força. &lt;br /&gt;E estico a língua e começo lentamente a descer, a sentir a forma dos teus seios, de fora até chegar ao vale entre eles, continuo a pressionar enquanto desço lentamente, faço-te cócegas quando chego ao teu umbigo. &lt;br /&gt;Há um suor frio que te prende os pés enquanto desço mais abaixo, agarras na minha cabeça, prendes feixes de cabelo com as tuas mãos. Relaxa, pois os nossos sonhos são o que sentimos e está na altura de te mostrar quanto profundos eles se encontram. Às vezes é melhor não ver, deixar que tudo se torne turvo como as sombras que habitam esta casa. &lt;br /&gt;A paixão ensina-se e é a altura de aprender como viver com os sonhos. &lt;br /&gt;É um chamamento que sentimos, para alguém, não um lugar ou destino. É a voz que te inquieta e invade cada segundo da tua vida. Andamos perdidos neste local mas desta vez não hesito para que tudo não desapareça. &lt;br /&gt;Começo a sentir a aspereza dos pêlos do teu triângulo, o vidro que parti com a minha vontade. Colocas as tuas mãos sobre os meus ombros quando te começo a beijar as ancas, afasto os teus lábios com o meu nariz e provo o teu sabor ácido com os meus, ao qual me habituo enquanto vais segurando a minha cabeça. &lt;br /&gt;Pressão. Primeiro de raspão sobre o monte que se revela entre as tuas pregas, depois volto a colocar os meus dedos dentro de ti, salivo para que estejas mais confortável, toco e fugo com a minha língua no teu botão, as tuas pernas apertam-se contra as minhas orelhas, os teus dedos cravam-se na minha nuca, ocorre-me a questão se te estou a magoar mas não me afastas, queres que continue. &lt;br /&gt;E assim o faço, com os dedos dentro da tua vagina, coordenados com a minha boca, que te beija, que te explora, que te faz suspirar, que te dá prazer, e ali ficamos, até a língua começar a ficar dormente, até as tuas águas descerem pelo meu queixo, até que um tremor te invade e as tuas ancas se soltam e os teus dedos deslizam pelo meu cabelo. Fiz-te vir.&lt;br /&gt;Paro. &lt;br /&gt;Levanto a cabeça de entre as tuas pernas, permaneces imóvel como se estivesses morta, mas ainda respiras, os cabelos espalhados sobre a almofada que jaz ao teu lado, o quarto está iluminado, com os candeeiros por detrás da cama.&lt;br /&gt;Agora é a minha vez, já desejava isto desde hoje à tarde, uma vontade que se concretiza depois de uma longa espera, vou agora entrar dentro de ti e nem sequer preciso que me ajudes com as tuas mãos, sei a direcção e estou duro como nunca. &lt;br /&gt;Estás de olhos fechados e deixaste de estar tão ofegante, ainda não terminou a noite, esta é a nossa vontade que agora se realiza. Concentro-me para me deixar seguir, me libertar de todo o pensamento, mas algo me perturba. &lt;br /&gt;Apercebo-me que mais alguém se encontra dentro do quarto, que nos observa e olho na minha direcção, ele vê-me sentado junto à porta, do fundo do quarto. Ergo-me de repente, quase caio quando piso nos sapatos de salto ao lado da cama e o pé desliza. Os cabelos da nuca eriçam-se esperando uma ameaça na intrusão repentina, e a voz lança um desafio: “quem és tu?”&lt;br /&gt;E olho para mim e dá-me vontade de rir às gargalhadas: sou aquele que estará sempre presente nestes momentos, sou quem de nunca poderei escapar. &lt;br /&gt;“Continua a sonhar”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8544969519857365272-4372878588909349124?l=oriodaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/feeds/4372878588909349124/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8544969519857365272&amp;postID=4372878588909349124' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/4372878588909349124'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/4372878588909349124'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/2011/04/quem-es-tu.html' title='Quem és tu?'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00070682931169790351</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/TJIoJ9_1lJI/AAAAAAAAAMU/hPytPoi989k/S220/DSCF3887.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8544969519857365272.post-2531253874565760022</id><published>2011-01-03T15:45:00.003Z</published><updated>2011-01-03T15:46:05.689Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='english versions'/><title type='text'>The inner light</title><content type='html'>What is this?&lt;br /&gt;All revolves around it. Something new, for which I still haven’t found words that truly describe it. I write on my diary, recite poems, reflect upon quotes and they are all so close but not enough to describe what I feel. &lt;br /&gt;This is to try to explain through words what I can only by gestures; to count the minutes until the moment where I will be able to speak; and knowing that it will not satisfy me yet. It is to feel that I have the world in my hands, a seed of what is to come and to find the space inside of me for it to continue growing. &lt;br /&gt;This is the light that I carry, to whisper my desires into the wind, waiting for them to return to me one day. To stand besides the river and grab the wet earth with my bare hands, knowing that everything I feel is a part of what I live. Joy, impatience, tenderness, irritation, the sensation of being lost and finding the direction I sought inside of me, in this world of senses, given by the share of a feeling, a look of understanding, discovering a song, by that special touch that only the other can give to us. &lt;br /&gt;This is to be a juggling life, throw colored balls into the air, spinning wisdoms, styles and misfortunes. To make a flying circle of reds, blues, greens and yellows, and not be afraid when someone throws us yet another ball. For once you learn the art, everything keeps spinning. &lt;br /&gt;I could be creating a world of possible interpretations. But I am discovering new meanings. For when I choose them is when I’m free of the indecision, the disguise for a negative answer. And I now choose the meaning for the world I have discovered. &lt;br /&gt;Give me light, give me fire, and do not follow in front of me but stay inside me. Give me air to breathe and do not be a distant beacon, for the dangers are already visible and what I need is the company to face them. Why seek meanings on the stars when they are so away?&lt;br /&gt;For it is better to carry a light than to follow one at the distance, With it we illuminate what is close and see what can affect us, we can point it to guide us on the way and everything around us. And we gain the ability to desire, because we dream with what we can reach and with what we would wish to be the world. &lt;br /&gt;And to those who prefer to take refuge in a dance of forgetfulness, apologies and justifications, I shout the strength of my feelings. And, holding my will, I mark the words on the rock which say that I am here. I have arrived because my path brought me here, and I may have no neighbor but I have the inner light inside me.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8544969519857365272-2531253874565760022?l=oriodaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/feeds/2531253874565760022/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8544969519857365272&amp;postID=2531253874565760022' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/2531253874565760022'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/2531253874565760022'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/2011/01/inner-light.html' title='The inner light'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00070682931169790351</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/TJIoJ9_1lJI/AAAAAAAAAMU/hPytPoi989k/S220/DSCF3887.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8544969519857365272.post-694180863383777661</id><published>2011-01-03T15:45:00.001Z</published><updated>2011-01-03T15:46:05.690Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='english versions'/><title type='text'>The candle of our presence</title><content type='html'>I don’t speak, I feel no need. I’m standing under the tree besides the house, looking at the table on the lawn where everyone is standing. Everything I say, I do it with my eyes, with my gestures, with my face which reflects them all. And they stare at me, waiting for a world, expecting a horoscope of thoughts, another piece of the puzzle that they are fitting together. They can wait for an answer that will never happen, because I’m not what they expected. And they didn’t knew what they expected until they found me. &lt;br /&gt;Because I also didn’t know what I waited for. &lt;br /&gt;Perhaps I just waited for the church bell ringing the quarter of the hour, the night moths flying through the room of the forest house, the bird that lands on the tree branch above me. The sunset filled with clouds above the trees.&lt;br /&gt;Until I saw you.&lt;br /&gt;Seated on a chair by the door, alone smoking your cigarette, brown skirt, blonde hair. And a bridge I ceased to be, to stop being the path to become the one who crosses it. &lt;br /&gt;Before, you had gave me a photo you took from me, by exposing your inside to me during the previous days, where my figure was spread by several colors, each one a world where I stand. Everything around us is blue; it is the tranquility of following our paths; is the calm of living with the choices we made, of ceasing to question ourselves. &lt;br /&gt;Over the blue, the purple stands, painted by a brush held by everyone on the country where we live. The easily identifiable dense aura that everyone reveals splattered with a few traces of the violet behind it. And I thought it was just this that you had seen before, until the moment you chose to take this photo of me. To show me that you had seen more from me, as I had from you. &lt;br /&gt;We started speaking more than one language, together. Giving images one to the other, so that we made our own words. Going deeper, slowly, wanting to discover every corner, more than we had seen while working together, where brushes of our interior had already been revealed. Telling the little details of our lives in a tongue that was not our own. And thoughts, and feelings, and emotions, by ways, by colors, by gestures, by looks, by smiles. &lt;br /&gt;Inside of me I have a box for my toys, another to keep your secrets. I bought one on the market to offer you, and a bigger one to put everything else that remained to understand. And I have a closet by the door, for each time anyone walked out by it I needed wood and nails and glue to build the drawers to keep all the memories of that moment. &lt;br /&gt;Why are you outside of them then? If there’s still space on the drawers, if the boxes are open, waiting to be filled, if the time where I let you touch me has ended? What is that mystery that you hold, like the embrace we shared, that is inside of me but that I can’t solve it? Where all the answers are too small to fill the closet and infinitely full of meaning to have them fit these boxes. &lt;br /&gt;Where you are like the flash of the shooting star that went out above me, right on the first night when I woke up with a dream about the event where we were. Like the phrase of the card that I gave you after the photo, to tell you that I had also looked inside you and would remember you. &lt;br /&gt;For when a candle goes out, there’s a light that goes on.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8544969519857365272-694180863383777661?l=oriodaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/feeds/694180863383777661/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8544969519857365272&amp;postID=694180863383777661' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/694180863383777661'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/694180863383777661'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/2011/01/candle-of-our-presence.html' title='The candle of our presence'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00070682931169790351</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/TJIoJ9_1lJI/AAAAAAAAAMU/hPytPoi989k/S220/DSCF3887.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8544969519857365272.post-2094303592290848187</id><published>2011-01-03T15:42:00.000Z</published><updated>2011-01-03T15:43:50.264Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='english versions'/><title type='text'>My West is your East</title><content type='html'>It makes sense that everything starts when the doors open one step ahead and I find myself facing who wants to enter the subway carriage, as we block one another. Which of us is in the greatest rush, the one who wants to leave or who has just arrived?&lt;br /&gt;There are many stations on the route, some forgotten, others unnoticed. A few make us stumble upon our arrival as a sudden stop sends us crashing into the walls, others we wonder if we should simply give up. But this one always gives us the power of inspiration. &lt;br /&gt;Still, some want to leave it. Like I, they know about the third column on the left side as you get down the stairs. That one of the carriage's doors will almost always open in front of it, allowing that you position yourself to be the first one inside. Or they are simply caught up by surprise as they face the interior of the subway, like now. Either way, one journey is over, another begins. I step outside to solve momentarily the conflict, although it will still rage inside me.&lt;br /&gt;The anticipation of facing someone continues as I go up the stairs and cross the lobby of the station on my way to the exit. Should I leave as well? But it disappears as I reach the escalator, as person after person overtakes me, more rushed by  time than me. For some things will change but I have discovered that many others will not. They will happen over and over again, repeating itself over the years, like arriving at this station.&lt;br /&gt;Where outside lives a running spirit called desire. That I came upon it immediately on the street.&lt;br /&gt;When you call it as it passes you it will only look at you once. And to those who are silent or can't stand its stare will start running. Because it demands our complete surrender.&lt;br /&gt;To an overwhelming experience that makes me I deliver my knees to the ground as this figure goes through me and commands my my attention. By submitting I cease to ruled by obscure laws and enter a game whose propose becomes clear. Where my faulty steps are turned into leaps of faith, by the voice of this sorcerer that summons all the spirits, creates all the visions that now travel through the city as demon clouds. His presence wanders around me as he recalls all the secrets from the past, an impossible ghost that I've turned into as I raise myself and look around. &lt;br /&gt;I am where I wanted to go. The new faces become familiar to my sight, the hands welcome the toughness of the stone walls that mold the flesh of my finger tips. Mist enfolds the river and the city, hiding the red rooftops below. &lt;br /&gt;I am close enough to live everything around me and above all the past stories. The sky is dancing around the Sun as but I see no more shadowed streets below, only the white magic carpet that I've conjured.   &lt;br /&gt;And I turn to the side, for those who will listen and say: I am here. This house over the world is the unsustainable limit of me. I won't pass unnoticed nor I want to look behind the horizon. I will forget everything to remember it later. I came here to see everything with new eyes. To be judged by all the figures that now are hidden by this mist, to challenge all the meanings. &lt;br /&gt;And I am out of rhythm, out of control, melting into this moment where the minutes are years and the arms bridges, raising us to other heights. Where before I only heard sounds, now each moment is sang in the words of a new strange language. That sets me me free of whom I thought I was as I relearn it. &lt;br /&gt;Here, where I just am, together with whom is with me, as our bodies cross and we discover our spirits. &lt;br /&gt;Where there is a before and an after. &lt;br /&gt;Where the wheel of the world turns, changing the landscape, but the direction I'm facing is still the same. &lt;br /&gt;Where my West is your East.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8544969519857365272-2094303592290848187?l=oriodaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/feeds/2094303592290848187/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8544969519857365272&amp;postID=2094303592290848187' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/2094303592290848187'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/2094303592290848187'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/2011/01/my-west-is-your-east.html' title='My West is your East'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00070682931169790351</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/TJIoJ9_1lJI/AAAAAAAAAMU/hPytPoi989k/S220/DSCF3887.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8544969519857365272.post-3521687751632534560</id><published>2011-01-02T16:05:00.002Z</published><updated>2011-02-08T16:43:42.240Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='correntes'/><title type='text'>Parágrafo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/TSCjl57m-_I/AAAAAAAAANA/60ka9GrMzro/s1600/74624_1768837622128_1274840654_32084767_1065140_n.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/TSCjl57m-_I/AAAAAAAAANA/60ka9GrMzro/s200/74624_1768837622128_1274840654_32084767_1065140_n.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5557621811776519154" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0in"&gt;Nunca saberemos o quanto uma ideia é de doidos até a levarmos em frente.&lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0in"&gt;Acabei de ter outra, de me deixar ficar para trás enquanto pedalas na tua bicicleta à minha frente e mudar de direcção no próximo cruzamento. Para quando olhares para trás já não me encontrares e eu agora já não te ter à minha frente, um círio a arder dentro da tua capela. Nela entrei a procurar o silêncio antes da cerimónia, agora sou o raio de luz que atravessa os painéis de mosaicos.&lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0in"&gt;Sou eu todo que estou aqui, nesta ilha tingida de castanho, debaixo de um Sol enganador que brilha mas não aquece. E quero ser mais que a tua fantasia, de um fim de semana passado juntos, uma aventura longe da tua vida.&lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0in"&gt;&lt;span &gt;Pois não sou quem tu imaginas neste momento. Nem és por quem eu espero. Uma coisa são sonhos, outra é o presente. E se temos memórias, também há certeza de que elas não se repetirão no futuro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0in"&gt;&lt;span &gt;Fecha os olhos agora para não me veres partir. De alguma forma eu voltarei e estarei contigo cada vez que te sentares à beira do mar na praia. A fazer castelos com areia molhada sobre a tua perna. Ou a ser o gato preto a atravessar a rua enquanto esperávamos pelo ao táxi junto do poste. Olharei para ti com os meus olhos verdes, a perguntar-te: lembras-te de mim?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p lang="pt-BR" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0in"&gt;&lt;span &gt;&lt;span &gt;&lt;span &gt;Como uma folha de Outono, escolhi soltar-me da tua árvore, ser levado pelo vento para longe de ti. Desapareci, reparas ao procurares com a mão no bolso do teu casaco, restando apenas o vazio do buraco por remendar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0in"&gt;&lt;span &gt;Qual é o padrão? A voz pergunta depois, enquanto a mente tenta apreender uma verdade que a pergunta mal arranhou e descobrir a forma do que está para vir. A vida fala em várias idiomas e o mistério está nos segredos que me contaste na tua língua desconhecida, que nunca irei descobrir.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0in"&gt;&lt;span &gt;Queres momentos mágicos, mas a magia não está nas memórias do passado mas nos gestos do presente. São eles que criam padrões no caos da vida, como tu lançares os dados ao jogarmos  gamão. Quanto mais jogo contigo mais eu sei quais as jogadas possíveis. E a magia está em pressentir quando as jogadas possuem uma vontade própria, um terceiro espírito que nos observa, e que junta as peças para o lançamento que irá decidir o jogo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0in"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0in"&gt;&lt;span &gt;E nós somos feitos de escolhas, apesar de já estar tudo decidido quando pegamos nos dados. O pôr do Sol torna-se turbulento, um esquecido vento invade o espaço, uma reconfortante memória que me traz de volta. A um início, a meio de uma espiral que se repete no tempo. Ao cimo de uma torre me leva esta escada. Sei cada passo que dei, cada gesto. &lt;span &gt;&lt;span &gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;E, assim como nasceu tudo termina em mim, a tua figura na estrada transforma-se num ponto.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt; &lt;p lang="pt-BR" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0in"&gt;&lt;span &gt;&lt;span &gt;&lt;span &gt;Parágrafo. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8544969519857365272-3521687751632534560?l=oriodaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/feeds/3521687751632534560/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8544969519857365272&amp;postID=3521687751632534560' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/3521687751632534560'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/3521687751632534560'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/2011/01/paragrafo.html' title='Parágrafo'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00070682931169790351</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/TJIoJ9_1lJI/AAAAAAAAAMU/hPytPoi989k/S220/DSCF3887.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/TSCjl57m-_I/AAAAAAAAANA/60ka9GrMzro/s72-c/74624_1768837622128_1274840654_32084767_1065140_n.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8544969519857365272.post-9071287982487662390</id><published>2010-12-11T20:47:00.003Z</published><updated>2011-02-08T16:51:43.014Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='excertos'/><title type='text'>Estás aqui (excerto)</title><content type='html'>&lt;div&gt;(...)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vivemos cada um na nossa fantasia, Júlia. Numa grande bolha de vidro que projectamos à nossa volta, um sobre o outro. Mas um dia chega em que esta redoma se estilhaça, pela mão de alguém. Aí cortamo-nos, a vontade de espreitar para fora torna-se fraca e colamos tudo de volta. E este meu sonho de ti, esta memória regressa como tu o fizeste antes, mesmo que hesites e não voltes.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não preciso de sonhos, desses anda o mundo cheio, alguns mais irreflectidos do que outros. Também não quero uma memória, dessas há as suficientes para querer baralhar novamente as cartas e ver se a vida me dá uma mão nova. Preciso de sentidos, que me digam que estou vivo, que me façam experimentar o que existe, quando já não há direcções. Pois só assim sei que não és uma presença fugidia como na festa. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Imaginei-te nesse momento como seria ter-te nos meus braços, ficou essa imagem gravada dentro de mim, até agora. Ter-te deitada ao meu lado, a tua cabeça apoiada no teu braço, os teus olhos fixados em tudo, enquanto me passas os dedos pela barba por fazer, o polegar afunda-se na&lt;/div&gt;&lt;div&gt;cova do lábio, o indicador prossegue e traça a narina, apenas roça na pálpebra cerrada.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Estás aqui. A voz que quando fala me guia, os teus dedos encadeiam-se nos meus cabelos e arrepiam as orelhas com a sua frieza.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Estarás sempre.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8544969519857365272-9071287982487662390?l=oriodaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/feeds/9071287982487662390/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8544969519857365272&amp;postID=9071287982487662390' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/9071287982487662390'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/9071287982487662390'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/2010/12/estas-aqui-excerto.html' title='Estás aqui (excerto)'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00070682931169790351</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/TJIoJ9_1lJI/AAAAAAAAAMU/hPytPoi989k/S220/DSCF3887.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8544969519857365272.post-81734658442314584</id><published>2010-11-10T23:31:00.000Z</published><updated>2011-02-08T16:51:43.015Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='excertos'/><title type='text'>Paz</title><content type='html'>(...)Quis paz.&lt;br /&gt;Mas paz não é sentir-me como o papagaio que voa por cima, a trajectória razante a desviar-nos a atenção por momentos. Até ele aterrar numa antena e cá em baixo se multiplicarem anúncios de recompensas em jornais e cafés por informações sobre o seu paradeiro. Paz não é um estado de espírito, sentimento ou vontade, mas o equilíbrio de uma cana meio enterrada na corrente de um rio, que se dobra para acompanhar o movimento das águas, lodo, pedras, folhas e que ainda serve para desenharmos signos na terra molhada.&lt;br /&gt;Paz são as escolhas que se fazem, sem recear as consequências, a força que vêm do contraste de vontades.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8544969519857365272-81734658442314584?l=oriodaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/feeds/81734658442314584/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8544969519857365272&amp;postID=81734658442314584' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/81734658442314584'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/81734658442314584'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/2010/11/paz.html' title='Paz'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00070682931169790351</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/TJIoJ9_1lJI/AAAAAAAAAMU/hPytPoi989k/S220/DSCF3887.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8544969519857365272.post-4417386864571397897</id><published>2010-11-07T20:22:00.001Z</published><updated>2011-02-08T16:51:43.015Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='excertos'/><title type='text'>Memórias</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/TNcLoUsGSJI/AAAAAAAAAM0/rFhmd4yD1io/s1600/ilhafaro2.png"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; DISPLAY: block; HEIGHT: 150px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5536907054251657362" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/TNcLoUsGSJI/AAAAAAAAAM0/rFhmd4yD1io/s200/ilhafaro2.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=3-rYQRxzaJM&amp;amp;feature=related"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=3-rYQRxzaJM&amp;amp;feature=related&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8544969519857365272-4417386864571397897?l=oriodaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/feeds/4417386864571397897/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8544969519857365272&amp;postID=4417386864571397897' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/4417386864571397897'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/4417386864571397897'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/2010/11/memorias.html' title='Memórias'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00070682931169790351</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/TJIoJ9_1lJI/AAAAAAAAAMU/hPytPoi989k/S220/DSCF3887.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/TNcLoUsGSJI/AAAAAAAAAM0/rFhmd4yD1io/s72-c/ilhafaro2.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8544969519857365272.post-5648282367241483909</id><published>2010-11-05T00:31:00.000Z</published><updated>2011-01-03T15:32:52.878Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ilhas fluviais'/><title type='text'>O valor das coisas</title><content type='html'>"O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fernando Pessoa&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8544969519857365272-5648282367241483909?l=oriodaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/feeds/5648282367241483909/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8544969519857365272&amp;postID=5648282367241483909' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/5648282367241483909'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/5648282367241483909'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/2010/11/o-valor-das-coisas.html' title='O valor das coisas'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00070682931169790351</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/TJIoJ9_1lJI/AAAAAAAAAMU/hPytPoi989k/S220/DSCF3887.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8544969519857365272.post-7152239076942350679</id><published>2010-08-30T13:25:00.002+01:00</published><updated>2011-02-08T16:43:42.242Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='correntes'/><title type='text'>Estou ali [republicado]</title><content type='html'>O nosso momento acabou.&lt;br /&gt;Como os anéis que uso, que se acabam por partir eventualmente. Uma palmada na mesa, um gesto regular, e todo o hábito e a pertença desaparecem nesse momento. Carrego-os nos dedos para me lembrar que nada dura para sempre, que as nossas ideias existem num dia para desaparecer no seguinte. E só com o rachar do anel é que me relembro que nada dura para sempre.&lt;br /&gt;O nosso tempo começou.&lt;br /&gt;Sem que um de nós tivesse dado conta até que os momentos juntos estão longe demais e as vivências distantes nos aproximam. Demasiado perto para que os pudéssemos esquecer, sem que nos impeçam de ver a distância real que se impôs.&lt;br /&gt;E agora estamos ao mesmo nível, como dois gatos em telhados diferentes, um espaço a separar-nos sem que queiramos ainda atravessá-lo com um simples salto. Já não olhamos gulosos para a própria cauda nem nos contorcemos ao Sol, a tentar chamar a atenção do outro.&lt;br /&gt;E não estou assustado. Por não saber se hás de saltar para o meu lado, ou se a distância é do teu agrado. Podes adivinhar qual será a minha resposta, mas para mim o percurso não tem só um sentido, com avanços e recuos, e agora voltámos cada um ao seu telhado.&lt;br /&gt;Quis paz.&lt;br /&gt;Mas paz não é sentir-me como o papagaio que voa por cima, a trajectória razante a desviar-nos a atenção por momentos. Até ele aterrar numa antena e cá em baixo se multiplicarem anúncios de recompensas em jornais e cafés por informações sobre o seu paradeiro. Paz não é um estado de espírito, sentimento ou vontade, mas o equilíbrio de uma cana meio enterrada na corrente de um rio, que se dobra para acompanhar o movimento das águas, lodo, pedras, folhas e que ainda serve para desenharmos signos na terra molhada.&lt;br /&gt;Paz são as escolhas que se fazem, sem recear as consequências, a força que vêm do contraste de vontades.&lt;br /&gt;É atirar-me para a corrente, como essa cana, até acabar por flutuar num lago calmo, rodeado pelos pinheiros das minhas inquietações, cujas agulhas cobrem o chão arenoso mas estão longe de mim, acumulados nas bordas das águas.&lt;br /&gt;As únicas marés que sinto são as que avançam e recuam dentro de mim. O meu corpo acompanha-as, os braços e pernas erguem-se, provocando vibrações em toda a superfície tranquila e a minha cabeça emerge. Os meus cabelos sobem como algas e solto bolhas de ar, querendo me afundar, sou o espírito que jaz no fundo deste lugar.&lt;br /&gt;E, quando sobes ao topo das rochas nas escostas que o rodeiam, a tua consciência está movida por uma sensação de estranha impaciência. As tuas vivências, misturadas com as minhas, dizem-te que estou ali, apesar de não me veres.&lt;br /&gt;Queres paz.&lt;br /&gt;Agarras uma pedra redonda do chão e lanças-a contra o charco, provocando ondas por cima de mim.&lt;br /&gt;Estou ali.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8544969519857365272-7152239076942350679?l=oriodaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/feeds/7152239076942350679/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8544969519857365272&amp;postID=7152239076942350679' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/7152239076942350679'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/7152239076942350679'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/2010/08/estou-ali-republicado.html' title='Estou ali [republicado]'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00070682931169790351</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/TJIoJ9_1lJI/AAAAAAAAAMU/hPytPoi989k/S220/DSCF3887.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8544969519857365272.post-4650080286860882433</id><published>2010-08-25T17:03:00.001+01:00</published><updated>2011-02-08T16:43:42.241Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='correntes'/><title type='text'>Marés vivas (republicado)</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/THU_bGdV2vI/AAAAAAAAAME/Ymt8jokU4_0/s1600/21082010358.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; FLOAT: right; HEIGHT: 150px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5509379453980367602" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/THU_bGdV2vI/AAAAAAAAAME/Ymt8jokU4_0/s200/21082010358.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; São marés vivas o que procuro? Não, são ondas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que se aproximam, na praia quase deserta, debaixo de um Sol de Outono, encontro-me na linha de água a caminhar enquanto a corrente entre as minhas pernas me puxa para a direita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São desafios que se aproximam? Não, são ondas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vaga rebenta à minha frente e lança um jorro de água que me bate no peito e me atira para trás. Deixo que a sua força me carregue até me conseguir apoiar na areia para continuar a caminhar em frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São oportunidades que me elevam? Não, são ondas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Corro, passo ante passo, o mais rapidamente que a água me deixa, e salto quando chego à onda, elevando-me na sua crista antes desta se começar a desfazer em espuma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São barreiras que se erguem? Não, são ondas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A seguinte desfaz-se num muro de espuma com a minha altura. Corro e salto por cima do turbilhão, mergulho num mundo de ar, areia e água. Cedo ele se desfaz e continuo a avançar para a frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São direcções que procuro? Não, são ondas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caio ao tropeçar num buraco escondido e quando emerjo estou de joelhos, sou apanhado pela seguinte, numa massa de água que me submerge e me faz rodar em todas as direcções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São sentidos que me guiam? Não, são ondas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um momento de calma e quando a vaga seguinte me alcança já estou a correr em paralelo com ela. A crista eleva o meu corpo na água e impulsiona-me para a frente, voo na espuma até parar próximo da borda de água.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São memórias novas? Sim, são mares revoltos que procuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E neles não penso em mais nada senão na maré viva em que me encontro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8544969519857365272-4650080286860882433?l=oriodaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/feeds/4650080286860882433/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8544969519857365272&amp;postID=4650080286860882433' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/4650080286860882433'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/4650080286860882433'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/2010/08/mares-vivas-republicado.html' title='Marés vivas (republicado)'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00070682931169790351</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/TJIoJ9_1lJI/AAAAAAAAAMU/hPytPoi989k/S220/DSCF3887.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/THU_bGdV2vI/AAAAAAAAAME/Ymt8jokU4_0/s72-c/21082010358.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8544969519857365272.post-5546505483868561960</id><published>2010-06-30T12:46:00.000+01:00</published><updated>2011-01-03T15:41:56.932Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='english versions'/><title type='text'>Nothing has changed</title><content type='html'>&lt;p&gt;Our consciousness floats above the waters and we are submersed, sometimes we seek to emerge, but for the most we do not venture to the surface and prefer to be taken by these currents, these port winds.&lt;br /&gt;Nothing has changed.&lt;br /&gt;We keep acting as castaways dropped at the shore after a shipwreck, seated at the beach while looking at the ocean. Seeking to cross over that limit, the moment which will tell us who we are.&lt;br /&gt;Nothing has changed.&lt;br /&gt;We touched and sank. Slowly, pulling one another down with our hands holding our backs, seeking what goes on behind us. So that we don’t forget, when afterwards we wish to recollect those anchors of reality, we’ll remember our presence in that moment. Where each of us finds our own answers and discovers our limits.&lt;br /&gt;Nothing has changed.&lt;br /&gt;By grabbing a stone that defines us, hard and polished like a pebble taken from the sands of the beach or a pointed rock that crumbles when we squeeze it in our hands. And we placed it a little farther ahead with this moment.&lt;br /&gt;Nothing has changed.&lt;br /&gt;We are discovering our limits and going beyond them, assuming who we are, living whom we wish to be, with all the frenetic pace of the world passing by around us, each committed to their own pace and living it.&lt;br /&gt;Nothing has changed.&lt;br /&gt;As I submerged I discovered that I had gone over my limit, the same way as you relearned yours. We sought answers, these are mine, which will be yours?&lt;br /&gt;Nothing has changed.&lt;br /&gt;We’re moving through uncharted waters with only a compass in our hands.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8544969519857365272-5546505483868561960?l=oriodaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/feeds/5546505483868561960/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8544969519857365272&amp;postID=5546505483868561960' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/5546505483868561960'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/5546505483868561960'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/2010/06/nothing-has-changed.html' title='Nothing has changed'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00070682931169790351</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/TJIoJ9_1lJI/AAAAAAAAAMU/hPytPoi989k/S220/DSCF3887.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8544969519857365272.post-5083261845751537107</id><published>2010-06-08T11:01:00.010+01:00</published><updated>2011-02-08T16:43:42.236Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='correntes'/><title type='text'>O meu Oeste é o teu Este</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/TA5sRR6-FTI/AAAAAAAAAL8/4EhOsq1uuCY/s1600/06022010023.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; FLOAT: right; HEIGHT: 150px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5480436840680789298" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/TA5sRR6-FTI/AAAAAAAAAL8/4EhOsq1uuCY/s200/06022010023.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Faz sentido que tudo comece quando a porta se abre, um passo mais à frente, e encontro-me mesmo em frente a quem vai entrar na carruagem de metro, a bloquear-nos mutuamente. Qual de nós os dois tem mais pressa, quem espera para partir desta estação ou quem acaba de chegar?&lt;br /&gt;Será por ser esta estação? Pois existem tantas outras no caminho, algumas mais esquecidas que outras. Umas que nos fazem vacilar com uma travada brusca ao chegarmos, e outras que sabemos que não estamos a desistir. Mas esta dá-nos sempre o poder de nos inspirar.&lt;br /&gt;Há quem dela queira partir. Que saiba que uma porta da carruagem se abre quase sempre aqui, à terceira coluna do lado esquerdo logo após se descer as escadas. Ou apenas sejam apanhados de surpresa quando o interior se revela. Não me surpreende. Há um teste de vontades que é resolvido quando me desvio para sair da carruagem.&lt;br /&gt;A sensação de encontrar alguém à frente persiste enquanto subo degraus e depois atravesso o átrio da estação, dirigindo-me para a saída. Nas escadas rolantes ou sendo ultrapassado na subida por quem se sente mais empurrado pelo tempo do que eu. Há quem mude, eu descubro que talvez nunca o faça, o que nasceu comigo vai morrer comigo. Acontecerá uma vez mais e outra, repetindo-se ao longo dos anos, é esta estação, onde vive um espírito chamado desejo.&lt;br /&gt;Que dá apenas um olhar para quem precise dele e nada para os outros. E que exige a nossa entrega.&lt;br /&gt;A uma experiência avassaladora, um render ao passar desta figura que comanda a nossa atenção. Ao nos submetermos deixa de ser tudo uma lista de regras obscuras para ser um jogo cujo propósito passa a ser claro. Em que os passos trémulos se tornam em saltos de fé, pela voz de um invocador de espíritos, criador destas visões que vagueiam como nuvens estranhas à cidade. Que conta histórias enquanto a sua presença vagueia fora de mim, um fantasma impossível que lentamente descubro que faço parte.&lt;br /&gt;E estou onde quero chegar. A vista se acostuma-se às novas caras, que as mãos acolhem à dureza das paredes de pedra deixando sulcos nas pontas dos dedos. O rio e a cidade encheram-se de névoa e os telhados vermelhos desapareceram.&lt;br /&gt;Estou próximo o suficiente para viver tudo o que me rodeia, estou acima de todas as histórias passadas. Não vejo em baixo as ruas povoadas de sombras, projectadas lá em baixo na rua, evocadas pela dança do Sol no céu, mas um tapete branco mágico conjurado por mim. Pertence a outro mundo, mas pedi-o emprestado para este onde me encontro.&lt;br /&gt;E viro-me para o meu lado e digo: estou aqui, para quem me ouve. Esta casa sobre o mundo é o limite insustentável do meu espaço. A minha presença não passará despercebida nem estarei desejoso de procurar além do horizonte. Irei esquecer de tudo para depois relembrar-me.&lt;br /&gt;Faltava-me apenas chegar aqui e ver tudo com novos olhos. Ser julgado por todas as figuras que agora se encontram escondidas na névoa, desafiar os sentidos que julgava aparentes.&lt;br /&gt;Libertei-me de ser quem julgava. Estou fora do ritmo, fora de controle, a dissolver-nos no momento em que os minutos podiam ser anos e os braços pontes, a ligar-nos a outras alturas. Antes ouvia apenas sons mas agora cada momento é cantado nos sons desta estranha língua que aprendi, quando me libertei de ser quem julgava ser.&lt;br /&gt;Porque neste lugar apenas sou. Existo para quem está comigo, quando os nossos corpos se cruzam e os espíritos se descobrem.&lt;br /&gt;Em que há um antes e um depois.&lt;br /&gt;Em que a roda do mundo gira e altera a paisagem, mas a direcção em que aponto continua a ser a mesma.&lt;br /&gt;O meu Oeste é o teu Este.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8544969519857365272-5083261845751537107?l=oriodaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/feeds/5083261845751537107/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8544969519857365272&amp;postID=5083261845751537107' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/5083261845751537107'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/5083261845751537107'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/2010/06/o-meu-oeste-e-o-teu-este.html' title='O meu Oeste é o teu Este'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00070682931169790351</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/TJIoJ9_1lJI/AAAAAAAAAMU/hPytPoi989k/S220/DSCF3887.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/TA5sRR6-FTI/AAAAAAAAAL8/4EhOsq1uuCY/s72-c/06022010023.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8544969519857365272.post-3371733089915084846</id><published>2009-09-19T18:43:00.003+01:00</published><updated>2011-02-08T16:56:30.113Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='excertos'/><title type='text'>Medo é</title><content type='html'>Uma sensação que congela os ombros&lt;br /&gt;Que deixa o ar carregado de peso e abafa o respirar&lt;br /&gt;É um grito que,&lt;br /&gt;Mesmo quando esperado,&lt;br /&gt;Oprime&lt;br /&gt;Porque nos tira da nossa harmonia,&lt;br /&gt;Mesmo quando é apenas uma possibilidade&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8544969519857365272-3371733089915084846?l=oriodaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/feeds/3371733089915084846/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8544969519857365272&amp;postID=3371733089915084846' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/3371733089915084846'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/3371733089915084846'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/2009/09/medo-e.html' title='Medo é'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00070682931169790351</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/TJIoJ9_1lJI/AAAAAAAAAMU/hPytPoi989k/S220/DSCF3887.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8544969519857365272.post-5319838529890781758</id><published>2009-08-08T17:12:00.000+01:00</published><updated>2011-02-08T16:43:42.241Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='correntes'/><title type='text'>Nada mudou</title><content type='html'>A nossa consciência flutua acima das águas e nós estamos submersos, às vezes procuramos emergir, mas a maior parte do tempo mantemo-nos abaixo da superfície, levados por todas estas correntes, estes ventos de bordo.&lt;br /&gt;Nada mudou.&lt;br /&gt;Continuamos a agir como náufragos abandonados pelo mar, olhando para este, sentados na praia. À espera que voltemos a transpor um limite, que esse momento nos diga quem somos.&lt;br /&gt;Nada mudou.&lt;br /&gt;Tocámo-nos. Lentamente, ao puxarmos cada um com as nossas mãos e a sentirmos as nossas costas, o que nos vai por detrás. Para que não nos esqueçamos um do outro, quando depois o quisermos recordar, para que nos lembremos destes momentos e de como estávamos ali presentes. Encontrei as minhas respostas, encontraste as tuas, descobrimos esse limite juntos.&lt;br /&gt;Nada mudou.&lt;br /&gt;Ao agarrarmos a pedra que nos define, um seixo liso e duro retirado das areias da praia ou uma rocha angulosa que se desfaz nas nossas mãos quando apertada. E a colocarmos um pouco mais à frente com este momento. E de todas as palavras não conseguirem acompanhar este gesto.&lt;br /&gt;Nada mudou.&lt;br /&gt;Estamos a descobrir os nossos limites e a ir para além deles, a assumir quem somos, a viver quem desejamos ser, com todo o reboliço do mundo suspenso à nossa volta, entregues ao seu ritmo e vivendo-o.&lt;br /&gt;Nada mudou.&lt;br /&gt;Tocaste-me e descobri que já tinha passado o meu limite, assim como reaprendeste o teu. Procurámos respostas, estas são as minhas, quais serão as tuas?&lt;br /&gt;Nada mudou.&lt;br /&gt;Estamos a entrar num território por mapear, apenas com uma bússola na mão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8544969519857365272-5319838529890781758?l=oriodaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/feeds/5319838529890781758/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8544969519857365272&amp;postID=5319838529890781758' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/5319838529890781758'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/5319838529890781758'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/2009/08/nada-mudou.html' title='Nada mudou'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00070682931169790351</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/TJIoJ9_1lJI/AAAAAAAAAMU/hPytPoi989k/S220/DSCF3887.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8544969519857365272.post-3764067704840420821</id><published>2009-04-13T11:36:00.000+01:00</published><updated>2011-02-08T16:43:42.239Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='correntes'/><title type='text'>Redescobrir-me [reescrito]</title><content type='html'>Dois rastros paralelos de pegadas marcam a passagem do tempo na areia.&lt;br /&gt;Começar a deixar-me levar. Quem sou eu? Isso importa-me? Quem fui eu? Quando tempo aqui estarei? Como definir o tempo? Agora é dia e depois ser noite? A ria tocar as paredes do pátio e depois recuar? Ser hoje um dia especial? Quando termina o tempo para nos redescobrirmos?&lt;br /&gt;Vento forte, ondas a projectarem-se furiosamente, impelidas pelo vento mas pequenas de estatura. Um turbilhão de ar, areia e água e eu no meio deste, sereno.&lt;br /&gt;O que é redescobrir-me? Pois antes o objectivo era universalizar, ter novas perspectivas, aumentar a experiência do universo.&lt;br /&gt;Dois rastros encontram-se a um ponto, vindos cada um do seu lado para depois se separarem.&lt;br /&gt;O processo leva o seu tempo, no qual é estar as oportunidades surgem, e ter iniciativa para as criar. Deixar que as ondas me atirem contra a areia, quando a maré alta está no auge. Estar imerso no oceano da vida e sentir que a minha existência não irá passar de ser um rio quando comparada a todo o mundo. Que eu sou mais do que me lembro ou do que sonharei.&lt;br /&gt;Um rastro solitário que a meio do nada se lhe junta um outro paralelo.&lt;br /&gt;Qual o limite que me diz onde começo eu e onde termina o mundo? E onde termina o meu corpo e o teu começa a ser desvendado, a imagem no fundo dos meus olhos já existia ou o mundo passou a existir quando ambos nascemos? O primeiro grito que dei ao vir ao mundo foi em algo diferente de tantos outros? E chamar a sensação na minha língua de ácida, amarga ou azeda, tem o sabor de ter nomes para se aproveitar o doce ou o salgado da experiência, é preciso saber em que categoria o encaixar?&lt;br /&gt;Sair de dentro de água e ser fustigado nas dunas pelo vento carregado, pequenos pontos de dor na cara provocados pelas rajadas de areia. Querer voltar para o mar por aí me sentir mais confortável. Já cruzei o meio desta viagem... mas o que é o meio, o princípio ou o fim? Quando começou o trajecto, quando dei o primeiro passo?&lt;br /&gt;A maré não espera, nós é que esperamos por ela. E a maré pode mudar, mas mantemos-nos imóveis.&lt;br /&gt;Ficar a contemplar o mar, a procurar os seus olhos, apenas a partilhar esse momento, a viver a segurança de quem sou, sem medo do que possa encontrar. Nada que veja reflectido nos seus olhos me pode magoar. Nada que precise recear, e seguro da coragem que terei quando tiver de o enfrentar. Apenas saborear a frescura de um olhar. E, em cada gesto do dia seguinte, sentir que trouxe algum de novo a mim e ao mundo. Olhos, mãos, palavras. Coerência de acções, sentimentos, pensamentos.&lt;br /&gt;Não andar a recordar o passado, mas antes a pensar no dia seguinte. Estar focado no agora, em vez de desejar que os momentos anteriores se repitam, impelido pelo vento da memória. E sentir isso à minha volta. Sentir que estou a inspirar. A ser especial. Apenas porque também o és, senão seria igual aos outros.&lt;br /&gt;Andar a pescar sonhos, mas desta vez com uma rede. E a apanhar os meus, mas também os dos outros e às vezes ficam presas nas malhas pesadelos, mas esses atiro de volta para o mar pela borda do barco. Depois colocar um letreiro na parede de casa a dizer: sonhos para todos. E quando me perguntarem quanto custam, responder que não aceito dinheiro, só por troca. E partilhar histórias, experiências de vida. Para perder todo o sentido que temos do mundo quando nos apercebemos de quem realmente somos. E estar a porta para o pátio aberta, caber a nós cruzá-la, para ver o que nos espera do outro lado.&lt;br /&gt;E ao me ir deitar, ainda sentir o cabelo cheio de areia, e saber que ainda me encontrarei para sempre nesta praia, naquele mar. Aqui nos redescobrimos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8544969519857365272-3764067704840420821?l=oriodaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/feeds/3764067704840420821/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8544969519857365272&amp;postID=3764067704840420821' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/3764067704840420821'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/3764067704840420821'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/2009/04/redescobrir-me-reescrito.html' title='Redescobrir-me [reescrito]'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00070682931169790351</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/TJIoJ9_1lJI/AAAAAAAAAMU/hPytPoi989k/S220/DSCF3887.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8544969519857365272.post-2411992927009763975</id><published>2009-03-08T21:15:00.000Z</published><updated>2011-02-08T16:43:42.241Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='correntes'/><title type='text'>Calipso</title><content type='html'>Ninfa senhora da sua ilha, sozinha tecendo no fundo da sua gruta que está rodeada por um bosque de maravilhas, por límpidas fontes de água. Presa pela sua natureza selvagem a quem a Fortuna lhe atirou Ulisses para as costas da sua ilha.&lt;br /&gt;“Isolei-me numa ilha no meio do Oceano, até um dia te descobrir, Ulisses, nas areias da praia, semi-inconsciente e incrustado de sal, rodeado pelos destroços do teu navio. Perdido nas lembranças dos companheiros que ficaram trás, os seus ossos a jazerem nas profundezas das águas. Anseando regressar à tua bem amada Ítaca para reveres a tua amada mulher e filho. E prendi-te nesta ilha, pois podes ser o meu rei se assim o desejares, torna-te apenas meu amante, pois sou eu uma ninfa, uma deusa imortal e está ao meu comando tornar-te assim também se o desejares.&lt;br /&gt;E tentar-te-ei vergar a vontade todos os dias, pois procurar amor é uma ilusão e também nós sofremos das fantasias dos homens. Ninguém o encontra por si só, ele estando à espera de ser descoberto. Ele é que vem ter connosco.&lt;br /&gt;Vem, mergulha nos meus mistérios pois o que um homem procura ele acaba sempre por encontrar à sua volta”&lt;br /&gt;E aqui Ulisses lhe respondeu: “Calipso, por mais imortal que sejas, receia-me porque o meu verdadeiro nome é: 'o que odeia' e serei capaz de te infligir uma vingança, mesmo que não seja pelas minhas mãos. Pois nem tu estás livre da Fortuna e nem a tua ilha está isolada o suficiente do mundo para que não seja afectada por este.&lt;br /&gt;Larga as tuas prendas, de conchas feitas da imaculada espuma do mar sobre as areias, oferece o teu leito quente e coberto de mantas, partilha o teu corpo singelo comigo, mas não esperes que a ele me prenda, pois comigo apenas partilharás e disfrutrarás dos teus próprios segredos, eu não serei mais que um dos teus caprichos, pois não estarei verdadeiramente aqui.&lt;br /&gt;Atirado para estas costas, sem galé que me transporte, nem companheiros que me acompanhem na minha viagem, sem um vento favorável que sopre na direcção das minhas terras, resta-me entregar ao mar e neste lentamente definhar. E esperar que a minha essência se espalhe e que assim um dia regresse à minha bem amada pátria levado pelo mar, que aí a brisa deste sopre para terra e que me deposite na cara e nos braços, nas mãos de quem amo e que assim me permita tocá-los uma última vez”.&lt;br /&gt;Anos se passaram até que Calipso o deixou partir, pois nele nunca havia esmorecido a esperança que um dia voltasse, pois todos os homens têm o desejo de voltar à sua pátria. E os seus corações definham presos por esse sentimento. E continou a deixar conchas nas areias da praia, presentes para o próximo viajante as seguir até chegar a ela e a deixar a sua voz na rebentação das ondas: “Quantos anos se passaram? Quantas memórias ficaram por relembrar? Quantos sentimentos suspensos nas águas, sem nunca virem dar a terra”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8544969519857365272-2411992927009763975?l=oriodaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/feeds/2411992927009763975/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8544969519857365272&amp;postID=2411992927009763975' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/2411992927009763975'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/2411992927009763975'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/2009/03/calipso.html' title='Calipso'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00070682931169790351</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/TJIoJ9_1lJI/AAAAAAAAAMU/hPytPoi989k/S220/DSCF3887.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8544969519857365272.post-1915939948771085384</id><published>2009-03-01T01:38:00.002Z</published><updated>2009-03-01T01:44:28.481Z</updated><title type='text'>De partida</title><content type='html'>Por um mês apenas, mas estou de partida, de me retirar da routina em que vivi nos últimos anos e ir experimentar algo diferente. De agora ir viver outros sonhos, de ir experienciar sensações novas. De me redescobrir, como alguém me disse há dias atrás. Primeiro excitado por esta mudança, depois ansioso, enquanto as semanas passavam, até que me encontro neste dia, prestes a pegar na bagagem que quero levar, mais a que está escondida. Antigo e novo, tudo misturado, tudo presente nesta viagem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8544969519857365272-1915939948771085384?l=oriodaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/feeds/1915939948771085384/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8544969519857365272&amp;postID=1915939948771085384' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/1915939948771085384'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/1915939948771085384'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/2009/03/de-partida.html' title='De partida'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00070682931169790351</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/TJIoJ9_1lJI/AAAAAAAAAMU/hPytPoi989k/S220/DSCF3887.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8544969519857365272.post-2673819844829782347</id><published>2009-02-20T02:19:00.000Z</published><updated>2011-02-08T16:43:42.239Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='correntes'/><title type='text'>A distância está nas nossas mãos [reescrito]</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Acordar, e sentir o infinito a chamar fora da casa. A desafiar a identidade de quem somos, a provocar para deixarmos tudo aquilo que nos torna desconfortável. Mas que já não satisfaz. Ser aqui, agora, ser o fruto dos nossos gestos, sentir que esta parte do destino foi tomada pelas nossas mãos. Após ter-lhes sido distribuído um baralho de ocasiões.&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;Se não existisse,&lt;br /&gt;imaginar-me-ias.&lt;br /&gt;Serei a voz que conforta,&lt;br /&gt;a presença que acalma,&lt;br /&gt;no olho no meio de um furacão,&lt;br /&gt;no qual os ventos se acalma,&lt;br /&gt;para depois se mergulhar&lt;br /&gt;novamente no turbilhão.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Comecei a escrever a história no meio da maré baixa, à medida que as ondas voltam a galgar a areia. Preciso de tempo, tenho muita praia, quilómetros, e naquela altura do ano e dia não vai aparecer ninguém para desfazer com pegadas as palavras. Talvez as gaivotas pousem nas letras, mas estas estarão inconscientes das suas acções. Irão acrescentar os seus pontos ao meu conto. &lt;/p&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;E nesse remoinho de melodias,&lt;br /&gt;encontrares uma música&lt;br /&gt;que defina o que eu sinto.&lt;br /&gt;Não sei quem sou,&lt;br /&gt;não sei o meu nome&lt;br /&gt;nem mesmo o meu género.&lt;br /&gt;Não sei porque te falo,&lt;br /&gt;não sei com quem falo,&lt;br /&gt;talvez para descobrir quem eu seja.&lt;br /&gt;Talvez para a voz ter uma cara,&lt;br /&gt;um nome&lt;br /&gt;É assim tão importante?&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/em&gt;&lt;p align="justify"&gt;“Quem fui eu? Quem sou eu? Quem serei eu?” serem substituídos por “O que importa?”. Deixar-me de promessas falsas, muitas vezes as ideias simples revelam-se as mais elaboradas. Levantar-me como uma Lua a nascer sobre o mar, com olhos inicialmente cépticos que o círculo dourado realmente esteja maior do que noutros fins de tarde. Para depois descobrir que nesse dia o céu realmente esteve mais ao alcance, que há um dia em que a órbita da Lua se aproxima mais da Terra e da realidade que vivemos. &lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;Qual é o meu nome?&lt;br /&gt;Pois neste momento importa,&lt;br /&gt;é o motivo pelo qual me levanto&lt;br /&gt;e tenho sonhos&lt;br /&gt;para os dias seguintes.&lt;br /&gt;Serei eu mesmo que estou aqui?&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Há um tempo para tudo, e um momento para o definir. No qual há uma álgebra cujas regras são por demais aparentes, somas de vontades e multiplicações de memórias. Que a oportunidade surge para que tudo seja revelado.&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;Ver-me a caminhar,&lt;br /&gt;a falar contigo,&lt;br /&gt;como o estou a fazer agora,&lt;br /&gt;projectado nos dias que se seguirão&lt;br /&gt;nos momentos que se passaram&lt;br /&gt;e que nos recordamos.&lt;br /&gt;E alguma coisa mudou,&lt;br /&gt;mas nem tudo.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;A minha memória poderia não recordar todas as partes, já estou a contar com isso, saber que haverá uma altura mais tarde de tentar rever os passos. Mais que um momento, e escrever as frases na areia seria a minha forma de me libertar da história, porque elas seriam efémeras, mas a experiência continuaria bem viva. &lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;Precisar de algo de novo,&lt;br /&gt;de um dia vires a descobrir,&lt;br /&gt;desprevenido&lt;br /&gt;uma situação nova como agora.&lt;br /&gt;Que, afinal&lt;br /&gt;havia algo de mais.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;De viver junto ao oceano, senti-lo todos os dias como se este momento nunca terminasse. Olhar para a frente e ver as ondas à minha frente a começarem a apagar palavras.&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;Importará mesmo&lt;br /&gt;que eu tenha um nome,&lt;br /&gt;que defina quem sou?&lt;br /&gt;Que seja algo&lt;br /&gt;que possas situar&lt;br /&gt;no imaginário das memórias?&lt;br /&gt;Ou preferes&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Ceder, porque o que não se cede é o que se acaba por perder. E não deixar nada para trás. &lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;apenas ganhar uma nova noção de distância&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8544969519857365272-2673819844829782347?l=oriodaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/feeds/2673819844829782347/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8544969519857365272&amp;postID=2673819844829782347' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/2673819844829782347'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/2673819844829782347'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/2009/01/distancia-esta-nas-nossas-maos.html' title='A distância está nas nossas mãos [reescrito]'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00070682931169790351</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/TJIoJ9_1lJI/AAAAAAAAAMU/hPytPoi989k/S220/DSCF3887.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8544969519857365272.post-4611838693384975580</id><published>2009-01-10T23:17:00.002Z</published><updated>2011-01-03T15:34:51.515Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ilhas fluviais'/><title type='text'>Dream brother</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;There is a child sleeping near his twin&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;The pictures go wild in a rush of wind&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;That dark angel he is shuffling in&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;Watching over them with his black feather wings unfurled&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;The love you lost with her skin so fair&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;Is free with the wind in her butterscotch hair&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;Her green eyes bloom goodbyes&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;With her head in her hands and your kiss on the lips of another &lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;Dream brother &lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;With your tears scattered round the world&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;Don't be like the one who made me so old&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;Don't be like the one who left behind his name&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;'Cause they're waiting for you like i waited for mine&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;And nobody ever came&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;I feel afraid and i call your name&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;I love your voice and your dance insane&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;I hear your words and i know your pain&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;Your head in your hands and her kiss on the lips of another&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;Your eyes to the ground&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;And the world spinning round forever&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;Asleep in the sand with the ocean washing over&lt;/p&gt;&lt;div align="right"&gt;- Jeff Buckley&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8544969519857365272-4611838693384975580?l=oriodaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/feeds/4611838693384975580/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8544969519857365272&amp;postID=4611838693384975580' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/4611838693384975580'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/4611838693384975580'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/2009/01/dream-brother.html' title='Dream brother'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00070682931169790351</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/TJIoJ9_1lJI/AAAAAAAAAMU/hPytPoi989k/S220/DSCF3887.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8544969519857365272.post-1280794805940455954</id><published>2008-12-27T04:39:00.003Z</published><updated>2011-02-08T16:46:51.553Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ilhas fluviais'/><title type='text'>A minha altura é a visão que tenho do mundo.</title><content type='html'>Caminhar pelo corredor da entrada, o relógio de parede avariado, parece tão alto, quase junto ao tecto, o meu cabelo revolto a escalar a cómoda da entrada. Da entrada do prédio da minha avó, chão de mármore, corrimão de madeira por cima dos meus olhos, a procurar por ti pai, a querer ser a tua sombra. A querer ocupar a tua figura.&lt;br /&gt;A querer expressar as experiências para as quais nasci, racionalizar e transformar-me pela renovação e a perda. Ser deixado sozinho, deixado sem ferramentas, sem conceitos, para experimentar o momento apenas com o corpo e a mente. Redescobrir os sentidos através de uma dança à volta da fogueira, faíscas a elevarem-se pelo céu, luz laranja a cobrir todas as figuras no escuro que nos rodeia, cheiro de eucalipto a arder, de chouriço a assar nas brasas, sabor de vinho tinto. Uma noite estrelada onde reinei.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8544969519857365272-1280794805940455954?l=oriodaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/feeds/1280794805940455954/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8544969519857365272&amp;postID=1280794805940455954' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/1280794805940455954'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/1280794805940455954'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/2008/12/minha-altura-viso-que-tenho-do-mundo.html' title='A minha altura é a visão que tenho do mundo.'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00070682931169790351</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/TJIoJ9_1lJI/AAAAAAAAAMU/hPytPoi989k/S220/DSCF3887.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8544969519857365272.post-5946586051723972431</id><published>2008-12-13T18:19:00.002Z</published><updated>2009-01-23T04:31:04.023Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rápidos'/><title type='text'>Acordei</title><content type='html'>De um sono profundo, digo-te, dominado pelo éter que precisava de consumir todas as emoções, como um fogo lento no horizonte, a foresta no topo do monte em chamas, apesar de toda a chuva penetrante do céu negro.&lt;br /&gt;Andei, correi pela multidão na cidade no sopé da serra, a puxar-te a mão, quase a tropeçares no degrau de cimento, invisível por entre os corpos que dançam, nesta celebração profana à beira da torre que se ergue incandescente no meio do céu cinzento, as luzes das vivendas todas apagadas.&lt;br /&gt;Postes de luz nascem no meio do chão, figuras de negro como nós encontram-se no meio delas, procuramos os nossos pares, mas a mão solta-se enquanto olho para cima, procurar a torre, o mosteiro de paredes brancas agora enegrecidas, de salas intermináveis onde procurei sabedoria mas encontrei portas de madeira e corrimões de carvalho nas escadas.&lt;br /&gt;Há pouco voávamos os dois, lançados do parapeito de pedra no cimo da torre. De mãos dadas, pelo céu da noite que atravessou a cidade abruptamente, como a tempestade vinda do norte. Levando-te comigo até tocarmos nas estrelas, um gesto real, pois a magia é conhecer o truque antes do realizar perante os teus olhos e deixares-te levar. É o brilho nos olhos pela cumplicidade entre o artista e a sua audiência. Em que o talvez passa a significar sim, mas que se me perguntares para confirmar ficarei mudo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8544969519857365272-5946586051723972431?l=oriodaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/feeds/5946586051723972431/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8544969519857365272&amp;postID=5946586051723972431' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/5946586051723972431'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/5946586051723972431'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/2008/12/acordei.html' title='Acordei'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00070682931169790351</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/TJIoJ9_1lJI/AAAAAAAAAMU/hPytPoi989k/S220/DSCF3887.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8544969519857365272.post-8325189693337926976</id><published>2008-11-24T00:19:00.002Z</published><updated>2008-11-26T18:56:00.129Z</updated><title type='text'>Poema sufi</title><content type='html'>You've no idea how hard I've looked for a gift to bring You&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nothing seemed right&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;What's the point of bringing gold to the gold mine, or water to the Ocean&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Everything I came up with was like taking spices to the Orient&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;It's no good giving my heart and my soul because you already have these&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;So- I've brought you a mirror&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Look at yourself and remember me.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Jalaluddin Rumi&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8544969519857365272-8325189693337926976?l=oriodaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/feeds/8325189693337926976/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8544969519857365272&amp;postID=8325189693337926976' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/8325189693337926976'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/8325189693337926976'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/2008/11/poema-sufi.html' title='Poema sufi'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00070682931169790351</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/TJIoJ9_1lJI/AAAAAAAAAMU/hPytPoi989k/S220/DSCF3887.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8544969519857365272.post-6147139350615453133</id><published>2008-11-21T01:21:00.000Z</published><updated>2011-02-08T16:47:05.620Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rápidos'/><title type='text'>Intimidade [reescrito]</title><content type='html'>É mais que palavras. É fazer-me sentir despido daquilo de quem sou. De deixar os sapatos à entrada da porta, o casaco de lã no bengaleiro, a minha imagem no espelho do corredor.&lt;br /&gt;Ouvir as palavras que me trariam vergonha quando são afirmadas, mas que entre nós os dois nos libertam e nos prendem. Porque poderiam ser as nossas. Fazer os gestos que nos confortam porque também os queremos de volta. Abrir as cortinas que me afastar, colocar a minha mão sobre a que abre toda a luz e as duas puxarem juntas. E, nesse momento sentir-me suspenso no ar, primeiro recear cair mas depois deixar-me levar como uma folha no vento.&lt;br /&gt;Levar-me do medo para a alegria, da terra para a água, da sede para saciar o que não sabia que precisava. Tudo fazer sentido, mas não ser isso o que importa. Mas sim ganhar a surpresa, a novidade ao olhar dentro de mim. Abrir-se um novo afluente para o curso do rio, que revolve as pedras que até então estiveram imóveis no fundo.&lt;br /&gt;É estarmos tu e eu, juntos no mundo e antes ter desejado esse momento de reencontro. E ele ser a mão que nos puxa para perto. É experimentar o mundo a girar, e seres a corda que o lançou como um pião.&lt;br /&gt;É sentir-me próximo de mim. Através de ti.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8544969519857365272-6147139350615453133?l=oriodaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/feeds/6147139350615453133/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8544969519857365272&amp;postID=6147139350615453133' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/6147139350615453133'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/6147139350615453133'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/2008/11/intimidade.html' title='Intimidade [reescrito]'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00070682931169790351</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/TJIoJ9_1lJI/AAAAAAAAAMU/hPytPoi989k/S220/DSCF3887.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8544969519857365272.post-322037152196749322</id><published>2008-11-14T01:00:00.007Z</published><updated>2011-02-08T16:43:42.237Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='correntes'/><title type='text'>Ser [reescrito]</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/SR2CFHv9hjI/AAAAAAAAALU/tlCIJlkxC6U/s1600-h/Img012.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5268510163584517682" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 431px; CURSOR: hand; HEIGHT: 189px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/SR2CFHv9hjI/AAAAAAAAALU/tlCIJlkxC6U/s200/Img012.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/SR2B00DQIVI/AAAAAAAAALM/lqnVDkI5Atk/s1600-h/Img012.jpg"&gt;&lt;/a&gt;Acordar neste dia e ser!&lt;br /&gt;E escolher!&lt;br /&gt;E seguir!&lt;br /&gt;Sou quem escolho ser e quem o fui antes de nascer.&lt;br /&gt;Não querer ser espelho, mas ver se a minha imagem atravessa o local onde me encontro, as pessoas com quem rio, como se tudo fosse de vidro.&lt;br /&gt;Se a vida é uma janela, ou uma porta de metal onde quando me aproximo me vejo refletido.&lt;br /&gt;Se ela está fechada, dando-me apenas de volta o que eu já sou. Ou se entreabre, à medida que me aproximo.&lt;br /&gt;Sou eu, em várias dimensões, poder escolher!&lt;br /&gt;Ser livre de o fazer...&lt;br /&gt;Ser quem está na cabine telefónica no canto do edifício, ao lado da janela de caixilho verde.&lt;br /&gt;Ser um pilar de estacionamento, do qual todos se desviem.&lt;br /&gt;Ser a figura quem vem à varanda no 4º andar e contempla toda a rua, antes do Sol do fim de tarde a fazer tapar os olhos e se recolher novamente para as sombras.&lt;br /&gt;E submergir... Para longe dos pensamentos,&lt;br /&gt;Como folha de chá num bule de água quente, rodopiar ao ser agitado, para que a nossa essência se misture com o meio, e o que somos se dissolva entre as pessoas que nos rodeiam,&lt;br /&gt;E para junto das sensações,&lt;br /&gt;Afundar-me neste poço de desejos, a última visão das estrelas ao longe, mesmo ao pé da abertura, sentir as rochas das paredes, descer o túnel que elas formam, a passagem para este mundo interior.&lt;br /&gt;Um retorno à uma nascente, a uma corrente subterrânea a todos os mistérios do mundo.&lt;br /&gt;Em que o ritmo do meu coração quase pára, e aí a minha alma desperta, torna-se mais densa que o meu corpo e se eleva.&lt;br /&gt;Que me sussura vozes ao meu ouvido, que antes não podia escutar, mas que agora estão suspensas por todo o lado.&lt;br /&gt;Apenas ser...&lt;br /&gt;Um caminho de nuvens no céu.&lt;br /&gt;Um sonho que se concretiza a cada passo da viagem.&lt;br /&gt;Um bater do punho fechado no peito, um coração exterior que se ergue e mobiliza.&lt;br /&gt;Deixar de contar o tempo, ao seguir levado pelo meu vento.&lt;br /&gt;As pedras do caminho em que o sonho se releva.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8544969519857365272-322037152196749322?l=oriodaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/feeds/322037152196749322/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8544969519857365272&amp;postID=322037152196749322' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/322037152196749322'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/322037152196749322'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/2008/11/ser-reescrito.html' title='Ser [reescrito]'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00070682931169790351</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/TJIoJ9_1lJI/AAAAAAAAAMU/hPytPoi989k/S220/DSCF3887.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/SR2CFHv9hjI/AAAAAAAAALU/tlCIJlkxC6U/s72-c/Img012.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8544969519857365272.post-3960592763160458848</id><published>2008-10-25T17:20:00.003+01:00</published><updated>2008-10-25T17:24:00.189+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ilhas fluviais'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;em&gt;Asato Ma Sat Gamaya&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Tamaso Ma Jyotir Gamaya&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Mrityor Ma Amritam Gamaya&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Conduz-me da mentira para a verdade&lt;br /&gt;Conduz-me da escuridão para a luz&lt;br /&gt;Conduz-me da morte para a imortalidade"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;-Brihadaranyaka Upanishad &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8544969519857365272-3960592763160458848?l=oriodaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/feeds/3960592763160458848/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8544969519857365272&amp;postID=3960592763160458848' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/3960592763160458848'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/3960592763160458848'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/2008/10/paz.html' title=''/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00070682931169790351</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/TJIoJ9_1lJI/AAAAAAAAAMU/hPytPoi989k/S220/DSCF3887.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8544969519857365272.post-5103118080956604453</id><published>2008-10-17T12:20:00.004+01:00</published><updated>2008-12-20T18:08:23.595Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rápidos'/><title type='text'>Visão</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/SPh3zrmhh7I/AAAAAAAAAK8/LD39yU6Xc2Q/s1600-h/fogo+e+luz.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5258084294716393394" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/SPh3zrmhh7I/AAAAAAAAAK8/LD39yU6Xc2Q/s200/fogo+e+luz.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Observar a vida através de uma pedra preciosa, as perguntas sem resposta perderem-se no interior.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Rever tudo passados quinze anos. Só a contagem deste número tira-lhe a sensação de distância, parece que o aniquila, que poderia ser outro período de tempo. A semana que passámos juntos depende da visão pela qual escolhemos ver. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Uma granada vermelho sangue de faces suaves, polida pelas memórias. Uma semana, não foi assim tanto tempo. No primeiro dia olhámos um para o outro. No segundo aproximámo-nos, e no seguinte contámos os dias que nos restavam juntos. No quarto despedimo-nos para que cada dia a seguir fosse um momento extra, uma prenda ao acordar. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Desperdiçámos o sexto dia, alguns diriam, porque não fizémos mais nada senão encontrar desculpas para não sairmos. Da nossa cama, do nosso mundo, para o dia de Sol, acho que fomos as únicas pessoas que não saíram de casa, enquanto observavamos o movimento dos outros pelas persianas semicerradas. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Antes ter os olhos encerrados. E agora olhar para a luz através de ti. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8544969519857365272-5103118080956604453?l=oriodaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/feeds/5103118080956604453/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8544969519857365272&amp;postID=5103118080956604453' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/5103118080956604453'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/5103118080956604453'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/2008/10/viso.html' title='Visão'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00070682931169790351</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/TJIoJ9_1lJI/AAAAAAAAAMU/hPytPoi989k/S220/DSCF3887.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/SPh3zrmhh7I/AAAAAAAAAK8/LD39yU6Xc2Q/s72-c/fogo+e+luz.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8544969519857365272.post-4914264986177032544</id><published>2008-09-26T01:41:00.002+01:00</published><updated>2008-12-20T18:08:23.596Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rápidos'/><title type='text'>Decidi</title><content type='html'>Decidi que agora vou pensar em ti.&lt;br /&gt;Deixar deslizar os meus olhos pelas nuvens, que desenham formas claras no céu escuro, deixar que tudo aconteça agora, pois o tempo também está a mudar, mas a noite na cidade permanece igual. A estação dos &lt;em&gt;ferry boats&lt;/em&gt; está vazia a esta hora, quem ainda viaja a esta hora espera sentado sozinho do outro lado das cancelas, em contraste com o nosso grupo a descer pela colina. Há um de nós que vai partir no dia seguinte e a tua figura é quem já não vai estar aqui, eu vou ficar ali, amarrado àquele cais pois não há nenhum barco que me possa levar a casa, sou a estátua na praça ao lado da estação. O meu pedestal é de mármore e a minha expressão difícil de ler, mesmo quando estás próxima, como agora.&lt;br /&gt;Vamos para nos despedir, braços seguram-se uns aos outros, caras que se aproximam, dois beijinhos de até à próxima, talvez um abraço por todas as conversas que tivémos durante o seminário.&lt;br /&gt;E algo mais no ar, uma humidade profunda do rio, o calor das nossas peles morenas, a luz baça da parede oposta às cancelas reflectida em olhos sardos e castanhos atravessados por uma sensação.&lt;br /&gt;As duas caras aproximam-se, um momento de desencontros e reunião de vontades, os lábios tocam-se não onde esperavam, uns numa bochecha perfumada os outros num maxilar barbeado, mas descobrem-se juntos por um momento. Separam-se, sentimos embaraço por não ser aquele gesto que estávamos à espera, numa outra altura teria sido justificado ou desejado, mas não ali. &lt;br /&gt;E já que ali estamos, porque não? Os braços relaxam, começas por roçar os lábios debaixo da minha boca e quando vês que não me afasto dás-me um toque molhado com a língua que me faz enrijecer os dedos, puxar-te mais perto, bater com os meus dentes nos teus. Inspiro após uma ausência de respiração, vêm-me à cabeça o cheiro a morango da goma que me tinhas dado uns dias antes, um segredo doce em forma de coração que agora volto a provar, quando finalmente acomodamos os nossos lábios molhados um ao outro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8544969519857365272-4914264986177032544?l=oriodaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/feeds/4914264986177032544/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8544969519857365272&amp;postID=4914264986177032544' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/4914264986177032544'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/4914264986177032544'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/2008/09/decidi.html' title='Decidi'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00070682931169790351</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/TJIoJ9_1lJI/AAAAAAAAAMU/hPytPoi989k/S220/DSCF3887.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8544969519857365272.post-6478605047338441239</id><published>2008-09-24T17:53:00.002+01:00</published><updated>2011-02-08T16:57:09.798Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fontes'/><title type='text'>Ser (II)</title><content type='html'>Ser quem está na cabine telefónica no canto do edifício, ao lado da janela de caixilho verde. Ser um pilar de estacionamento, do qual todos se desviem. Ser a figura quem vem à varanda no 4º andar e contempla toda a rua, antes do Sol do fim de tarde a fazer tapar os olhos e se recolher novamente para as sombras.&lt;br /&gt;Submergir, como folha de chá num bule de água quente, rodopiar ao ser agitado, para que a nossa essência se misture com o meio, e o que somos se dissolva entre as pessoas que nos rodeiam.&lt;br /&gt;Afundar-me neste poço de sensações, a última visão das estrelas ao longe, mesmo ao pé da abertura, sentir as rochas das paredes, descer o túnel que elas formam, a passagem para este mundo interior.&lt;br /&gt;Um retorno à uma nascente, a uma corrente subterrânea a todos os mistérios do mundo. Em que o ritmo do meu coração quase pára, e aí a minha alma desperta, torna-se mais densa que o meu corpo e se eleva. Que me sussura vozes ao meu ouvido, que antes não podia escutar, mas que agora estão suspensas por todo o lado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8544969519857365272-6478605047338441239?l=oriodaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/feeds/6478605047338441239/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8544969519857365272&amp;postID=6478605047338441239' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/6478605047338441239'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/6478605047338441239'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/2008/09/ser-ii.html' title='Ser (II)'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00070682931169790351</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/TJIoJ9_1lJI/AAAAAAAAAMU/hPytPoi989k/S220/DSCF3887.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8544969519857365272.post-3682081633122358120</id><published>2008-09-18T23:35:00.001+01:00</published><updated>2008-09-18T23:35:55.821+01:00</updated><title type='text'>Beach House - You Came To Me</title><content type='html'>&lt;div xmlns='http://www.w3.org/1999/xhtml'&gt;&lt;p&gt;&lt;object height='350' width='425'&gt;&lt;param value='http://youtube.com/v/8UqwNLdb45k' name='movie'/&gt;&lt;embed height='350' width='425' type='application/x-shockwave-flash' src='http://youtube.com/v/8UqwNLdb45k'/&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Uma das minhas bandas favoritas...&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8544969519857365272-3682081633122358120?l=oriodaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/feeds/3682081633122358120/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8544969519857365272&amp;postID=3682081633122358120' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/3682081633122358120'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/3682081633122358120'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/2008/09/beach-house-you-came-to-me.html' title='Beach House - You Came To Me'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00070682931169790351</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/TJIoJ9_1lJI/AAAAAAAAAMU/hPytPoi989k/S220/DSCF3887.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8544969519857365272.post-3858909400711200186</id><published>2008-09-09T22:37:00.003+01:00</published><updated>2011-02-08T16:57:09.801Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fontes'/><title type='text'>Ser</title><content type='html'>Acordar neste dia e ser!&lt;br /&gt;E escolher!&lt;br /&gt;E seguir!&lt;br /&gt;Sou quem escolho ser e quem o fui antes de nascer.&lt;br /&gt;Não querer ser espelho, mas ver se a minha imagem atravessa o local onde me encontro, as pessoas com quem rio, como se tudo fosse de vidro.&lt;br /&gt;Se a vida é uma janela, ou uma porta de metal onde quando me aproximo me vejo refletido.&lt;br /&gt;Se ela está fechada, dando-me apenas de volta o que eu já sou. Ou se entreabre, à medida que me aproximo.&lt;br /&gt;Sou eu, em várias dimensões, poder escolher!&lt;br /&gt;Ser livre de o fazer...&lt;br /&gt;E submergir...&lt;br /&gt;Para longe dos pensamentos, para junto das sensações&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8544969519857365272-3858909400711200186?l=oriodaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/feeds/3858909400711200186/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8544969519857365272&amp;postID=3858909400711200186' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/3858909400711200186'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/3858909400711200186'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/2008/09/ser.html' title='Ser'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00070682931169790351</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/TJIoJ9_1lJI/AAAAAAAAAMU/hPytPoi989k/S220/DSCF3887.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8544969519857365272.post-3038951117428789069</id><published>2008-08-21T01:00:00.005+01:00</published><updated>2011-02-08T16:43:42.240Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='correntes'/><title type='text'>Estou ali [reescrito]</title><content type='html'>O nosso momento acabou.&lt;br /&gt;Como os anéis que uso, que se acabam por partir eventualmente. Uma palmada na mesa, um gesto regular, e todo o hábito e a pertença desaparecem nesse momento. Carrego-os nos dedos para me lembrar que nada dura para sempre, que as nossas ideias existem num dia para desaparecer no seguinte. E só com o rachar do anel é que me relembro que nada dura para sempre.&lt;br /&gt;O nosso tempo começou.&lt;br /&gt;Sem que um de nós tivesse dado conta até que os momentos juntos estão longe demais e as vivências distantes nos aproximam. Demasiado perto para que os pudéssemos esquecer, sem que nos impeçam de ver a distância real que se impôs.&lt;br /&gt;E agora estamos ao mesmo nível, como dois gatos em telhados diferentes, um espaço a separar-nos sem que queiramos ainda atravessá-lo com um simples salto. Já não olhamos gulosos para a própria cauda nem nos contorcemos ao Sol, a tentar chamar a atenção do outro.&lt;br /&gt;E não estou assustado. Por não saber se hás de saltar para o meu lado, ou se a distância é do teu agrado. Podes adivinhar qual será a minha resposta, mas para mim o percurso não tem só um sentido, com avanços e recuos, e agora voltámos cada um ao seu telhado.&lt;br /&gt;Quis paz.&lt;br /&gt;Mas paz não é sentir-me como o papagaio que voa por cima, a trajectória razante a desviar-nos a atenção por momentos. Até ele aterrar numa antena e cá em baixo se multiplicarem anúncios de recompensas em jornais e cafés por informações sobre o seu paradeiro. Paz não é um estado de espírito, sentimento ou vontade, mas o equilíbrio de uma cana meio enterrada na corrente de um rio, que se dobra para acompanhar o movimento das águas, lodo, pedras, folhas e que ainda serve para desenharmos signos na terra molhada.&lt;br /&gt;Paz são as escolhas que se fazem, sem recear as consequências, a força que vêm do contraste de vontades.&lt;br /&gt;É atirar-me para a corrente, como essa cana, até acabar por flutuar num lago calmo, rodeado pelos pinheiros das minhas inquietações, cujas agulhas cobrem o chão arenoso mas estão longe de mim, acumulados nas bordas das águas.&lt;br /&gt;As únicas marés que sinto são as que avançam e recuam dentro de mim. O meu corpo acompanha-as, os braços e pernas erguem-se, provocando vibrações em toda a superfície tranquila e a minha cabeça emerge. Os meus cabelos sobem como algas e solto bolhas de ar, querendo me afundar, sou o espírito que jaz no fundo deste lugar.&lt;br /&gt;E, quando sobes ao topo das rochas nas escostas que o rodeiam, a tua consciência está movida por uma sensação de estranha impaciência. As tuas vivências, misturadas com as minhas, dizem-te que estou ali, apesar de não me veres.&lt;br /&gt;Queres paz.&lt;br /&gt;Agarras uma pedra redonda do chão e lanças-a contra o charco, provocando ondas por cima de mim.&lt;br /&gt;Estou ali.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8544969519857365272-3038951117428789069?l=oriodaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/feeds/3038951117428789069/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8544969519857365272&amp;postID=3038951117428789069' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/3038951117428789069'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/3038951117428789069'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/2008/08/estou-ali.html' title='Estou ali [reescrito]'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00070682931169790351</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/TJIoJ9_1lJI/AAAAAAAAAMU/hPytPoi989k/S220/DSCF3887.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8544969519857365272.post-3338327895044124870</id><published>2008-08-12T15:35:00.000+01:00</published><updated>2008-08-12T15:37:44.262+01:00</updated><title type='text'>Different stars - Trespassers William</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;So you'd sing a lullaby to get me to sleep&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;So it's no surprise my eyes are never heavy&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;For i've not seen you in the flesh for so long&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;That i'm not sure we would know each other at all&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;Oh the weight it must be light wherever you are&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;And i know you don't think twice wherever you are&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Oh the weight it must be light wherever you are&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;And i know you don't think twice wherever you are&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;So i will hum alone, too far from you&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;All that i say now is nothing to you&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;We will lie under different stars&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;I am where i am and you're where you are, you're where you are.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;Oh the weight it must be light wherever you are&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;And i know you don' t think twice wherever you are&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;And i'd ask if you're all right wherever you are&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;And do you think of me, you might, wherever you are. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8544969519857365272-3338327895044124870?l=oriodaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/feeds/3338327895044124870/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8544969519857365272&amp;postID=3338327895044124870' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/3338327895044124870'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/3338327895044124870'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/2008/08/different-stars-trespassers-william.html' title='Different stars - Trespassers William'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00070682931169790351</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/TJIoJ9_1lJI/AAAAAAAAAMU/hPytPoi989k/S220/DSCF3887.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8544969519857365272.post-7988766285416181267</id><published>2008-08-08T18:21:00.006+01:00</published><updated>2011-02-08T16:43:42.238Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='correntes'/><title type='text'>A vela da nossa presença [reescrito]</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/SJyCCNqI8gI/AAAAAAAAAHU/iPS-fHH_Y3s/s1600-h/velapresen%C3%A7a.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5232199841635430914" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/SJyCCNqI8gI/AAAAAAAAAHU/iPS-fHH_Y3s/s200/velapresen%C3%A7a.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Eu não falo, não sinto necessidade. Permaneço debaixo da árvore ao lado da casa, a olhar para a mesa na relva onde todos se encontram. Tudo o que digo, faço-o com os meus olhos, com os meus gestos, com a minha cara na qual eles se refletem. E fixam o olhar em mim, esperando um mundo, aguardando por um horóscopo de pensamentos, outra peça do puzzle que estão a construir juntos. Podem esperar por uma resposta que nunca irá acontecer, porque não sou o que esperam. E eles não sabiam o que esperavam até me encontrarem.&lt;br /&gt;Porque também não sabia o que aguardava. Talvez apenas o sino da igreja a bater o quarto de hora, as traças noturnas a voar pelo quarto da casa na floresta, o pássaro que pousa no ramo por cima de mim. As nuvens por cima das árvores no pôr do Sol.&lt;br /&gt;Até te ver.&lt;br /&gt;Sentada numa cadeira à porta, sozinha a fumar o teu cigarro, saia castanha, cabelos louros. E quis deixar de ser apenas ponte, de deixar de ser a travessia para me transformar no caminhante.&lt;br /&gt;Antes, tinhas-me dado uma foto que tiraste de mim, expuseste o teu interior a mim durante os dois dias anteriores, com a minha figura espalhada por várias cores, cada qual um mundo em que me encontro. Tudo à nossa volta é azul, é a tranquilidade de seguirmos os nossos caminhos. É a calma de vivermos com as escolhas que fizemos, de já não nos questionarmos.&lt;br /&gt;E sobre o qual sobressai o roxo, pincel manuseado por todas as pessoas do país onde vivemos. A sombra opaca que se revela em todos, que logo identificamos, com uns traços do rosa que está por detrás. E pensei que era apenas isto que tinhas visto durante os dias anteriores, até ao momento em que escolheste me tirar esta foto. Para me mostrares que tinhas visto mais de mim, assim como eu o tinha feito de ti.&lt;br /&gt;Começámos a falar por mais que uma língua, juntos. A dar imagens um ao outro, para que cada um construísse as suas palavras. A ir mais fundo, lentamente, a querer descobrir cada parte do nosso interior, além do nós que tínhamos visto a trabalhar juntos, e no qual já estavam espelhadas pinceladas do nosso interior. A contar pormenores da nossa vida numa língua que não era a nossa. E pensamentos e sentimentos e emoções, por formas, por cores, por gestos, por olhares, por sorrisos.&lt;br /&gt;Dentro de mim, tenho uma caixa para os meus brinquedos, tenho outra para guardar os teus segredos. Comprei uma outra no mercado para te oferecer, e outra maior para lá enfiar o que ficasse por perceber. E tenho um armário junto à porta, pois cada vez que alguém saiu por ela precisei de madeira, de pregos e cola para construir as gavetas onde todas as memórias desse momento ficassem guardadas.&lt;br /&gt;Porque estás fora delas então? Se ainda tenho espaço nas gavetas, se as caixas estão abertas, à espera que as preenchas, e o tempo em que deixei que me tocasses já acabou? Qual é esse segredo que seguras, como o último abraço que partilhámos, que se encontra dentro de mim, mas que não o consigo desvendar? Em que todas as respostas são demasiado pequenas para encherem o armário e infinitamente cheias de significado para conseguir que caibam nestas mesmas caixas?&lt;br /&gt;Em que és como o clarão da estrela cadente que se apagou por cima de mim, logo na primeira noite quando acordei com um sonho sobre o acontecimento pelo qual ali nos encontrávamos. Como a frase do cartão que te dei de volta pela foto, para te dizer que também tinha olhado para o teu interior e que me iria recordar de ti.&lt;br /&gt;Pois quando se apaga uma vela, acende-se uma luz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;- Bis bald, bis später &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8544969519857365272-7988766285416181267?l=oriodaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/feeds/7988766285416181267/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8544969519857365272&amp;postID=7988766285416181267' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/7988766285416181267'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/7988766285416181267'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/2008/08/vela-da-nossa-presena.html' title='A vela da nossa presença [reescrito]'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00070682931169790351</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/TJIoJ9_1lJI/AAAAAAAAAMU/hPytPoi989k/S220/DSCF3887.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/SJyCCNqI8gI/AAAAAAAAAHU/iPS-fHH_Y3s/s72-c/velapresen%C3%A7a.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8544969519857365272.post-4031698668241404675</id><published>2008-08-05T13:06:00.004+01:00</published><updated>2011-02-08T16:57:09.798Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fontes'/><title type='text'>Photo</title><content type='html'>&lt;div&gt;No último dia deste-me uma photo minha que tinhas tirado dois dias antes, com a minha figura espalhada por várias cores, cada qual um mundo em que me encontro. Tudo à nossa volta é azul, é a tranquilidade de seguirmos os nossos caminhos. É a calma de vivermos com as escolhas que fizémos, de já não nos questionarmos. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;E sobre o qual sobressai o roxo, pincel manuseado por todas as pessoas do país onde vivemos. A sombra opaca que se revela em todos, que logo identificamos, com uns traços do rosa que está por detrás. E pensei que era apenas isto que tinhas visto durante os dias anteriores, até ao momento em que escolheste me tirar esta photo. Para me mostrares que tinhas visto mais de mim, assim como eu o tinha feito de ti. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Soube logo a imagem que queria te dar de volta, apenas uma phrase, escrita num dos meus cartões, para definir todos estes dias seguintes. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;"Pois quando se apaga uma vela, acende-se uma luz".&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8544969519857365272-4031698668241404675?l=oriodaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/feeds/4031698668241404675/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8544969519857365272&amp;postID=4031698668241404675' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/4031698668241404675'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/4031698668241404675'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/2008/08/photo.html' title='Photo'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00070682931169790351</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/TJIoJ9_1lJI/AAAAAAAAAMU/hPytPoi989k/S220/DSCF3887.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8544969519857365272.post-8575956964887288508</id><published>2008-08-03T21:47:00.004+01:00</published><updated>2011-02-08T16:57:09.800Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fontes'/><title type='text'>Eu não falo</title><content type='html'>Eu não falo, não sinto necessidade. Permaneço debaixo da árvore ao lado da casa, a olhar para a mesa na relva onde todos se encontram. Tudo o que digo, faço-o com os meus olhos, com os meus gestos, com a minha cara na qual eles se reflectem. E fixam o olhar em mim, esperando um mundo, aguardando por um horóscopo de pensamentos, outra peça do puzzle que estão a construir juntos. Podem esperar por uma resposta que nunca irá acontecer, porque não sou o que esperam. E eles não sabiam o que esperavam até me encontrarem.&lt;br /&gt;Porque também não sabia o que aguardava. Talvez apenas o sino da igreja a bater o quarto de hora, as traças noturnas a voar pelo quarto da casa na floresta, o pássaro que pousa no ramo por cima de mim. As nuvens por cima das árvores no pôr do Sol.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8544969519857365272-8575956964887288508?l=oriodaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/feeds/8575956964887288508/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8544969519857365272&amp;postID=8575956964887288508' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/8575956964887288508'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/8575956964887288508'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/2008/08/eu-no-falo.html' title='Eu não falo'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00070682931169790351</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/TJIoJ9_1lJI/AAAAAAAAAMU/hPytPoi989k/S220/DSCF3887.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8544969519857365272.post-5144287826658850830</id><published>2008-08-03T21:01:00.002+01:00</published><updated>2011-02-08T16:57:09.803Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fontes'/><title type='text'>A vela da minha presença</title><content type='html'>Vi-a sentada numa cadeira à porta, sozinha a fumar o seu cigarros, saia castanha, cabelos louros.&lt;br /&gt;Estávamos a falar por mais que uma língua, juntos. A dar imagens um ao outro, para que cada um construísse as suas palavras. A ir mais fundo, lentamente, a querer descobrir cada parte do nosso interior, além do nós que tínhamos visto a trabalhar juntos, e no qual já estavam espelhadas pinceladas do nosso interior.&lt;br /&gt;A contar pormenores da nossa vida numa língua que não era a nossa. E pensamentos e sentimentos e emoções, por formas, por cores, por gestos, por olhares, por sorrisos. Por querer que ela olhasse dentro de mim, que ignorasse todo o meu exterior, que quando a vela da minha presença se apagasse se acendesse uma luz no interior dela.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8544969519857365272-5144287826658850830?l=oriodaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/feeds/5144287826658850830/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8544969519857365272&amp;postID=5144287826658850830' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/5144287826658850830'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/5144287826658850830'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/2008/08/vela-da-minha-presena.html' title='A vela da minha presença'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00070682931169790351</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/TJIoJ9_1lJI/AAAAAAAAAMU/hPytPoi989k/S220/DSCF3887.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8544969519857365272.post-2056708708190402221</id><published>2008-07-25T20:04:00.001+01:00</published><updated>2008-08-08T11:51:33.763+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='redescobrindo júlia'/><title type='text'>Estás aqui</title><content type='html'>Tudo pode ser horrorosamente simples. Todos os desejos, medos, memórias, hesitações, sonhos. E os desencontros, coincidências com que fazemos o nosso destino por acreditarmos nelas.&lt;br /&gt;Delas nasce dentro de mim uma sensação familiar, de manhã a caminhar pela rua e a parar porque tudo parecia perfeito, os contornos das casas brancas, as pedras lisas da rua, as montras das lojas cheias de artigos. Chegar à praia e ver a linha divisora do horizonte tornar-se mais fina, ver para além do que consigo compreender. Antes acreditava que havia uma cascata imensa no fim do oceano na qual todos os barcos tombavam.&lt;br /&gt;O cair da tarde trouxe uma mudança brusca de tempo, nuvens brancas a trazer um sufoco húmido da costa, condensado numa névoa que cobria o molhe até ao farol. Após o jantar os armários vão se abrir para revelar os agasalhos de Verão ainda a cheirar a detergente, alguns dos pescadores na praia vão se queixar do reumático enquanto passo por eles, há pouco no bar da praia a preocupação já era sobre o resto do tempo durante o fim das férias.&lt;br /&gt;Sempre gostei de vir aqui desde que era miúdo, Júlia. Ficava com os meus pais e os meus irmãos numa casa junto da praia dos pescadores e o cheiro a peixe recém-pescado era a primeira sensação que me acolhia, cada vez que saíamos de casa de manhã cedo para ir à praia e fazia-me esquecer o insecticida usado para matar os mosquitos. À noite adormecia olhando para a luz do farol a deslizar pelas cortinas brancas da janela do quarto, rectângulos de luz que se movimentavam no tapete azul do chão até à porta onde estavam pendurados os bonés. Ao lado da cama o cesto com os livros aos quadradinhos, que passávamos as tardes a ler no banco do pátio enquanto o gelado derretia na mão, apenas nos despertando quando um pingo rosa escorria para cima da cara de um dos personagens.&lt;br /&gt;Cheiro a maresia e ao suor que se colaram na pele, por entre as algas secas que nos rodeiam, ondas castanhas no meio da areia fina. Quando o vento se altera ele traz consigo o fumo do grelhador a carvão do restaurante por detrás de nós, o nariz sente a gordura do peixe frito e desperta o apetite.&lt;br /&gt;Já é quase hora de jantar, digo-te, mas viras-te para o lado, dizendo que não importa, preferes estar ali mais um bocado, meio adormecida e eu sento-me na toalha branca e vermelha com os pés na areia. O Sol desce junto à falésia castanha, no local onde estivémos a nadar durante a tarde.&lt;br /&gt;Todo este dia é nosso, os dois aqui na praia, ambos sabemos que estamos aqui. A tua figura marcada na areia é a minha. E o que nunca me disseste já não importa, apenas me lembro do que foi vivido, não de como poderia ter sido.&lt;br /&gt;Por vezes sinto que me estou a transformar num personagem que procura o vazio. Ou que já o sou, mas que apenas tive consciência disso quanto te reencontrei, Júlia.&lt;br /&gt;Quando se atira uma pedra chata na superfície verde e branca da água na rebentação das ondas, ela pode saltar muito, mas acaba sempre por ser afundar, como os sentimentos. Param, afundam-se e são comidos pelos peixes no fundo do mar, que nos beliscam os pés.&lt;br /&gt;E as gaivotas voam rentes às ondas, esperando apanhar a sua parte. E quando as vejo renasce este desejo de estar contigo. És água do mar sobre uma velha ferida, ardes mas curas.&lt;br /&gt;Passaram-se anos, Júlia, desde aquela noite em que nos conhecemos. Foi na altura da festa anual do santo da aldeia e o recinto da associação desportiva estava apinhado de gente. Mas já te tinha visto dois dias antes.&lt;br /&gt;Era meio dia e o Sol batia de alto nas paredes brancas do pátio de tijoleira vermelha. Poças de água reflectiam um círculo branco ardente, a roupa de praia pingava, pendurada na corda e todo aquele espaço fechado estava inundado por uma claridade que transformava o teu cabelo castanho em dourado.&lt;br /&gt;Apeteceu-me sentar-me numa cadeira e ficar a ver-te, de costas para mim enquanto lentamente te passavas por água doce com a serpente verde da mangueira, e depois te secavas, os teus braços levantados em direcção à corda.&lt;br /&gt;Quando te vi na festa reconheci-te imediatamente as costas, sem saberes que tinha reparado na curvatura delas antes, porque tinhas entrado directamente dentro de casa, sem olhares na minha direcção. Mas tinhas-me visto de dentro de casa pela janela, enquanto continuava pela rua empedrada.&lt;br /&gt;Mais tarde, tudo brilhava de verde, com a ponta do molhe iluminada pelo farolim que assinalava a entrada para a barra do rio. Castanhos eram os olhos que me tinham ali conduzido com pestanejares desafiadores, as sombras vermelhas a cerrarem-se, ao mesmo tempo que sorrias, exclamando ao mundo, vitória!&lt;br /&gt;Naquele momento não me restou mais nada senão a rendição, o relaxar da vista antes de apreciar o momento, nova aurora iluminada pelos dois astros para os quais agora posso olhar sem me cegar. Permaneci lunático depois de ter tocado a tua face, a minha Lua individual que todos os homens desejam.&lt;br /&gt;Mas depois os olhos esconderam-se na noite, com o seu feitiço conduziram-me de volta, por uma vez quase a cair do passeio de cimento para as pedras ao lado, quando o molhe curva para a esquerda. Seguir em frente no meio da humidade a pairar no ar, um manto húmido que se colava às palmas das mãos, ao teu pescoço, aos lados do teu nariz e arrepiava caminho pela roupa adentro.&lt;br /&gt;Passámos as luzes, caminhando debaixo dos candeeiros, o recinto da festa já se encontrava vazio. Esta é a nossa noite, sussuravam, o momento de que me irei lembrar mas que teremos de descobrir sozinhos o que significou, porque acordaremos sozinhos.&lt;br /&gt;E agora faço o mesmo erro, de me voltar a apaixonar por ti. As memórias tornaram-se nas luzes desse caminho, os anos passam, os cabelos brancos aparecem, o relógio da cozinha parou de marcar os segundos. Mas os nossos medos continuam a existir como antes: quem me amará, sabendo o quão imperfeitos somos, como podemos estar aqui um com o outro, saber que me amas quando não te amo de volta?&lt;br /&gt;Vivemos cada um na nossa fantasia, Júlia. Numa grande bolha de vidro que projectamos à nossa volta, um sobre o outro. Mas um dia chega em que esta redoma se estilhaça, pela mão de alguém. Aí cortamo-nos, a vontade de espreitar para fora torna-se fraca e colamos tudo de volta. E este meu sonho de ti, esta memória regressa como tu o fizeste antes, mesmo que hesites e não voltes.&lt;br /&gt;Não preciso de sonhos, desses anda o mundo cheio, alguns mais irreflectidos do que outros. Também não quero uma memória, dessas há as suficientes para querer baralhar novamente as cartas e ver se a vida me dá uma mão nova. Preciso de sentidos, que me digam que estou vivo, que me façam experimentar o que existe, quando já não há direcções. Pois só assim sei que não és uma presença fugidia como na festa. Imaginei-te nesse momento como seria ter-te nos meus braços, ficou essa imagem gravada dentro de mim, até agora.&lt;br /&gt;Ter-te deitada ao meu lado, a tua cabeça apoiada no teu braço, os teus olhos fixados em tudo, enquanto me passas os dedos pela barba por fazer, o polegar afunda-se na cova do lábio, o indicador prossegue e traça a narina, apenas roça na pálpebra cerrada.&lt;br /&gt;Estás aqui. A voz que quando fala me guia, os teus dedos encadeiam-se nos meus cabelos e arrepiam as orelhas com a sua frieza.&lt;br /&gt;Estarás sempre.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8544969519857365272-2056708708190402221?l=oriodaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/feeds/2056708708190402221/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8544969519857365272&amp;postID=2056708708190402221' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/2056708708190402221'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/2056708708190402221'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/2008/07/ests-aqui.html' title='Estás aqui'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00070682931169790351</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/TJIoJ9_1lJI/AAAAAAAAAMU/hPytPoi989k/S220/DSCF3887.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8544969519857365272.post-3167262973262869107</id><published>2008-07-19T03:32:00.002+01:00</published><updated>2008-08-08T12:05:41.939+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rápidos'/><title type='text'>Polar</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_33rNlrpDGqA/SIFVrhVbsyI/AAAAAAAAAFs/tdRk7kQi0wk/s1600-h/pleiades_gendler.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5224551248897487650" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_33rNlrpDGqA/SIFVrhVbsyI/AAAAAAAAAFs/tdRk7kQi0wk/s200/pleiades_gendler.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Sentir as estrelas a rodar nos céus por cima das nossas testas, alheadas das nossas vontades. Caminhar por cima das muralhas deste forte, saber que há paredes que vão permanecer depois das nossas vidas se expirarem, para que outros as tentem dominar. E nelas escalarem as suas vidas, até chegarem ao topo. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Nada acontece por acaso, há sempre um ponto à volta do qual toda a vida gira, todas as estações, os pardais a darem pequenos saltos entre as mesas de uma refeição que ainda lhe falta a sobremesa, a fazerem desaparecer as migalhas de pão que deixámos para trás a marcar o caminho. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Estendemos um braço e rodamos o olhar à nossa volta, buscando um vórtice, como o que se encontra no topo do telhado, no topo de uma pirâmide, para o qual todas as linhas convergem, pensamos que descobrimos sequências nos acontecimentos, que os calendários se medem por dias, meses e anos. Que algures nesse mundo à nossa volta esteja espelhado um lugar, uma pessoa, uma acção. Como a Polar que se encontra à distância de um palmo, à volta da qual todas as outras estrelas giram, e rodamos a mão. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Estava numa cidade, a tentar perceber as palavras à minha volta. Estou numa missa a tentar ouvir o sentido do sermão que outros me dizem. Entrei para me abrigar do calor, para passar o tempo, por querer silêncio. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Mas a voz de uma criança ao colo de um pai continuava a chamar-me a atenção e a tornar todas as outras palavras imperceptíveis. Ignorando onde se encontrava, tartamudeava, ria, apesar das advertências quietas. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Até que me apercebi que aquela voz de fundo era a de Deus. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8544969519857365272-3167262973262869107?l=oriodaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/feeds/3167262973262869107/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8544969519857365272&amp;postID=3167262973262869107' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/3167262973262869107'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/3167262973262869107'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/2008/07/polar.html' title='Polar'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00070682931169790351</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/TJIoJ9_1lJI/AAAAAAAAAMU/hPytPoi989k/S220/DSCF3887.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_33rNlrpDGqA/SIFVrhVbsyI/AAAAAAAAAFs/tdRk7kQi0wk/s72-c/pleiades_gendler.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8544969519857365272.post-5493958015942301036</id><published>2008-06-24T22:34:00.003+01:00</published><updated>2011-02-08T16:46:51.554Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ilhas fluviais'/><title type='text'>Lua de papel</title><content type='html'>Lua de papel voa livre largada no vento,&lt;br /&gt;Corre pelo céu, esperando chegar ao seu destino.&lt;br /&gt;E na mesa ficamos sentados,&lt;br /&gt;Tesoura e jornais nas mãos&lt;br /&gt;Recortando pedaços das nossas vidas&lt;br /&gt;Que elas fossem tão grandiosas como as histórias que retalhamos&lt;br /&gt;Era um quarto minguante&lt;br /&gt;Uma página de de classificados, um laço que nos une&lt;br /&gt;De seguida, uma estrela de sete pontas&lt;br /&gt;Cada uma para os momentos que nos juntaram&lt;br /&gt;E um traço de vermelho no interior&lt;br /&gt;Um título, a sublinhar&lt;br /&gt;Que cada estrela também pode cegar&lt;br /&gt;Basta que esteja próxima o suficiente&lt;br /&gt;O gato levanta-se e corre&lt;br /&gt;Persegue os restos de jornal levados pelo vento&lt;br /&gt;E seguimos atrás dele&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8544969519857365272-5493958015942301036?l=oriodaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/feeds/5493958015942301036/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8544969519857365272&amp;postID=5493958015942301036' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/5493958015942301036'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/5493958015942301036'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/2008/06/lua-de-papel.html' title='Lua de papel'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00070682931169790351</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/TJIoJ9_1lJI/AAAAAAAAAMU/hPytPoi989k/S220/DSCF3887.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8544969519857365272.post-3221031354092618491</id><published>2008-06-20T01:49:00.002+01:00</published><updated>2011-02-08T16:46:51.554Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ilhas fluviais'/><title type='text'>O silêncio também é um ritmo</title><content type='html'>O silêncio também é um ritmo, mas que precisa dos olhos para ser revelado e das mãos para ser sentido.&lt;br /&gt;Ele não diz anda, fica parado enquanto todos os outros caminham, não chama para o seguirem, mas dita o ritmo com os seus olhos. Verdes, castanhos, semi-cerrados, abertos, cintilantes, à espera de verem uma figura esguia enquanto ele está suspenso no vento que passa por si. Olhos dourados, de criança, houve quem lhe chamasse de Peter Pan, por viver nesse silêncio, por neles estar espelhado a reflexão do Sol numa tarde de Verão, pela magia que carregam.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8544969519857365272-3221031354092618491?l=oriodaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/feeds/3221031354092618491/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8544969519857365272&amp;postID=3221031354092618491' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/3221031354092618491'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/3221031354092618491'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/2008/06/o-silncio-tambm-um-ritmo.html' title='O silêncio também é um ritmo'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00070682931169790351</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/TJIoJ9_1lJI/AAAAAAAAAMU/hPytPoi989k/S220/DSCF3887.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8544969519857365272.post-6043320830786871321</id><published>2008-04-16T00:15:00.003+01:00</published><updated>2011-02-08T16:46:51.554Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ilhas fluviais'/><title type='text'>Encantar</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/SAU_BGkf_uI/AAAAAAAAAFY/t5riLRIo4VA/s1600-h/180px-Seesaw-aa.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5189623433790488290" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/SAU_BGkf_uI/AAAAAAAAAFY/t5riLRIo4VA/s200/180px-Seesaw-aa.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Antes, procurávamos equilíbrio, como se tudo fosse este balancé, cada um de nós sentado numa ponta, subindo e descendo. Sentando-nos mais à frente ou atrás para compensar pela diferença de peso. Até que um de nós se canse de andar aos círculos, para cima e e para baixo.&lt;br /&gt;As mãos soltam-se das pegas de ferro, já com alguma ferrugem, o centro cessa de deslizar e a tábua vermelha acaba por ficar quieta, à espera dos próximos ocupantes.&lt;br /&gt;Tivémos desses momentos, de estarmos os dois a dar voltas, como se estivéssemos os dois a tentar-nos contornar, a descobrirmos que não carregamos nada às costas.&lt;br /&gt;E, agora, é como tomar um copo de vinho saboroso. Gole a gole, descobrindo primeiro o sabor à medida que vai deslizando e depois apreciar as variações deste, deixando um rastro carmim na boca e nos lábios.&lt;br /&gt;Apenas vi, espelhada em ti, a minha alegria. Nos teus longos cabelos encaracolados, no castanho que derramava deles e se mistura com o verde dos teus olhos.&lt;br /&gt;Senti, nas tuas mãos frescas, as faíscas do meu espírito. Que depois continuam a procurar, a tocar os meus dedos enquanto estamos sentados lado a lado.&lt;br /&gt;Encantar, carregar através de um canto, levar o sentimento como uma voz. Encontrar uma surpresa que se vai revelando a cada nota, tocada pelos teus gestos. Fala comigo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8544969519857365272-6043320830786871321?l=oriodaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/feeds/6043320830786871321/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8544969519857365272&amp;postID=6043320830786871321' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/6043320830786871321'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/6043320830786871321'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/2008/04/encantar.html' title='Encantar'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00070682931169790351</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/TJIoJ9_1lJI/AAAAAAAAAMU/hPytPoi989k/S220/DSCF3887.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/SAU_BGkf_uI/AAAAAAAAAFY/t5riLRIo4VA/s72-c/180px-Seesaw-aa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8544969519857365272.post-8257204796830088742</id><published>2008-03-24T02:47:00.000Z</published><updated>2008-08-08T11:50:08.429+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rápidos'/><title type='text'>Cada dia</title><content type='html'>O tempo passa, a data no calendário está marcada, e resta o desejo, a sensação de estar à espera, de chegar a esse dia, sem haver um fim. Até que estou dentro de uma caverna iluminada, enquanto a carruagem desliza e me leva para uma nova vista, virando-se bruscamente para o lado quando as portas se afastam com um estrondo. Luzes baças, monstros escondem-se nestas profundezas até que é o momento de abandonarmos os sustos. Desta memória desaparecer, de ter sido lentamente levada de mim, com o passar dos dias.Como se o tempo fosse marcado por dois relógios, cada qual apenas com um ponteiro, um a marcar as horas e o outro os minutos. O das horas gira, como o carrossel de madeira na feira popular. Ouço o ranger da madeira a anunciar a humidade desta tarde chuvosa, a esperança a esticar os braços, à medida que o Sol desce da figura iluminada da janela que acompanha o seu movimento até para no chão, em frente ao relógio de entrada. Fim de semana a reflectir-se no fim de tarde, cinzento, luzes de variadas cores agora à minha volta, o ponteiro das horas gira, estou montado numa girafa de madeira enquanto o chão barulhento do carrossel nos leva a dar voltas, a subir e a descer, sem parar.Damos murros nas bolas de navegação brancas e vermelhas penduradas do topo, desviamo-nos daquelas que já balouceiam, enquanto o estrado passa por debaixo delas. Seguimos numa manada de elephantes, gazelas, tigres, leões, búfalos, que corre no meio da feira, convidando-nos. Mas este é apenas um dos relógios. Ao lado dele, penduradas nas paredes do corredor, vejo fotografias destes momentos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8544969519857365272-8257204796830088742?l=oriodaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/feeds/8257204796830088742/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8544969519857365272&amp;postID=8257204796830088742' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/8257204796830088742'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/8257204796830088742'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/2008/03/cada-dia.html' title='Cada dia'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00070682931169790351</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/TJIoJ9_1lJI/AAAAAAAAAMU/hPytPoi989k/S220/DSCF3887.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8544969519857365272.post-8930866366257069451</id><published>2008-03-03T01:08:00.003Z</published><updated>2011-02-08T16:43:42.239Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='correntes'/><title type='text'>O espírito [reescrito]</title><content type='html'>Acordas, no cadeirão que ficava ao lado da porta, sem te lembrares de como contares a história. Todas as tardes que se prolongavam por serões, passados na companhia do velho foram esquecidas.&lt;br /&gt;Reparas no bater da chuva sobre as telhas que cobriam a entrada da casa, um manto bordado de nuvens cobria a Lua e os relâmpagos viam-se na superfície do mar.&lt;br /&gt;E apenas te lembras de uma frase. Será ela o fim da história ou o começo? A que momento do tempo se dirige, e como saber se tudo acaba ou apenas recomeça? Será que o tempo está do teu lado?&lt;br /&gt;Mas, neste dia, em que olhas para o mar, mais uma vez, esqueceste-te finalmente de como contar a história. Um conto de gigantes, de navios e demandas. A história de caminhar com o destino de um lado, a vontade de outro e a sombra do velho para trás. Disto já não te recordas enquanto andas pela areia, entre a terra e o mar, porque sentes no vento a presença de alguém, mais uma vez.&lt;br /&gt;Não sabes como acolher todo o espírito que foi entrando na tua vida. E ele dança, como se quisesse entrar dentro de um sonho de alguém. Agita-se à tua frente, buscando um olhar que o consiga captar, seguir os seus braços a deslizar pelo ar, a cabeça atirada para trás, as pernas estendidas. Ele não se vê reflectido nestas janelas que nos rodeiam, nenhum lugar à mesa lhe pertence, e o seu caminho é o carreiro por entre a terra recém cavada das sepulturas dos sonhos.&lt;br /&gt;Larga flores, enquanto continua a sua marcha, incendiando o centro da sala à medida que descreve círculos. Dá-te magia no mundo que te rodeia, porque tens olhos que querem acreditar. Correm de cara em cara, os teus passos esforçam-se para acompanhar o que procuras, e a cabeça ainda fica mais atrasada quando tenta compreender.&lt;br /&gt;Mesmo quando adormeceste sentado, apenas a observar todos os chapéus expostos por cima das prateleiras, os espelhos e as molduras no cimo das mesas e arcas de madeira, jarras de cristal para guardarem poções, caixas enlacadas para pestanas de dragão, asas de morcego penduradas à janela. Este é o teu sonho, acredita nele, cora de vergonha quando alguém o menciona, por receares que tenha sido descoberto.&lt;br /&gt;Mas não sabes és mestre do espírito, porque se vês algo de ti dentro dele, é só isso que os teus gestos mostram ver. Não o governas, mas és cada movimento. É tua a sombra que dança à frente e se ri quando a tentas alcançar. E daqui se vive o ritual, os passos foram estabelecidos, a sequência do caminho seguida. À tua indecisão sobre esta dança, o começo desta viagem, ele responde-te que é esse o primeiro passo.&lt;br /&gt;E cada passo te diz que é hoje, onde todos os sentidos se juntam, como as peças de mobília e roupa espalhadas pelas montras e cabides da loja. Acordas no exterior, despertas sem saberes para onde irás a seguir, pois tudo deixou de ser apenas um sonho. E é agora a interrogação que paira sobre o ponto final, a distância que separa o horizonte. Hoje és o espírito, porque ontem ficou quem quiseste ser.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8544969519857365272-8930866366257069451?l=oriodaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/feeds/8930866366257069451/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8544969519857365272&amp;postID=8930866366257069451' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/8930866366257069451'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/8930866366257069451'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/2008/03/o-esprito.html' title='O espírito [reescrito]'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00070682931169790351</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/TJIoJ9_1lJI/AAAAAAAAAMU/hPytPoi989k/S220/DSCF3887.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8544969519857365272.post-1365562546252260357</id><published>2008-03-03T00:31:00.002Z</published><updated>2011-02-08T16:43:42.240Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='correntes'/><title type='text'>Ábaco [reescrito]</title><content type='html'>Olhar, mas evitar que a visão se renda incondicionalmente. Pois quero que a imagem seja sempre a mesma, a minha figura no meio da sala de paredes carmim dentro de uma casa. A inquietação e a incerteza a correrem como fogos fátuos por cima das árvores que rodeiam a casa, mas as cortinas estão fechadas e a porta trancada. E a única cara que buscamos no vazio é a nossa.&lt;br /&gt;Falar, sem que as palavras que saem da minha boca sejam aquelas que importam, e não sombras do que possam ser. Comprimidas entre as paredes, deslizam sorrateiramente ao procurarem o alpendre, pela frincha da porta. Para que um dia sejam declamadas nesta noite sem estrelas, ecoem por entre as árvores e as montanhas, busquem o caminhos do mundo indicados pela estrada em frente à casa.&lt;br /&gt;Trocar, uma a uma as histórias das primeiras memórias, rever o entusiasmo da descoberta. Tratar tudo por diminutivos, que nos soam ridículos, mas que captam a pureza da sua essência. E ver que o sentido original era outro, antes tudo parecia impossível e complexo. Mas tudo é espantosamente simples e ambos somos cúmplices no silêncio.&lt;br /&gt;Contar com o corpo o tempo e o espaço, porque as lembranças alteram a nossa percepção do tempo, a luz do petromax sempre representou uma falta da luz, uma medida de um dedo, um dia passado juntos, a palma da mão aberta um segredo partilhado. Saltar de mês em mês com os pés, encher o peito de ar e sentir o ano a passar. Deixar-me seduzir pela tua medida do tempo, um ábaco no qual os momentos são contas presas nos teus cabelos.&lt;br /&gt;Multiplicar a emoção, como os raios coloridos do fogo de artifício, desenhados no negrume do céu, um sentimento um candeeiro de petróleo que ficou aceso, pendurado por cima da mesa da sala, a sua luz amarela baça a atravessar a janela da porta e a marcar as nossas sombras no pátio. Saímos os dois para ver as rajadas de foguetes rebentarem em círculos rosa, ligados por teias verdes enquanto uma mão me agarra pela cintura e uma cabeça se apoia no meu ombro. Qual é esta emoção tua que sinto, baseada nos espaços vazios que dominam as nossas vidas, ondulando em tremores que soam através da vila, anunciando a tua presença, mas que para mim nunca apagará a tua respiração, pois vivemos deste ar que transporta o nosso sentimento.&lt;br /&gt;Subtrair o reflexo presente nas poças de água de chuva quando paras junto à estrada e olhas para baixo, uma expressão numa língua estrangeira, uma fotografia guardada no fundo de uma gaveta, um cigarro partilhado numa pausa da noite, encostados à entrada do prédio, antes de apanharmos um táxi, cada qual para sua casa, seu destino. Num olhar enevoado pelo fumo, enquanto o fim do dia se introduz na conversa, arrasta a voz e dilui tudo o que não somos.&lt;br /&gt;Dividir tudo aquilo que nunca seremos, uma viagem planeada, esperas em aeroportos, pisar cardos ao andar pela praia, e pegar no fio desta história e desembaraçá-lo. Alguns dos jeitos duram para sempre, outros regressam, enquanto deixamos de prestar atenção à vida que viveríamos, porque somos mais que essa imagem. Somos iguais na cara de desânimo, na vontade de brincadeira, a luz que define o espaço entre as nossas sombras pintadas no chão. É esse o teu segredo, é também o meu, só nos dois pode existir.&lt;br /&gt;Deixar de procurar a nossa cara no vazio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8544969519857365272-1365562546252260357?l=oriodaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/feeds/1365562546252260357/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8544969519857365272&amp;postID=1365562546252260357' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/1365562546252260357'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/1365562546252260357'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/2008/03/baco-reescrito.html' title='Ábaco [reescrito]'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00070682931169790351</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/TJIoJ9_1lJI/AAAAAAAAAMU/hPytPoi989k/S220/DSCF3887.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8544969519857365272.post-2283041371722450327</id><published>2008-02-18T04:16:00.002Z</published><updated>2011-02-08T16:57:09.800Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fontes'/><title type='text'>O vento</title><content type='html'>Acordou no cadeirão que ficava ao lado da porta, sem se lembrar de como contar a história. Todas as tardes que se prolongavam por serões, passados na companhia do velho haviam sido esquecidos. Reparou no bater da chuva sobre as telhas que cobriam a entrada da casa, um manto bordado de nuvens cobria a Lua e os relâmpagos viam-se na superfície do mar.&lt;br /&gt;Apenas de uma frase se lembrava. Seria o fim da história ou o começo?&lt;br /&gt;A que momento do tempo se dirigir, e saber se tudo acabava ou apenas recomeçava. Porque o tempo estava do seu lado.&lt;br /&gt;Mas, nesse dia, em que olhava para o mar, mais uma vez, tinha-se finalmente esquecido de como contar a história. Um conto de gigantes, de navios e demandas. A história de caminhar com o destino de um lado, a vontade de outro e a sombra do velho para trás. Disto não se recordava enquanto andava pela areia, entre a terra e o mar, a sentir a presença de alguém, empurrado pelo vento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8544969519857365272-2283041371722450327?l=oriodaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/feeds/2283041371722450327/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8544969519857365272&amp;postID=2283041371722450327' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/2283041371722450327'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/2283041371722450327'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/2008/02/o-vento.html' title='O vento'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00070682931169790351</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/TJIoJ9_1lJI/AAAAAAAAAMU/hPytPoi989k/S220/DSCF3887.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8544969519857365272.post-1801450695367361679</id><published>2008-02-07T01:44:00.000Z</published><updated>2008-08-08T11:51:33.763+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='redescobrindo júlia'/><title type='text'>A tal</title><content type='html'>(...)“A tal?” A tal deste pôr do Sol, envolto num manto rosa, desce para o exílio de um céu azulado, a Lua Cheia espreita novamente no outro lado do horizonte e estamos no meio, tu e eu, na paisagem castanha e plana, iluminada pelos últimos raios do dia. Vivemos na penumbra de ambos, neste véu rosado em que se veste a Lua, toda revelada alva enquanto ascende, despediste-te de mim com a tua voz nasalada de que só me recordo quando falo contigo ao telefone. Aqui escondo-me no mesmo breve momento que disfarça o apagar da luz do dia, no último espectáculo de cor antes da cortina da noite desaparecer e te deixar suspensa sobre o céu. Como se estivesses presente na cabeça de um locutor de rádio durante toda a madrugada... talvez estejas acordada por um motivo estranho àquelas horas que não lembram para quem se considera normal, a ouvires as músicas, sejas como as dedicatórias quase falsamente anónimas pronunciadas ao microfone: Esta é do Vasco para a Opal, não são os verdadeiros nomes, mas apenas um código que ambos sabem, tal como os nossos são emprestados, Júlia. Já se tornam numa convenção, pois tens mil caras para mim, apenas o nome se mantêm, ora dito por ti de uma forma melosa cada vez que te conheço, arrastando cada sílaba, numa sucessão de um tom grave e alto a que se sucede um agudo quase imperceptível, terminando na vogal final que é o que te afirma. “A” de feminino, A rapariga em que penso, A história que resta contar, A vida que passa contra a qual procuramos correr, por nunca sabermos o desejávamos até que...é a tal."(...)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8544969519857365272-1801450695367361679?l=oriodaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/feeds/1801450695367361679/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8544969519857365272&amp;postID=1801450695367361679' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/1801450695367361679'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/1801450695367361679'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/2008/02/tal.html' title='A tal'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00070682931169790351</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/TJIoJ9_1lJI/AAAAAAAAAMU/hPytPoi989k/S220/DSCF3887.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8544969519857365272.post-7297895418785044764</id><published>2008-02-05T05:47:00.000Z</published><updated>2011-02-08T16:46:51.555Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ilhas fluviais'/><title type='text'>Ou não</title><content type='html'>Já não estava com alguém da forma como eu e tu falámos durante algum tempo. Fez-me lembrar doutros momentos, dos quais os dias não são lembrados pelos gestos, mas pela figura da tua presença. E tenho a noção que não sou o primeiro, que sou diferente, mas a forma de lidar é a mesma. E amanhã mais um encontro, em que não sinto que traga algo de novo. Por ser isso que eu desejo, acima de tudo.&lt;br /&gt;Não há nada que sinta agora vontade de dizer, mas no momento nada me falta mencionar. Continuo sem conseguir descrever o que é isto que sinto, é uma sensação que continua a fugir, a rir-se para mim cada vez que a tento apanhar. E quando ouço as gargalhadas que proferimos, sei que são minhas também, que me rio do que não compreendo. De vez em quando encontrarmos quem nos faz questionar toda a nossa ordem, as categorias nas quais agrupamos as pessoas.&lt;br /&gt;Se escrevo para alguém isto, é para mim. É por todos os momentos em que me senti vivo, em que me descobri a viver a vida sem que fosse um gesto planeado, que tudo simplesmente se conjugou para apreciar aquele momento, olhar para as coisas e saber que há um plano divino, uma escolha pessoal que fiz, um momento em que todo o passado faz sentido, em que o futuro apenas depende das minhas escolhas naquele momento e que delas não me vou arrepender da próxima vez que voltar a esta tábua rasa, a avaliação que tem de ser feita, os caminhos possíveis que nunca foram tomados, acima de tudo por minha escolha.&lt;br /&gt;É preciso força, coragem perante o medo, é necessário tudo o que não fui perante o medo da mudança, a falta de vontade de seguir os meus sonhos, porque duvido do que desejo e não tenho vontade de mudar. Tudo o que me falta sempre me atormentou toda a vida, as questões são sempre as mesmas, mas quando olho para trás... continuo a ser eu e talvez tenho ido mais além do que antes queria.&lt;br /&gt;Ou não.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8544969519857365272-7297895418785044764?l=oriodaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/feeds/7297895418785044764/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8544969519857365272&amp;postID=7297895418785044764' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/7297895418785044764'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/7297895418785044764'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/2008/02/deambulaes.html' title='Ou não'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00070682931169790351</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/TJIoJ9_1lJI/AAAAAAAAAMU/hPytPoi989k/S220/DSCF3887.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8544969519857365272.post-5082687660021887205</id><published>2008-01-15T01:31:00.001Z</published><updated>2011-02-08T16:57:09.802Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fontes'/><title type='text'>Espírito</title><content type='html'>O espírito dança, como se quisesse entrar dentro de um sonho de alguém. agita-se à nossa frente, buscando um olhar que o consiga captar, seguir os seus braços a deslizar pelo ar, a cabeça atirada para trás, as pernas estendidas. Ele não se vê reflectido nestas janelas que nos rodeiam, nenhum lugar à mesa lhe pertence, e o seu caminho é o carreiro por entre a terra recém cavada das sepulturas dos sonhos. Largando flores, enquanto continua a sua marcha, incendiando o centro da sala à medida que descreve círculos.&lt;br /&gt;E não sou mestre do espírito, porque se vejo algo de mim dentro dele, é só isso que os meus gestos mostram ver. Não o governo, mas sou cada gesto. É minha a sombra que dança à frente e se ri quando a tento alcançar. E daqui se vive o ritual, os passos foram estabelecidos, a sequência do caminho seguida. À minha indecisão sobre esta dança, o começo desta viagem, ela respondeu-me que era esse o primeiro passo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8544969519857365272-5082687660021887205?l=oriodaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/feeds/5082687660021887205/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8544969519857365272&amp;postID=5082687660021887205' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/5082687660021887205'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/5082687660021887205'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/2007/12/esprito.html' title='Espírito'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00070682931169790351</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/TJIoJ9_1lJI/AAAAAAAAAMU/hPytPoi989k/S220/DSCF3887.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8544969519857365272.post-6927047285056551748</id><published>2007-12-23T02:33:00.000Z</published><updated>2011-02-08T16:57:09.797Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fontes'/><title type='text'>Ábaco</title><content type='html'>A emoção é como fogo de artifício a multiplicar-se por raios coloridos desenhados no negrume do céu, um sentimento um candeeiro de petróleo que ficou aceso, pendurado por cima da mesa da sala, a sua luz amarela baça a atravessar a janela da porta e a marcar as nossas sombras no pátio. Saímos os dois para ver as rajadas de foguetes rebentarem em círculos rosa, ligados por teias verdes enquanto uma mão me agarra pela cintura e uma cabeça se apoia no meu ombro. Qual é esta emoção tua que sinto, baseada nos espaços vazios que dominam as nossas vidas, ondulando em tremores que soam através da vila, anunciando a tua presença, mas que para mim nunca apagará a tua respiração, pois vivemos deste ar que transporta o nosso divertimento.&lt;br /&gt;Medir com o corpo o tempo e o espaço, porque as lembranças alteram a nossa percepção do tempo, a luz do petromax sempre representou uma falta da luz, uma medida de um dedo, um dia passado juntos, a palma da mão aberta um segredo partilhado. Saltar de mês em mês com os pés, encher o peito de ar e sentir o ano a passar. Deixar-me seduzir pela tua contagem do tempo, um ábaco no qual os momentos são contas presas nos teus cabelos.&lt;br /&gt;Esse sentimento é o reflexo presente nas poças de água de chuva quando paras junto à estrada e olhas para baixo, uma expressão numa língua estrangeira, uma fotografia guardada no fundo de uma gaveta, um cigarro partilhado numa pausa da noite, encostados à entrada do prédio, antes de apanharmos um táxi, cada qual para sua casa, seu destino. Num olhar enevoado pelo fumo, enquanto o fim do dia se introduz na conversa, arrasta a voz e dilui tudo o que não somos.&lt;br /&gt;Tudo aquilo que nunca seremos, uma viagem planeada, esperas em aeroportos, pisar cardos ao andar pela praia, e pegar no fio desta história e desembaraçá-lo. Alguns dos jeitos duram para sempre, outros regressam, enquanto deixamos de prestar atenção à vida que viveríamos, porque somos mais que essa imagem. Somos iguais na cara de desânimo, na vontade de brincadeira, a luz que define o espaço entre as nossas sombras pintadas no chão. É esse o teu segredo, é também o meu, só nos dois pode existir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8544969519857365272-6927047285056551748?l=oriodaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/feeds/6927047285056551748/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8544969519857365272&amp;postID=6927047285056551748' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/6927047285056551748'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/6927047285056551748'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/2007/12/baco.html' title='Ábaco'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00070682931169790351</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/TJIoJ9_1lJI/AAAAAAAAAMU/hPytPoi989k/S220/DSCF3887.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8544969519857365272.post-3080823450169964521</id><published>2007-12-23T02:15:00.001Z</published><updated>2011-02-08T16:43:42.236Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='correntes'/><title type='text'>Ritmos [reescrito]</title><content type='html'>Estar sentado no banco do jardim, à espera que comece a chover, uma desculpa para me levantar. Memórias de calor e aconchego na viagem para casa, água quente a passar pelas mãos, luzes amarelas a delinear toda a mobília. Começar a caminhar, sentir-me uma estátua viva presa ao passeio da esplanada no meio das árvores, imóvel.&lt;br /&gt;Abandonar esta vista, estes pensamentos são uma reflexão do que já possuo, a fonte no meio do jardim à minha frente um mar, onde barcos de papel se encontram a navegar, deixados por quem sentado nas suas bordas esteve a brincar.&lt;br /&gt;A fazer girar o mundo, sempre no mesmo sentido, descobrimos a sua rotação ao escutarmos os seus sons, no silêncio que separa as diferentes frequências da vida.&lt;br /&gt;Mas o mundo só pode ser plano, de fora a caber na palma de uma mão e ser virado ao contrário, ser amachucado como uma bola de papel de jornal e atirado ao ar. Ele é feito de histórias, que se cruzam e se afastam, escritas em pautas de música, palavras onde o compasso do tempo é ditado pelas pausas.&lt;br /&gt;Apenas quando se pára é que sinto toda esta sequência a chocalhar como se pisasse a corrente suspensa entre os dois pilares, que separa o passeio do jardim. Quando apoio todo o meu peso nela, o som é quebrado e a cadeia de aço fica tensa, deixa-se de respirar e cheira-se todas as fragrâncias da vida.&lt;br /&gt;Salto da corrente para o jardim. Sinto-me pequeno, uma folha de erva no meio de tantas outras, apenas à espera que o vento dobre o meu caule. Atrás o sinal de trânsito muda e o meu canto do olho dirige-se para a luz que espera uma réplica. Uma resposta, um gesto das figuras que estão no outro lado da rua, atravessadas pelos seus propósitos.&lt;br /&gt;Sinto este ritmo: é meu ou acompanho-o? Deixo-o guiar-me ou sou eu que o conduzo?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8544969519857365272-3080823450169964521?l=oriodaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/feeds/3080823450169964521/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8544969519857365272&amp;postID=3080823450169964521' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/3080823450169964521'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/3080823450169964521'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/2007/12/ritmos.html' title='Ritmos [reescrito]'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00070682931169790351</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/TJIoJ9_1lJI/AAAAAAAAAMU/hPytPoi989k/S220/DSCF3887.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8544969519857365272.post-154035010192406448</id><published>2007-11-28T17:39:00.000Z</published><updated>2011-02-08T16:57:09.801Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fontes'/><title type='text'>Reviver</title><content type='html'>Olhar, mas evitar que a visão se renda incondicionalmente. Pois quis que a imagem seja sempre a mesma, a minha figura no meio da sala de paredes carmim dentro de uma casa. A inquietação e a incerteza a correrem como fogos fátuos por cima das árvores que rodeiam a casa, mas as cortinas estão fechadas e a porta trancada. E a única cara que buscamos no vazio é a nossa.&lt;br /&gt;Falar, mas as palavras que saem da minha boca são sombras do que poderiam ser. Comprimidas entre as paredes, deslizam sorrateiramente ao procurarem o alpendre, pela frincha da porta. Para que um dia sejam declamadas nesta noite sem estrelas, ecoem por entre as árvores e as montanhas, busquem o caminhos do mundo indicados pela estrada em frente à casa.&lt;br /&gt;Trocar, histórias das primeiras memórias, rever o entusiasmo da descoberta. Tratar tudo por diminutivos, que nos soam ridículos, mas que captam a pureza da sua essência. E ver que o sentido original era outro, antes tudo parecia impossível e complexo. Mas tudo é espantosamente simples e ambos somos cúmplices no silêncio.&lt;br /&gt;Pois a única cara que procuramos no vazio é a nossa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8544969519857365272-154035010192406448?l=oriodaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/feeds/154035010192406448/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8544969519857365272&amp;postID=154035010192406448' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/154035010192406448'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/154035010192406448'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/2007/11/reviver.html' title='Reviver'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00070682931169790351</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/TJIoJ9_1lJI/AAAAAAAAAMU/hPytPoi989k/S220/DSCF3887.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8544969519857365272.post-5672086522327318613</id><published>2007-11-21T18:29:00.000Z</published><updated>2008-08-08T11:50:08.430+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rápidos'/><title type='text'>Alpondras</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/R0R_1_V-1MI/AAAAAAAAAFQ/UKjGqA4JFwU/s1600-h/d2315.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5135370040622634178" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/R0R_1_V-1MI/AAAAAAAAAFQ/UKjGqA4JFwU/s200/d2315.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Pedras nas quais me apoio ao atravessar a superfície do lago. Submersas, formam um caminho invisível para quem está na margem. A cada pequeno passo surge uma nova alpondra por debaixo do pé que avançou, antes receoso de se libertar da segurança do apoio que tinha atrás.&lt;br /&gt;As rãs calam-se, os peixes dançam na água e as ervas balanceiam com o vento, enquanto dou a volta ao lago, acompanhando a espiral descrita pelas alpondras. Neste remoinho cada passo é a descoberta de uma nova pedra dentro de mim.&lt;br /&gt;São forças, são certezas, é o meu mundo interior que se expande para além desde veículo corpóreo e se transforma em rocha sólida, não obstante os passos inseguros.&lt;br /&gt;Quando as desilusões ocorrem, descubro que se transformaram em alpondras.&lt;br /&gt;Quando me apercebo da dimensão da minha ignorância é quando sei a distância até à próxima alpondra, e esta nunca se encontra longe demais.&lt;br /&gt;E, quando as fortunas do mundo, os destinos disfarçados de azares, as vinganças da deusa fortuna se revelam, a minha bota escorrega ao pisar a pedra e desliza. Aí relembro que tão pouco está sobre o meu controlo.&lt;br /&gt;Apenas tenho a opção de retroceder até à última alpondra ou dar o passo seguinte. E cada rocha é uma surpresa constante, ao rodear este lago no qual está reflectido o universo.  &lt;div&gt;O mundo ainda não me revelou os meus planos. Mas quando surgirem saberei cada alpondra que me levou até eles. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8544969519857365272-5672086522327318613?l=oriodaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/feeds/5672086522327318613/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8544969519857365272&amp;postID=5672086522327318613' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/5672086522327318613'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/5672086522327318613'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/2007/11/alpondras.html' title='Alpondras'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00070682931169790351</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/TJIoJ9_1lJI/AAAAAAAAAMU/hPytPoi989k/S220/DSCF3887.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/R0R_1_V-1MI/AAAAAAAAAFQ/UKjGqA4JFwU/s72-c/d2315.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8544969519857365272.post-312585688451902214</id><published>2007-11-07T00:05:00.000Z</published><updated>2008-08-08T11:50:08.430+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rápidos'/><title type='text'>Marés vivas</title><content type='html'>&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5129888951101407170" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/RzEG0luZv8I/AAAAAAAAAFI/EYBhDhD6Cmc/s200/maresvivas.JPG" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;São marés vivas o que procuro? Não, são ondas.&lt;br /&gt;Que se aproximam, na praia quase deserta, debaixo de um Sol de Outono, encontro-me na linha de água a caminhar enquanto a corrente entre as minhas pernas me puxa para a direita.&lt;br /&gt;São desafios que se aproximam? Não, são ondas.&lt;br /&gt;Uma vaga rebenta à minha frente e lança um jorro de água que me bate no peito e me atira para trás. Deixo que a sua força me carregue até me conseguir apoiar na areia para continuar a caminhar em frente.&lt;br /&gt;São oportunidades que me elevam? Não, são ondas.&lt;br /&gt;Corro, passo ante passo, o mais rapidamente que a água me deixa, e salto quando chego à onda, elevando-me na sua crista antes desta se começar a desfazer em espuma.&lt;br /&gt;São barreiras que se erguem? Não, são ondas.&lt;br /&gt;A seguinte desfaz-se num muro de espuma com a minha altura. Corro e salto por cima do turbilhão, mergulho num mundo de ar, areia e água. Cedo ele se desfaz e continuo a avançar para a frente.&lt;br /&gt;São direcções que procuro? Não, são ondas.&lt;br /&gt;Caio ao tropeçar num buraco escondido e quando emerjo estou de joelhos, sou apanhado pela seguinte, numa massa de água que me submerge e me faz rodar em todas as direcções.&lt;br /&gt;São sentidos que me guiam? Não, são ondas.&lt;br /&gt;Um momento de calma e quando a vaga seguinte me alcança já estou a correr em paralelo com ela. A crista eleva o meu corpo na água e impulsiona-me para a frente, voo na espuma até parar próximo da borda de água.&lt;br /&gt;São memórias novas? Sim, são mares revoltos que procuro.&lt;br /&gt;E neles não penso em mais nada senão na maré viva em que me encontro.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8544969519857365272-312585688451902214?l=oriodaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/feeds/312585688451902214/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8544969519857365272&amp;postID=312585688451902214' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/312585688451902214'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/312585688451902214'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/2007/11/mars-vivas.html' title='Marés vivas'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00070682931169790351</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/TJIoJ9_1lJI/AAAAAAAAAMU/hPytPoi989k/S220/DSCF3887.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/RzEG0luZv8I/AAAAAAAAAFI/EYBhDhD6Cmc/s72-c/maresvivas.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8544969519857365272.post-2771974002683331204</id><published>2007-10-31T16:03:00.000Z</published><updated>2011-02-08T16:46:51.555Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ilhas fluviais'/><title type='text'>As palavras</title><content type='html'>As crianças entendem-se pelas brincadeiras, mas nós por outros jogos, de regras mais complicadas e quiçá com o seu quê de bizarro. Elas têm de descobrir as regras, perguntam o porquê das mesmas, ou inventam-nas à medida que vão jogando. Escrevem-as na areia com paus, para serem desfeitas pelas ondas e no dia seguinte não restarem vestígios.&lt;br /&gt;E, para nós as regras estão fixas e quando as quebramos, isso apenas diz que tínhamos regras diferentes um do outro. Cada um tenta contorná-las quanto pode, mas estão gravadas não em areia mas em rocha, e nem o passar de muitas marés apaga as palavras, porque voltamos sempre a escrevê-las.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8544969519857365272-2771974002683331204?l=oriodaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/feeds/2771974002683331204/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8544969519857365272&amp;postID=2771974002683331204' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/2771974002683331204'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/2771974002683331204'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/2007/10/as-palavras.html' title='As palavras'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00070682931169790351</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/TJIoJ9_1lJI/AAAAAAAAAMU/hPytPoi989k/S220/DSCF3887.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8544969519857365272.post-4410446067576769955</id><published>2007-10-29T00:44:00.001Z</published><updated>2011-02-08T16:43:42.237Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='correntes'/><title type='text'>A luz interior [reescrito]</title><content type='html'>O que é isto?&lt;br /&gt;Passa tudo por aí. É algo de novo, para o qual ainda não arranjei palavras que verdadeiramente o exprimam. Escrevo no meu diário, leio poemas, busco citações, são todas tão próximas, mas não me chegam para descrever o que sinto.&lt;br /&gt;Isto é tentar explicar por palavras o que só posso mostrar por gestos, é contar os minutos até ao momento em que vou poder falar, sabendo que só isso não me vai satisfazer. É sentir que tenho o mundo nas mãos, uma semente do que está para nascer e encontrar um espaço dentro de mim para que continue a crescer.&lt;br /&gt;Isto é a luz que carrego, sussurrar o meu desejo ao vento, esperar que ele regresse um dia. E aguardar, à beira deste rio, agarrar a terra com as mãos despidas e saber que tudo o que eu sinto faz parte do que vivo. A alegria, a impaciência, o carinho, a irritação, o sentimento de estar perdido e encontrar a direcção que buscava, dentro de mim, neste mundo de sentidos, dados pela partilha de sentimentos, pelos olhares de compreensão, pela descoberta de uma música, pelo aquele toque tão especial que só o outro nos pode dar.&lt;br /&gt;Isto é ser malabarista com a vida, atirar bolas coloridas para o ar, fazer rodar sabedorias, estilos e dissabores. Fazer uma roda de azuis, verdes e amarelos a voar e não recear quando nos atiram mais bolas. Porque quando se ganha o jeito, tudo continua a girar.&lt;br /&gt;Podia estar a descobrir um mundo de sentidos. Mas estou a descobrir sentidos para este mundo. Pois quando os escolho (os sentidos), é porque não me deixo prender pela indecisão, que é uma forma dissimulada de dizer não. Já descobri um mundo de sentidos. Escolho agora o sentido para o mundo que descobri.&lt;br /&gt;Dá-me luz, dá-me fogo, não sigas à minha frente mas permanece dentro de mim. Dá-me ar para eu respirar e não sejas um astro longínquo, porque os perigos já os vejo, falta-me antes companhia para os enfrentar. Porquê procurar sentidos nas estrelas se estas se encontram longe?&lt;br /&gt;Pois é melhor carregar uma luz que seguir uma que se encontra à distância. Com ela iluminamos o que está perto e vemos o que nos pode afectar, podemos apontá-la para vermos o caminho e o que se encontra à nossa volta. E ganhamos a capacidade de desejar, porque sonhamos com o que podemos alcançar, não com o que gostaríamos que fosse a nossa ou o mundo.&lt;br /&gt;A quem se prefere refugiar numa dança de esquecimentos, de desculpas, de justificações, eu brado a força dos meus sentimentos. E, empunhando a minha vontade, gravo as palavras na pedra que dizem: estou aqui. Cheguei porque aqui me conduziu o meu caminho, e posso não ter vizinho, mas tenho a luz interior dentro de mim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8544969519857365272-4410446067576769955?l=oriodaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/feeds/4410446067576769955/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8544969519857365272&amp;postID=4410446067576769955' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/4410446067576769955'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/4410446067576769955'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/2007/10/luz-interior_29.html' title='A luz interior [reescrito]'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00070682931169790351</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/TJIoJ9_1lJI/AAAAAAAAAMU/hPytPoi989k/S220/DSCF3887.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8544969519857365272.post-2882132893698230712</id><published>2007-10-26T13:57:00.000+01:00</published><updated>2008-08-08T14:32:14.756+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='o meu mundo é uma poça de água'/><title type='text'>O meu mundo é uma poça de água: o polvo</title><content type='html'>Tinha atravessado a primeira arriba que entrava pelo mar adentro e a praia que se seguia. O búzio tinha-me dito que precisava de percorrer várias praias, porque haveria uma na qual poderia chegar até ao topo da falésia, onde poderia aí ouvir as cigarras. Ao chegar ao segundo molhe de rochas tinha parado para ver qual o melhor sítio para as trepar, mas havia decidido voltar para dentro de água. Iria demorar mais tempo, mas seria mais seguro, porque não conhecia as rochas e onde poderia me esconder caso precisasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabou por ser uma viagem mais acidentada. A maior parte das rochas estava coberta por areia junto ao mar e caminhar de lado na areia com o movimento das ondas levava a que muitas vezes fosse arremesado porque era uma zona onde o puxar da maré era forte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa dessas vezes fui atirado para o meio da areia e aterrei numa pilha de rochas, que estavam dispostas em círculo. Com a minha aterragem fiz com que elas se movessem, e de repente todo o mundo à minha volta desapareceu, em vez do azul do céu estava numa nuvem preta, a qual quase escondia a forma do Grande Círculo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Porque me importunas, pequeno caranguejo?" A voz assoprada vinha de cima de mim. "Já devias saber que os polvos não gostam de ser acordados, especialmente neste belo dia de calor".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nuvem de tinta escondia a voz, que parecia vir de todas as direcções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Estou só de passagem e a maré atirou-me para cima de ti. Não sabia que descansavas aqui"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Assim o dizes, descansava até tu teres desarrumado as pedras da minha entrada. E agora acordado estou, e sem vontade de voltar a dormir. E basta-me esticar um tentáculo para te agarrar".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comecei a caminhar para fora da cova de areia até esbarrar num dos seus tentáculos, mas a ventosa não teve tempo de me agarrar. "Tentas fugir?" Recuei apressado na outra direcção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Tu não vês nada, mas sei precisamente onde te encontras". Um tentáculo vindo de cima desceu até à areia e saltei para o evitar. O polvo não me podia ver, por isso enterrei-me no fundo e comecei a andar debaixo da areia. "Aqui? Ou aqui?" A cada palavra sentia um tentáculo a tocar na areia. "Estarás aqui? Quando a tinta se levantar, aí é que não vais ter nenhum lugar para te esconder".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando já tinha andado um pouco fiquei parado, antes que um dos tentáculos dele sentisse o meu movimento por debaixo da areia. "Hmmm. Já não foges nem respondes. Isto já me está a aborrecer". Comecei a enterrar-me para baixo ao sentir que ele estava a levantar a areia por cima de cima. O movimento parou e ele disse: "Já não me apetece estar a cavar. Podes aparecer, que a nuvem já se dissipou".&lt;br /&gt;Continuei escondido. "Sei que tens de estar aí, mas não te quero apanhar. Tenho a barriga cheia". Mais alguns momentos se passaram. "Como queiras". Quando acabou de dizer estas palavras um jacto de água descobriu a areia por cima de mim e dei comigo a olhar para o grande olho negro do polvo, com as suas pálpebras a cerrarem-se enquanto me fitava.&lt;br /&gt;"Eu disse-te. Queres esconder-te outra vez nesta cova e eu tentar te descobrir?"&lt;br /&gt;Os meus olhos rodaram para ver o corpo do polvo. Ele estava pousado sobre a parte lisa da piscina de areia, à minha frente, com os tentáculos espalhados, alguns sobre as rochas e outros na areia. Um dos tentáculos já estava a empilhar pedras junto ao buraco no qual eu tinha aterrado. "Tu estás a querer brincar?"&lt;br /&gt;O tubo que ele usava para respirar e falar virou-se para mim e quando falou tive de me cravar no fundo para não ser atirado para trás. "Não tenho fome e o meu espírito quer se distrair".&lt;br /&gt;"Que idade tens? Parece que acabaste de sair do ovo"&lt;br /&gt;"Todos os polvos têm o seu lado brincalhão, pequeno caranguejo". Dois tentáculos aproximaram-se de lados opostos e começaram a tocar-me nas patas.&lt;br /&gt;"O polvo que conheço nas minhas rochas prefere ficar na sua toca e não ser incomodado".&lt;br /&gt;"Nem todos os polvos são iguais. E assim parece o mesmo com os caranguejos. O que fazes aqui? Conheço todos os seres que vivem nestas rochas e nunca te vi antes".&lt;br /&gt;"Estou a caminho da praia seguinte".&lt;br /&gt;"Ah, boa escolha. Há muitas algas para ti, e está pouco ocupada. A praia costuma ter muitos daqueles seres grandes de quatro patas mas como és pequeno não te devem importunar se procuras um novo lugar para viver".&lt;br /&gt;"Não. Já tenho a minha cova".&lt;br /&gt;"Ha. Procuras uma carangueja então?"&lt;br /&gt;"Também não".&lt;br /&gt;O olho negro fechou-se durante uns segundos e depois abriu-se novamente, olhando-me com curiosidade. "Isto é dos encontros mais bizarros que já tive. O que vais lá fazer? Andaste a passar demasiado tempo com os búzios e decidiste ser eremita como eles?"&lt;br /&gt;"Não disseste que nem todos os polvos são iguais?" O polvo começou a rir-se.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8544969519857365272-2882132893698230712?l=oriodaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/feeds/2882132893698230712/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8544969519857365272&amp;postID=2882132893698230712' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/2882132893698230712'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/2882132893698230712'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/2007/10/o-meu-mundo-uma-poa-de-gua-o-polvo.html' title='O meu mundo é uma poça de água: o polvo'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00070682931169790351</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/TJIoJ9_1lJI/AAAAAAAAAMU/hPytPoi989k/S220/DSCF3887.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8544969519857365272.post-4817291495369923758</id><published>2007-10-25T16:54:00.001+01:00</published><updated>2011-02-08T16:57:09.803Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fontes'/><title type='text'>Isto</title><content type='html'>O que é isto?&lt;br /&gt;Passa tudo por aí. É algo de novo, para o qual ainda não arranjei palavras que verdadeiramente o exprimam. Escrevo no meu diário, leio poemas, busco citações, são todas tão próximas, mas não me chegam para descrever o que sinto.&lt;br /&gt;Isto é tentar explicar por palavras o que só posso mostrar por gestos, é contar os minutos até ao momento em que vou poder falar, sabendo que só isso não me vai satisfazer. É sentir que tenho o mundo nas mãos, uma semente do que está para nascer e encontrar um espaço dentro de mim para que continue a crescer.&lt;br /&gt;Isto é a luz que carrego, sussurar o meu desejo ao vento, esperar que ele regresse um dia. E aguardar, à beira deste rio, agarrar a terra com as mãos despidas e saber que tudo o que eu sinto faz parte do que vivo. A alegria, a impaciência, o carinho, a irritação, o sentimento de estar perdido e encontrar a direcção que buscava, dentro de mim, neste mundo de sentidos, dados pela partilha de sentimentos, pelos olhares de compreensão, pela descoberta de uma música, pelo aquele toque tão especial que só o outro nos pode dar.&lt;br /&gt;Isto é ser malabarista com a vida, atirar bolas coloridas para o ar, fazer rodar sabedorias, estilos e dissabores. Fazer uma roda de azuis, verdes e amarelos a voar e não recear quando nos atiram mais bolas. Porque quando se ganha o jeito, tudo continua a girar.&lt;br /&gt;É isto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8544969519857365272-4817291495369923758?l=oriodaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/feeds/4817291495369923758/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8544969519857365272&amp;postID=4817291495369923758' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/4817291495369923758'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/4817291495369923758'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/2007/10/isto.html' title='Isto'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00070682931169790351</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/TJIoJ9_1lJI/AAAAAAAAAMU/hPytPoi989k/S220/DSCF3887.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8544969519857365272.post-8416198407070089211</id><published>2007-10-22T15:51:00.000+01:00</published><updated>2008-08-08T14:32:14.756+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='o meu mundo é uma poça de água'/><title type='text'>O meu mundo é uma poça de água - A estrela do mar</title><content type='html'>“O meu mundo é uma poça de água”. Respondi à pergunta da estrela do mar.&lt;br /&gt;Ao que ela baixou as suas pontas por um momento, antes de as levantar novamente para que pudesse ouvir a sua voz, vinda da boca no meio das cinco pontas.&lt;br /&gt;“Tu tens olhos para ver o teu mundo,&lt;br /&gt;eu tenho as minhas pontas para sentir o fundo&lt;br /&gt;Na água podemos nos encontrar&lt;br /&gt;mas o nosso mundo está no nosso olhar”&lt;br /&gt;Sorri com as palavras dela. “Mas tu és cega como as lapas. Não tens olhos para ver”.&lt;br /&gt;“Aproxima-te para eu te tocar,&lt;br /&gt;não fujas como uma sardinha&lt;br /&gt;Porque não tens de me recear,&lt;br /&gt;pois a tua carapaça é durinha”&lt;br /&gt;Ela levantou a pata mais próxima e rastejei para debaixo dela. Assim que parei senti as minhas costas a serem tocadas pelas centenas de pólipos que ela tem debaixo de cada pata.&lt;br /&gt;“Sentes? É assim que caminho&lt;br /&gt;E sei quem é o meu vizinho&lt;br /&gt;É este o olhar que dá forma ao meu mundo&lt;br /&gt;Com ele sei o que vai no fundo&lt;br /&gt;A sensação era desconfortável por me sentir examinado por todos aqueles apêndices que não paravam de mexer na minha carapaça. Até que um pólipo enfiou-me no meu olho direito e a dor fez-me levantar bruscamente a pata direita, com os espinhos na ponta a cravarem-se no interior da estrela do mar.&lt;br /&gt;Imediatamente a estrela do mar fez pressão com todo o seu corpo e enterrou-me dentro da areia. “É lá! Foi sem querer!”&lt;br /&gt;Rapidamente tirou a pata e sacudi a areia de cima de mim, que escorregou para o fundo.&lt;br /&gt;“Desculpa, foi sem querer também&lt;br /&gt;A minha pata não te soube bem&lt;br /&gt;Pois a tua dureza está no exterior&lt;br /&gt;E a de uma estrela no interior&lt;br /&gt;Quando duas de nós nos encontramos&lt;br /&gt;Durante eternidades nos partilhamos&lt;br /&gt;A descobrir a superfície da outra&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8544969519857365272-8416198407070089211?l=oriodaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/feeds/8416198407070089211/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8544969519857365272&amp;postID=8416198407070089211' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/8416198407070089211'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/8416198407070089211'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/2007/10/o-meu-mundo-uma-poa-de-gua-estrela-do.html' title='O meu mundo é uma poça de água - A estrela do mar'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00070682931169790351</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/TJIoJ9_1lJI/AAAAAAAAAMU/hPytPoi989k/S220/DSCF3887.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8544969519857365272.post-6820736263119826059</id><published>2007-10-22T15:50:00.002+01:00</published><updated>2008-08-08T14:32:14.757+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='o meu mundo é uma poça de água'/><title type='text'>O meu mundo é uma poça de água - O búzio eremita</title><content type='html'>“Os peixes são tolos e tu também se acreditares nessas histórias”&lt;br /&gt;“Seria assim tão tolo, búzio, alguém fazer uma viagem dessas? Porque não será verdade a história? A maior parte de nós tem uma casa para onde nos recolhemos”.&lt;br /&gt;“Caranguejo, eu já vi e ouvi muito. Vês a casa que carrego às costas? Cada uma destas velhas cascas está cheia de histórias, sussuradas para o seu interior pelo ocupante anterior, passadas entre nós desde o início dos tempos. Quando um de nós saí de água é para as ouvir, pois apenas o ar lhes dá voz, uma linguagem que poucos de nós podem compreender e que é preciso aprender com os anos.&lt;br /&gt;Cada ocupante, depois de aprender o que dizem deixa depois o seu testemunho para o próximo búzio eremita que ocupar esta casca. E eu já ouvi todas essas lendas, ouvi dizer que há águas distantes nas quais o Grande Círculo e a Escondida não desaparecem no oceano, mas pelo contrário nascem dele”.&lt;br /&gt;“Então isso quer dizer que estão certas, pois há um local no meio do Oceano do qual os dois entram e saiem, como a minha cova. E que nós todos vivemos à sua volta, com as falésias a marcarem o fim do mundo”.&lt;br /&gt;“Então porque é que os dois nascem do fim do mundo? Não me parece, nem ouvi sequer algum vez que os dois vivam no Oceano, pois nunca nenhuma destas histórias mencionou isso”.&lt;br /&gt;“Então onde é a casa deles?”&lt;br /&gt;“Em todo o lado, em todas as poças, rochas, praias, mares, não há um lugar onde se recolham. Eles fazem parte do Oceano, como todos nós, todos nos transformamos de volta ao Oceano quando morremos e é de lá que vimos, o Grande Círculo e a Escondida não são deuses como muitos de nós os julgamos, e o que vemos à nossa volta, de onde surgem as falésias são as suas conchas e carapaças, espalhadas por terra, ao contrário das nossas que repousam no fundo do mar”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8544969519857365272-6820736263119826059?l=oriodaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/feeds/6820736263119826059/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8544969519857365272&amp;postID=6820736263119826059' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/6820736263119826059'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/6820736263119826059'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/2007/10/o-meu-mundo-uma-poa-de-gua-o-bzio.html' title='O meu mundo é uma poça de água - O búzio eremita'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00070682931169790351</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/TJIoJ9_1lJI/AAAAAAAAAMU/hPytPoi989k/S220/DSCF3887.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8544969519857365272.post-6365135966446299604</id><published>2007-10-22T15:50:00.001+01:00</published><updated>2008-08-08T14:32:14.757+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='o meu mundo é uma poça de água'/><title type='text'>O meu mundo é uma poça de água - O Grande Círculo e a Escondida</title><content type='html'>Para os peixes o Grande Círculo é o deus da morte, que queima e seca a água, que rege o ar e revela a essência de todos os peixes que vivem no oceano. Todos os dias nasce para julgar os seres vivos e ditar o seu destino.&lt;br /&gt;Uma vez o peixinho castanho da minha poça viu-se preso quase junto à areia, numa poça deserta que fica demasiado alta quando a maré baixa. À medida que a água foi desaparecendo com o calor que o Grande Círculo emite, ele pensou que ia morrer. É comum isto acontecer aos camarões e peixes, ficarem presos e depois sufocarem quando a água se evapora e só resta ar.&lt;br /&gt;Mas dessa vez ele foi descoberto por um caranguejo que veio à minha poça me avisar e nós os dois andámos a transportar algas molhadas para a poça até ele conseguir trepar por cima delas e saltar para a zona dos rápidos.&lt;br /&gt;Pensei na altura se ele tinha escolhido morrer, pois é assim também que alguns peixes e camarões escolhem terminar a sua vida quando já estão velhos e o cansaço da vida os domina.&lt;br /&gt;Só os caranguejos e poucos outros seres podemos andar dentro e fora de água quando quisermos. Às vezes encontro pulgas de areia na rebentação mas por erro de cálculo delas nos seus saltos e os búzios gostam de se arrastar na maré baixa quando não há ondas e há planícies de areia com uma fina camada de água. Mas as pulgas pensam de forma de diferente dos peixes em relação ao Grande Círculo: para elas o calor que ele traz é uma dádiva. Os peixes chamam-lhas de saltadoras do abismo.&lt;br /&gt;O resto de nós que aqui vive, incluindo os caranguejos, prefere a Escondida, que surge branca no céu vermelho quando o Grande Círculo desaparece no horizonte, com os seus múltiplos olhos na sua fronte a observarem o oceano e a praia. Ela vai rodando a sua concha a cada passagem do Grande Círculo, até a negritude da sua casca a tornar invisível nos céus.&lt;br /&gt;Mas o seu interior traz luz, quando o céu reflecte o interior negro do oceano e o seu movimento dita o avanço e recuo das marés, conforme a sua disposição. É a deusa do amor, que enfeitiça os peixes quando anuncia o período de busca pelos cantos do mar de uma companheira, quando faz brilhar a tona de água com a sua face cheia.&lt;br /&gt;E há também o grande deus do Oceano, para qual o Grande Círculo e a Escondida fazem o caminho celeste para se juntarem a ele, onde o mundo termina. Os peixes dizem que o Oceano se pode alcançar nadando durante muito tempo, na direcção na qual o Grande Círculo e a Escondida desaparecem, mas que ninguém viveria o suficiente para terminar a viagem e que apenas estes podem percorrer essa distância por serem imortais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8544969519857365272-6365135966446299604?l=oriodaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/feeds/6365135966446299604/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8544969519857365272&amp;postID=6365135966446299604' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/6365135966446299604'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/6365135966446299604'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/2007/10/o-meu-mundo-uma-poa-de-gua-o-grande.html' title='O meu mundo é uma poça de água - O Grande Círculo e a Escondida'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00070682931169790351</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/TJIoJ9_1lJI/AAAAAAAAAMU/hPytPoi989k/S220/DSCF3887.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8544969519857365272.post-8321804046843379189</id><published>2007-10-22T15:48:00.000+01:00</published><updated>2008-08-08T14:32:14.758+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='o meu mundo é uma poça de água'/><title type='text'>O meu mundo é uma poça de água - A minha poça</title><content type='html'>Numa das paredes há limos e pode-se usá-los para escorregar até ao fundo. A minha casa fica escondida por detrás de um arbusto de algas de caule verde e grosso, que dançam ao sabor da maré. É das poças com maior variedade de algas: verdes, vermelhas e castanhas, com troncos maiores que as minhas patas ou espalmadas como as solhas.&lt;br /&gt;Os meus vizinhos são as lapas rezingonas: estão sempre a queixar-se, ou por deixarem de apanhar luz, ou porque alguém deixou os restos do jantar no fundo da poça, ou porque a maré desceu demasiado e estão a aquecer demasiado ao Sol. Mas nunca mexem as suas conchas um bocadinho que seja pois preferem reclamar.&lt;br /&gt;Depois há o peixinho castanho da areia. Passa a maior parte do tempo fora da poça, quando o mar está alto e se pode nadar pelo oceano. Quando a maré baixa ele esconde-se debaixo da areia e dorme o dia todo, ou então fica histérico por estar preso e nada de um lado da poça ao outro sem parar, o que deixa o casal de camarões que vive à minha frente completamente doidos e a saltarem para trás.&lt;br /&gt;Os camarões costumam ter sempre visitas e às vezes a poça está cheia de outros camarões. Os mais novos entram na minha cova para tocarem na minha carapaça com as suas antenas. Se me picam os olhos finjo que os tento agarrar com as minhas pinças e eles fogem a rir-se.&lt;br /&gt;Mais dia menos dia aparece o búzio eremita e fica por aqui uns dias e aí converso com ele. Como carrega com a casa às costas não precisa de habitar numa poça e anda sempre a viajar, trazendo notícias de rochas e praias distantes e até mesmo das profundezas do mar, onde os caranguejos e os peixes são gigantes. Eu nunca vi nenhum, mas às vezes os seus esqueletos aparecem na praia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8544969519857365272-8321804046843379189?l=oriodaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/feeds/8321804046843379189/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8544969519857365272&amp;postID=8321804046843379189' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/8321804046843379189'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/8321804046843379189'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/2007/10/o-meu-mundo-uma-poa-de-gua-minha-poa.html' title='O meu mundo é uma poça de água - A minha poça'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00070682931169790351</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/TJIoJ9_1lJI/AAAAAAAAAMU/hPytPoi989k/S220/DSCF3887.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8544969519857365272.post-1884874967942846163</id><published>2007-10-21T23:16:00.000+01:00</published><updated>2011-02-08T16:57:09.797Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fontes'/><title type='text'>A luz interior</title><content type='html'>É melhor carregar uma luz que seguir uma que se encontra à distância. Com ela iluminamos o que está perto e vemos o que nos pode afectar, podemos apontá-la para vermos o caminho e o que se encontra à nossa volta. E ganhamos a capacidade de desejar, porque sonhamos com o que podemos alcançar, não com o que gostaríamos que fosse a nossa ou o mundo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8544969519857365272-1884874967942846163?l=oriodaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/feeds/1884874967942846163/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8544969519857365272&amp;postID=1884874967942846163' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/1884874967942846163'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/1884874967942846163'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/2007/10/luz-interior.html' title='A luz interior'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00070682931169790351</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/TJIoJ9_1lJI/AAAAAAAAAMU/hPytPoi989k/S220/DSCF3887.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8544969519857365272.post-2520595842224344555</id><published>2007-09-26T02:56:00.000+01:00</published><updated>2008-08-08T14:32:14.758+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='o meu mundo é uma poça de água'/><title type='text'>O meu mundo é uma poça de água - A praia</title><content type='html'>Quando o Grande Círculo nasce, a praia está deserta. O mar vai cobrindo e descobrindo a planície de areia, todas as vezes que o Grande Círculo ou a Escondida estão a caminhar lá em cima.&lt;br /&gt;É essa a altura de caminhar junto ao mar, o que poucos de nós que nele vivemos podemos fazer. Procuro comida na rebentação das ondas, nas algas deixadas para trás, dentro das conchas. Faço-o até à altura em que a praia fica dominada pelos seres gigantes que deixam crateras na areia à sua passagem, alguns olham para mim com curiosidade.&lt;br /&gt;Aí regresso ao meu mundo, à minha poça de água. Ela fica nas rochas que marcam o fim da praia, à beira das paredes amarelas da falésia que se ergue até tocar o manto azul que as cobre.&lt;br /&gt;Primeiro tenho de atravessar pelo meio de duas montanhas brancas que sempre estiveram vazias de vida. A seguir a ela as rochas já são verdes, e é a zona dos rápidos. Aí a água do mar cava ribeiros quando a maré está baixa que descobrem rochas polidas. E quando ela sobe a água desliza rapidamente pela planície, numa grande onda que me transporta enquanto me deixo levar por ela.&lt;br /&gt;Rapidamente chego ao maciço principal, cujas encostas já cheias de limos tenho de subir. A primeira poça que encontro está deserta, porque não tem nenhuma gruta para dar abrigo e aqui apenas há as algas soltas que a maré deposita quando o mar recua. Serve para refrescar quando os raios do Grande Círculo se tornam ardentes. Muitas vezes encontro aqui outros caranguejos, somos os únicos que aqui conseguimos chegar quando o maciço não está coberto pelo mar.&lt;br /&gt;Passando essa poça e caminhando mais um pouco chego ao grande abrigo. Ele estende-se à volta da base da falésia, a rodear o seu muro. O seu manto interior de areia está sempre coberto de água pois existem vários vales que se abrem directamente para o mar. Aqui a água nunca desaparece, as paredes estão cobertas de rochas, e todas as grutas estão sempre ocupadas.&lt;br /&gt;Um dos seus vales é perigoso pois numa das faces fixaram-se várias anémonas, bolsas castanhas com cabelos verdes e rosas que agarram quem lhes toque e depois os devoram. Apenas alguns peixes conseguem nadar entre elas sem despertarem a sua atenção.&lt;br /&gt;Famílias inteiras de camarões vivem no grande abrigo, juntamente com peixes e caranguejos e outros seres. E temos visitas inoportunas de peixes maiores à procura de uma refeição fácil, às vezes até mesmo na maré baixa, por a poça estar ligada ao oceano.&lt;br /&gt;Há sempre muita coisa aqui a decorrer. A última vez foi um polvo jovem que decidiu fazer aqui a sua toca, o que causou grande transtorno para quem já cá vivia. Até que um dos gigantes da praia o agarrou e nunca mais o vimos. O único polvo que agora vive por aqui encontra-se na parte do maciço que está sempre submersa, num buraco escuro. Quase nunca o vemos pois apenas saí à noite e prefere passar os dias a dormir.&lt;br /&gt;Passo o grande abrigo, subo para a parte seca das rochas e continuo a caminhar de lado até chegar à zona das pequenas poças. É aqui que fica a minha.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8544969519857365272-2520595842224344555?l=oriodaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/feeds/2520595842224344555/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8544969519857365272&amp;postID=2520595842224344555' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/2520595842224344555'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/2520595842224344555'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/2007/09/o-meu-mundo-uma-poa-de-gua-praia.html' title='O meu mundo é uma poça de água - A praia'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00070682931169790351</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/TJIoJ9_1lJI/AAAAAAAAAMU/hPytPoi989k/S220/DSCF3887.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8544969519857365272.post-2050988332617380092</id><published>2007-09-26T02:42:00.000+01:00</published><updated>2011-02-08T16:46:51.556Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ilhas fluviais'/><title type='text'>O jogo das contas de vidro</title><content type='html'>A música. Essa vibração que nos invade e em que algo de fora se transforma dentro de nós.&lt;br /&gt;A escrita, com que as minhas palavras são ieeaantrprtds e reconhecidas num tuiãlhrbo de leatrs, sem que saibamos o que lhes dá ordem e como são capazes de nos afectar.&lt;br /&gt;E sentir que o universo interior e exterior se conjugam, partilham o mesmo espaço, que dois mundos comunicam através da música e da escrita, quanto mais significativa a partilha maior a descoberta do outro em nós.&lt;br /&gt;Ter o espírito para nos revelarmos em cada pequeno gesto, para que os grandiosos sejam naturalmente simples.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Glass_bead_game"&gt;http://en.wikipedia.org/wiki/Glass_bead_game&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8544969519857365272-2050988332617380092?l=oriodaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/feeds/2050988332617380092/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8544969519857365272&amp;postID=2050988332617380092' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/2050988332617380092'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/2050988332617380092'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/2007/09/o-jogo-das-contas-de-vidro.html' title='O jogo das contas de vidro'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00070682931169790351</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/TJIoJ9_1lJI/AAAAAAAAAMU/hPytPoi989k/S220/DSCF3887.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8544969519857365272.post-5649857976646392872</id><published>2007-09-12T17:13:00.000+01:00</published><updated>2008-08-08T14:32:14.759+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='o meu mundo é uma poça de água'/><title type='text'>O meu mundo é uma poça de água</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/RuiWEuhYJTI/AAAAAAAAAAc/86cV_rWeVKE/s1600-h/o+meu+mundo1.png"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5109498785203496242" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/RuiWEuhYJTI/AAAAAAAAAAc/86cV_rWeVKE/s320/o+meu+mundo1.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O meu mundo é uma poça de água nas rochas ao sopé da falésia, descoberta pelo mar na vazia da maré.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;Uma casa que se move e que me leva para mais perto do grande vazio do céu, quando o Oceano expôe as rochas na base da falésia. Quando o meu mundo se eleva caminho de lado, pata entre pata, atravessando as bordas da cova que são as paredes da minha casa, cobertas de verde e amarelo.&lt;br /&gt;Cumprimento as lapas que como sempre não me respondem e dirijo-me para fora das rochas até à praia. A escuridão do Oceano já invadiu o céu e todo o mundo está escuro para quem não tenha olhos capazes de a penetrar. Olho para cima e vejo luzes, não a claridade difusa que vejo do fundo do mar quando é dia, mas os pequenos grãos de areia que se soltaram da praia e flutuaram até aos céus. Existem desde a primeira vez que saí do mar, curioso pelo que existia para além do Oceano, quando a minha carapaça era mole e branca.&lt;br /&gt;É um dos grandes mistérios, os camarões dizem que são outros da sua espécie que descobriram o segredo para nadarem fora de água, porque as luzes são iguais àquelas que eles têm a brilhar no corpo. Os peixes chamam-nas de estrelas, por possuírem pontas como a velha estrela do mar que vive lá no fim das rochas. E os búzios dizem que as podemos alcançar se treparmos as paredes da falésia que rodeia a praia, mas eles passam demasiado tempo dentro das suas conchas, não se preocupando muito com tudo o resto. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;E o que eu me pergunto é sobre o que há para além delas. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8544969519857365272-5649857976646392872?l=oriodaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/feeds/5649857976646392872/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8544969519857365272&amp;postID=5649857976646392872' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/5649857976646392872'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/5649857976646392872'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/2007/09/o-meu-mundo-uma-poa-de-gua.html' title='O meu mundo é uma poça de água'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00070682931169790351</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/TJIoJ9_1lJI/AAAAAAAAAMU/hPytPoi989k/S220/DSCF3887.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/RuiWEuhYJTI/AAAAAAAAAAc/86cV_rWeVKE/s72-c/o+meu+mundo1.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8544969519857365272.post-6168723597051753157</id><published>2007-08-27T01:20:00.001+01:00</published><updated>2008-08-08T11:47:00.366+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ilhas fluviais'/><title type='text'>Libretto</title><content type='html'>Descrito numa palavra, um mundo. Sentado numa cadeira num teatro, um libretto do musical apoiado nas minhas pernas, enquanto acompanho, cantando, o coro de vozes que se faz ouvir. Filas de olhos fixam-se em frente, ocasionalmente virando-se para baixo, como eu.&lt;br /&gt;Procuro o espectáculo, a atracção que me levou a estar ali. Apercebo-me que sou parte da peça, é por isso que estou de frente para toda esta plateia, mas não era isso o que procurava.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8544969519857365272-6168723597051753157?l=oriodaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/feeds/6168723597051753157/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8544969519857365272&amp;postID=6168723597051753157' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/6168723597051753157'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/6168723597051753157'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/2007/08/libretto.html' title='Libretto'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00070682931169790351</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/TJIoJ9_1lJI/AAAAAAAAAMU/hPytPoi989k/S220/DSCF3887.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8544969519857365272.post-2143032927718072888</id><published>2007-08-23T16:58:00.000+01:00</published><updated>2008-08-08T11:47:00.367+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ilhas fluviais'/><title type='text'>Restamos nós, para lhe dar um nome</title><content type='html'>Acredita que a vida é um sonho, pedaços desconexos sem ligação, contas num colar unidas por um fio condutor de vontades. Acrescenta-lhe um travo de flor de sal, um fio de azeite, um traço de vinagre, cheiro adocicado do cravinho ao se esmagar entre os dentes, ervas a nascer entre as pedras, lentamente quebrando a rocha da arriba em que me transformo, ao longe o cabo, a certeza do fim da existência, odor das toalhas estendidas na varanda no fim da tarde.&lt;br /&gt;Pára-raios, campanário, galo de ferro a indicar a direcção do vento, falta uma página no livro que estou a ler, uma janela no infinito, a desperta consciência do infinito.&lt;br /&gt;Os animais vivem em fábulas, a falibilidade dos sonhos em tragédias, a fingida seriedade da vida em comédia. E os desígnios dos deuses em profecias, os desgostos dos sentimentos em poesias, as mentiras da vida em promessas. As alegrias da vida....vivem-se apenas.&lt;br /&gt;Pouco resta então para classificar, senão o desígnio da partida, o olhar distante no horizonte, o abismo cujos degraus estão invisíveis até à coragem de saltar para a queda, que é o primeiro passo.&lt;br /&gt;Resta partirem-se as jarras, rangerem as escadas, estalarem os armários com a humidade presente. Restamos nós, para lhe dar um nome.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8544969519857365272-2143032927718072888?l=oriodaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/feeds/2143032927718072888/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8544969519857365272&amp;postID=2143032927718072888' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/2143032927718072888'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/2143032927718072888'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/2007/08/restamos-ns-para-lhe-dar-um-nome.html' title='Restamos nós, para lhe dar um nome'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00070682931169790351</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/TJIoJ9_1lJI/AAAAAAAAAMU/hPytPoi989k/S220/DSCF3887.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8544969519857365272.post-8937527847750197538</id><published>2007-08-21T15:01:00.000+01:00</published><updated>2008-08-08T14:32:14.759+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='o meu mundo é uma poça de água'/><title type='text'>O meu mundo é esta poça de água</title><content type='html'>A minha consciência agora não é um rio, mas reside ao pé de uma falésia que atravessa o mar, um dos braços de uma baía protegida por estas escarpas, esculpida pela água, temperada pelo sal, até se transformar em areia.&lt;br /&gt;Perdida nas grutas da minha alma, exposta como as rochas descobertas pela baixa mar, salta para trás como os camarões transparentes que procuro agarrar nesta poça de água no meio das rochas. Corre para o lado como os caranguejos para se esconderem nas fendas das rochas e bicarem os dedos que os incomodam, desliza como os peixinhos na areia do fundo da poça. Procura caminhos novos para estar perdida, pois às vezes é preciso não ter rumo para descobrir o mundo, escorrega nos limos escuros que cobrem o verde das rochas, esconde-se entre as algas que balanceiam ao sabor das ondas.&lt;br /&gt;O meu mundo é esta poça de água nas rochas ao sopé da falésia, deixada para trás pelo mar na vazia da maré.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8544969519857365272-8937527847750197538?l=oriodaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/feeds/8937527847750197538/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8544969519857365272&amp;postID=8937527847750197538' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/8937527847750197538'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/8937527847750197538'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/2007/08/o-meu-mundo-esta-poa-de-gua.html' title='O meu mundo é esta poça de água'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00070682931169790351</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/TJIoJ9_1lJI/AAAAAAAAAMU/hPytPoi989k/S220/DSCF3887.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8544969519857365272.post-4739975559431993552</id><published>2007-08-20T03:25:00.000+01:00</published><updated>2008-08-08T11:47:00.368+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ilhas fluviais'/><title type='text'>Pau de Giz (II)</title><content type='html'>A minha mão desliza, traduz o que eu sinto ao desenhar a porta, agora nos blocos do passeio, acrescentar-lhe uma casa, colocar-me a mim e a todos que conheço à entrada, mais um Sol para dar calor, flores para cor, uma árvore para quem goste de sombra.&lt;br /&gt;Num espelho me desenho, ajo como se o que eu vejo é o quero que seja. E vejo a mesmo imagem em todos os espelhos: uma cara curiosa, recém desperta para o mundo, perguntando-se se não há limite, se não há fim, querendo atravessar para o outro lado, onde as regras que nos governam ficam para trás.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8544969519857365272-4739975559431993552?l=oriodaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/feeds/4739975559431993552/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8544969519857365272&amp;postID=4739975559431993552' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/4739975559431993552'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/4739975559431993552'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/2007/08/pau-de-giz-ii_02.html' title='Pau de Giz (II)'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00070682931169790351</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/TJIoJ9_1lJI/AAAAAAAAAMU/hPytPoi989k/S220/DSCF3887.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8544969519857365272.post-576448238297630588</id><published>2007-08-18T19:19:00.000+01:00</published><updated>2008-08-08T11:47:00.368+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ilhas fluviais'/><title type='text'>Caixa de madeira</title><content type='html'>É talvez o maior sonho, guardado numa caixa de madeira pequena, quase escondida na estante entre recordações do passado, pass partous, livros, cadernos, uma pequena estátua de Dionísio, lamparinas de cera repousando em porta velas de vidro, uma taça de bronze cheia de chaves obsoletas, moedas antigas, fichas de casino e isqueiros descartáveis sem gás.&lt;br /&gt;Uma caixa envernizada, vermelha com linhas castanhas, um pequeno espelho no interior que reflecte toda a cara, apenas um olho que espreita e nariz que cheira o odor antigo que dela emana.&lt;br /&gt;A caixa está vazia, mas as minhas memórias a preenchem quando a abro, são demasiado grandes para voltarem a caber de novo lá dentro, têm de ser redobradas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8544969519857365272-576448238297630588?l=oriodaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/feeds/576448238297630588/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8544969519857365272&amp;postID=576448238297630588' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/576448238297630588'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/576448238297630588'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/2007/08/pau-de-giz-ii.html' title='Caixa de madeira'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00070682931169790351</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/TJIoJ9_1lJI/AAAAAAAAAMU/hPytPoi989k/S220/DSCF3887.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8544969519857365272.post-16057856380312408</id><published>2007-08-12T02:32:00.000+01:00</published><updated>2008-08-08T11:47:00.369+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ilhas fluviais'/><title type='text'>Pau de Giz (I)</title><content type='html'>Desenhei uma porta no tecto, com a ajuda de uma escada e de um pau de giz azul. Perguntaram-me porque o tinha feito, porque a porta nunca se abriria.&lt;br /&gt;Respondi que as linhas ali estavam para me fazer olhar para cima, cada vez que reparasse nelas. Podia ter desenhado uma janela, uma clarabóia de vidros cruzados. No primeiro quadrado colocaria todas as estrelas que me orientam, no segundo o Sol que me aquece, a seguir uma Lua crescente para tudo o que me confunde e no último não colocaria nada, de tudo o que ainda não sei.&lt;br /&gt;Escolhi colocar apenas este último, sob a forma desta porta, colocá-la alta para ter de esticar a mão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8544969519857365272-16057856380312408?l=oriodaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/feeds/16057856380312408/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8544969519857365272&amp;postID=16057856380312408' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/16057856380312408'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/16057856380312408'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/2007/08/pau-de-giz-i.html' title='Pau de Giz (I)'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00070682931169790351</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/TJIoJ9_1lJI/AAAAAAAAAMU/hPytPoi989k/S220/DSCF3887.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8544969519857365272.post-572808019166769412</id><published>2007-07-18T22:28:00.000+01:00</published><updated>2008-08-08T11:56:02.109+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='águas paradas'/><title type='text'>Há histórias</title><content type='html'>Há histórias que não são para partilhar, fotografias que permanecem escondidas, no escuro por não termos os olhos capazes de reconhecer a imagem nelas reflectida.&lt;br /&gt;Sonhar é viver sozinho, um turbilhão de imagens, que procuramos partilhar por não as reconhecer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8544969519857365272-572808019166769412?l=oriodaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/feeds/572808019166769412/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8544969519857365272&amp;postID=572808019166769412' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/572808019166769412'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/572808019166769412'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/2007/08/h-histrias.html' title='Há histórias'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00070682931169790351</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/TJIoJ9_1lJI/AAAAAAAAAMU/hPytPoi989k/S220/DSCF3887.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8544969519857365272.post-877643466805834984</id><published>2007-05-20T19:04:00.001+01:00</published><updated>2011-02-08T16:43:42.235Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='correntes'/><title type='text'>O rio da consciência [reescrito]</title><content type='html'>O rio da minha consciência faz-me sentir que estou vivo. Ao experimentar as suas águas descubro a minha forma ao sentir as suas águas a passar pelas minhas mãos, os meus braços, as pedras nas quais me encontro deitado.&lt;br /&gt;Lentamente. Intensamente.&lt;br /&gt;Faltam-me as palavras, restam-me conceitos desajustados.&lt;br /&gt;Termos aos quais foram apagadas letras isoladas, que se transformaram numa estranha coligação de signos, um hieróglifo que se revela num corpo, lento descobrir das extremidades, da curvatura das suas linhas. O rio segue à minha frente, desconheço a outra margem mas não tenho curiosidade de a descobrir.&lt;br /&gt;No burburinho das suas águas ouço várias vozes, algumas sobressaem, outras são murmúrios a flutuar na corrente.&lt;br /&gt;Descubro a minha raiva, paixão, decepção, acomodação, tudo o que de mim apenas conheço com a familiariedade de quem cumprimenta o porteiro ao entrar num prédio ao dirigir-me para um consultório, a operadora do serviço telefónico de apoio a clientes, o taxista no fim da noite cuja tarefa é de me conduzir a um local mais seguro. Mas se eles me servem, descubro que estas vozes não são prestáveis nem confortáveis, às vezes seria melhor que não as ouvisse.&lt;br /&gt;Cada nome pelo qual sou conhecido é uma face, uma escolha, e esta uma acção. E continuo a fazer escolhas perante o que é possível, resignado por tão pouco estar ao meu alcance, mas feliz por significar tanto. Posso me ver reflectido na face que olho na superfície da água, mas não desejo mergulhar para me juntar a ela. O que me une separa-me, escolho desviar o olhar, seguir o caminho do rio.&lt;br /&gt;Pois não preciso de me expressar, mas de me ouvir, e escutar a minha voz, como ela soa para o mundo. Sentir intenção por detrás das palavras, que cada uma delas é mais que uma mera declaração, é um compromisso que assumo, perante mim e o mundo, por ele serei julgado, a cada dia que passa.&lt;br /&gt;E se hoje pouco me resta, por isso me ajoelho e sinto esta graça, o que existe está preso, sólido como a parede na qual estavam reflectidas todas as esperanças, disfarce para os medos que sentimos. Hoje não consigo ver, sei que os olhos enganam e escolho caminhar cego. Pois quando abrir os olhos quero ver luz. Deixei mesmo de olhar, de querer ver para onde vai o rio? Ou vejo uma carta de cartão, cheia de peças de vários puzzles, todos misturados, que vou montando, tendo apenas um esboço do que representam, e indo a descobrir o que realmente ilustram?&lt;br /&gt;Ocasionalmente ele traz-me uma voz dentro de mim que não conheço, quando chega o tempo de as mudanças deixarem de ser bem vindas. Em que pouca vontade possuo de querer algo novo. E a cor do rio muda, traz terra barrenta que turva as águas, o choque da surpresa quando descubro esta voz nova.&lt;br /&gt;É o fim, o momento em que ganho novos olhos, tão imperfeitos como os anteriores, mas cujas percepções de cor, de distância, irei redescobrir, como o fiz com as margens que agora me carregam, escrevendo na areia as últimas linhas. O fim deste mundo está próximo, aproxima-se a cada dia que me levanto sem rumo nem vontade de querer mudar o que existe. Uma oferenda que faço, uma tela branca para pendurar na parede e lá ficar a envelhecer, encarquilhada pelo fumo de cigarros e pela humidade do ar. Uma janela que se abre para o interior, não para a vista sobre os telhados vermelhos da cidade e da atmosfera de impaciência que paira no meio das ruas.&lt;br /&gt;E aí, encontrar a minha voz, saber o que fazer e dizer a cada momento. Dar-me imagens para os meus sonhos, para depois ela perguntar sobre os porquês, mas isso não é importante, é apenas um ritual para esvaziar a minha cabeça de pensamentos e aceitar o que advêm. um momento em que tudo se transforma e nos marca. Através dela, ter a confiança para a seguir, voltar a sentir algo tão forte que não possa ser escrito em palavras.&lt;br /&gt;Não chega partilhar, o lutar contra a routina, o apagar da vontade antes do passo para este novo mundo. Mas deixar de olhar, de ver para onde vai o rio. E a voz canta, não por uma vontade de se expressar, mas de se ouvir. Não importa a disposição.&lt;a name="5229765659344998020"&gt;&lt;/a&gt; Não anda perdida, não quer pensar num futuro, a comprometer-me com um objectivo.&lt;br /&gt;Não esta voz que escreve, mas a voz que me dá força quando procuro uma resposta, quando os sentimentos se levantam como uma onda que ameaça submergir tudo à minha frente. A voz que doma, que aconselha, que se transforma numa música quando não tem nada para dizer, que fica calada quando a invoco. Que me dominou com a sua calma e que foi dominada pela minha escuta.&lt;br /&gt;Que me fala, não em palavras que outros entendam, que dirige o meu corpo sem ordens, que observa o universo à minha volta e dentro de mim.&lt;br /&gt;O rio da consciência define o que sou, o meu papel no mundo, mas quando lhe faço essas perguntas ele responde-me com a quietude das suas águas. Ele é o que eu sou, mas não o que me escapa da sua verdadeira forma, essa apenas a posso sentir. Este é o meu rio, esta é a minha voz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8544969519857365272-877643466805834984?l=oriodaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/feeds/877643466805834984/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8544969519857365272&amp;postID=877643466805834984' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/877643466805834984'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/877643466805834984'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/2007/05/o-rio-da-conscincia-reescrito-de.html' title='O rio da consciência [reescrito]'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00070682931169790351</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/TJIoJ9_1lJI/AAAAAAAAAMU/hPytPoi989k/S220/DSCF3887.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8544969519857365272.post-8875702166648155943</id><published>2007-05-20T19:02:00.000+01:00</published><updated>2011-02-08T16:43:42.238Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='correntes'/><title type='text'>O mistério [reescrito]</title><content type='html'>&lt;p&gt;Deixada à deriva, a minha atenção segue como uma bússola desnorteada, impossível de corrigir. Dividida entre as pedras do molhe que ancoram a ilha, e o engolfo oferecido pelas águas.&lt;br /&gt;&lt;a name="854249904061829734"&gt;&lt;/a&gt;Dia oblíquo, no qual as pedras da entrada aparentam assumir um ângulo diferente aos meus olhos. Nelas é reflectida a sintonia dos sinos enquanto passo ao lado da igreja, a subir a colina em direcção ao Bairro Alto, caminhando pelo lado da linha do eléctrico.&lt;br /&gt;Marcam a hora? Chamam os crentes para a oração como a voz de um imã soa dos altifalantes no topo da mesquita? Ou um improviso musical sem motivo, mas com a consequência de nos marcar o ritmo, guiar o passo, numa cadeia repetitiva que subverte o ritmo da rua.&lt;br /&gt;Decido entrar. Procuro um nome, uma presença, o poder capaz de dominar a minha percepção do mundo. Como um ícone, uma estátua de um deus, untado com óleos perfumados e coberto de pétalas de flores, repousando sobre um altar dourado. Ligeiramente altera-se a minha atitude, como se o armário das memórias tivesse sido mudado de posição dentro da sala e revelasse parte da marca que deixou na parede, a pintura viva por detrás em contraste com a parede descolorida.&lt;br /&gt;A primeira vez é sempre uma surpresa, as minhas mãos moveram o mundo, na segunda visita os olhos habituam-se e aprendem a diferenciar. Por mais sozinho que me encontre, retornar aqui é descobrir mais solidão dentro de mim. Que dura até este momento arrebatador, em que a inocência ocupa a minha visão do mundo e os meus olhos cintilam, como os da estátua, ao ver esta imagem pintada.&lt;br /&gt;Quero acreditar, como se estivesse a converter-me a um novo credo. À procura de uma crença esquecida, um templo em ruínas submerso junto à praia. Procuro e redescubro-me. Um local, uma figura, os objectos que encontro para representar o que me falta.&lt;br /&gt;Acordar na ilha perdida, na qual todos se agitam no porto, histórias sussurradas nos restaurantes do cais, lendas de como ela foi submersa, advertências sobre quem viu as suas brancas praias e nunca mais voltou.&lt;br /&gt;Como a cruz nas velas, saber que esta é a marca que terei de usar, que agora me identifica perante os outros. Este é o destino, navegar no universo, condenado a que cada experiência influencie as seguintes. Este é o caminho, o fruto do paraíso que foi colocado no jardim para que dele provasse. Se alguém não queria que eu fizesse, porque colocou aqui esta árvore a dar fruto no jardim, à vista de todos? Porque não é uma silva, com os ramos cobertos de espinhos e bagas murchas. Serei eu a árvore neste paraíso, serás tu a minha, quem aí te colocou? Quem ensinou os pássaros, com as suas penas vermelhas, azuis, verdes e amarelas, a esvoaçar entre os arbustos. Quem pintou frutos nos ramos e fez desabrochar flores. Quem diz que esta vida não vale a pena ser vivida?&lt;br /&gt;E a resposta veio-me: o mistério está nos olhos de quem o vê.&lt;br /&gt;Nos olhos de quem o procura, de quem o reconhece dentro de si. Quando nos vemos a falar por gestos, a ditar mil palavras e escrever mais umas quantas. Quando o deslizar de uma caneta no papel é feito apenas para sentir o contacto da dureza do aparo contra a delicadez da folha, uma sensação mais importante do que se queria dizer. Os dedos seguram, e o mistério também enlaça-se em nós, qual caneta invisível que escreve sobre a textura quente das nossas vidas, mas que apenas dura este momento. Repetindo o mesmo o ritual, sem rasgar a folha, todos os outros sentidos cessam e os pensamentos se desvanecem, é tudo deixado para depois.&lt;br /&gt;O mistério desvenda-se quando escrevo palavras com o meu dedo indicador no ar, frases que apenas deixaram um rastro de ar, como se fossem faladas. Apenas eu sei o que querem significar, para os outros são uma curiosidade, um enigma que apenas aqui é transcrito.&lt;br /&gt;E a tinta gasta-se eventualmente, o que era antes a pintura dentro dos olhos passa a ser palavras desenhadas no ar, que o vento trará de volta. Que o vento as traga de volta, carregue o vaso que me comporta, pois o meu desejo é a ilha do mundo. E quando retornar às suas areias saberei que o fim não está ns figuras apagadas na parede da igreja, mas no estar disposto a continuar. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8544969519857365272-8875702166648155943?l=oriodaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/feeds/8875702166648155943/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8544969519857365272&amp;postID=8875702166648155943' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/8875702166648155943'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/8875702166648155943'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/2007/05/o-mistrio.html' title='O mistério [reescrito]'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00070682931169790351</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/TJIoJ9_1lJI/AAAAAAAAAMU/hPytPoi989k/S220/DSCF3887.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8544969519857365272.post-3165428890945851731</id><published>2007-04-24T14:57:00.000+01:00</published><updated>2011-02-08T16:57:09.801Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fontes'/><title type='text'>O mistério está nos olhos de quem o vê</title><content type='html'>Dia oblíquo, no qual as pedras da entrada aparentam assumir um ângulo diferente aos meus olhos.&lt;br /&gt;A sintonia dos sinos enquanto passo ao lado da igreja, a subir a colina em direcção ao Bairro Alto, caminhando pelo lado da linha do eléctrico. Marcam a hora? Chamam os crentes para a oração como a voz do imã soava dos altifalantes no topo da mesquita? Ou um improviso musical sem motivo, mas com a consequência de nos marcar o ritmo, guiar o passo, numa cadeia repetitiva que subverte o ritmo da rua.&lt;br /&gt;Decido entrar. Procuro um nome, uma presença, o poder capaz de dominar a minha percepção do mundo. Como um ícone, uma estátua de um deus, untado com óleos perfumados e coberto de pétalas de flores, repousando sobre um altar dourado.&lt;br /&gt;Ligeiramente altera-se a minha atitude, como se o armário das memórias tivesse sido mudado de posição dentro da sala e revelasse parte da marca que deixou na parede, a pintura viva por detrás em contraste com a parede descolorida.&lt;br /&gt;A primeira vez é uma surpresa, as minhas mãos moveram o mundo, na segunda visita os olhos habituam-se e aprendem a diferenciar. Por mais sozinho que me encontre, retornar aqui é descobrir mais solidão dentro de mim. Que dura até este momento arrebatador, em que a inocência ocupa a minha visão do mundo e os meus olhos cintilam, como os da estátua.&lt;br /&gt;Quero acreditar, como se estivesse a converter-me a um novo credo. À procura de uma crença esquecida, um templo em ruínas submerso junto à praia. Procuro e redescubro-me. Um local, uma figura, os objectos que encontro para representar o que me falta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8544969519857365272-3165428890945851731?l=oriodaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/feeds/3165428890945851731/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8544969519857365272&amp;postID=3165428890945851731' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/3165428890945851731'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/3165428890945851731'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/2007/04/o-mistrio-est-nos-olhos-de-quem-o-v.html' title='O mistério está nos olhos de quem o vê'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00070682931169790351</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/TJIoJ9_1lJI/AAAAAAAAAMU/hPytPoi989k/S220/DSCF3887.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8544969519857365272.post-8514599089100022675</id><published>2007-04-03T00:08:00.000+01:00</published><updated>2011-02-08T16:57:09.797Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fontes'/><title type='text'></title><content type='html'>Deixada à deriva, a minha atenção segue como uma bússola desnorteada, impossível de corrigir. Dividida entre as pedras do molhe que ancoram a ilha, e o engolfo oferecido pelas águas.&lt;br /&gt;Estranha manhã, daquelas que se é acordado do sono porque a companhia de cama sentiu novamente o desejo. Faço todas as acções sem pensar, ensonado mas deixando que o corpo dela ganhe formas junto ao meu, e que este as reconheça.&lt;br /&gt;Tudo termina e estou deitado, com uma mão, um braço sobre o meu peito, cabelos sobre a almofado, pernas entrelaçadas, nariz ancorado sobre o meu ombro. E já não sei se durmo, mas se apenas sonho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8544969519857365272-8514599089100022675?l=oriodaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/feeds/8514599089100022675/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8544969519857365272&amp;postID=8514599089100022675' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/8514599089100022675'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/8514599089100022675'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/2007/04/deixada-deriva-minha-ateno-segue-como.html' title=''/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00070682931169790351</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/TJIoJ9_1lJI/AAAAAAAAAMU/hPytPoi989k/S220/DSCF3887.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8544969519857365272.post-878955152493030521</id><published>2007-04-01T20:36:00.000+01:00</published><updated>2007-04-01T20:37:17.967+01:00</updated><title type='text'>Day dreaming</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.sphericalpanoramas.com/mono_lake.html"&gt;http://www.sphericalpanoramas.com/mono_lake.html&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8544969519857365272-878955152493030521?l=oriodaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/feeds/878955152493030521/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8544969519857365272&amp;postID=878955152493030521' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/878955152493030521'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/878955152493030521'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/2007/04/day-dreaming.html' title='Day dreaming'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00070682931169790351</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/TJIoJ9_1lJI/AAAAAAAAAMU/hPytPoi989k/S220/DSCF3887.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8544969519857365272.post-934794266072476447</id><published>2007-03-27T01:16:00.000+01:00</published><updated>2011-02-08T16:57:09.795Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fontes'/><title type='text'></title><content type='html'>Cheguei. Movido pela minha vontade, sem guia nem indicações precisas. Cheguei ao local onde tudo é igual ao dia anterior, à cidade da qual nunca saí, aonde o tempo começa outra vez. E acordei no dia seguinte, pensei no que tinha acontecido não procurava o porquê, mas o como.&lt;br /&gt;E a resposta veio-me: o mistério está nos olhos de quem o vê.&lt;br /&gt;Nos olhos de quem o procura, de quem o reconhece dentro de si. Quando nos vemos a falar por gestos, a ditar mil palavras e escrever mais umas quantas. Quando o deslizar de uma caneta no papel é feito apenas para sentir o contacto da dureza do aparo contra a delicadez da folha, uma sensação mais importante do que se queria dizer.&lt;br /&gt;Os dedos seguram, e o mistério também enlaça-se em nós, qual caneta invisível que escreve sobre a textura quente das nossas vidas, mas que apenas dura este momento. Repetindo o mesmo o ritual, sem rasgar a folha, todos os outros sentidos cessam e os pensamentos se desvanecem, é tudo deixado para depois.&lt;br /&gt;O mistério desvenda-se quando escrevo palavras com o meu dedo indicador no ar, frases que apenas deixaram um rastro de ar, como se fossem faladas. Apenas eu sei o que querem significar, para os outros são uma curiosidade, um enigma que apenas aqui é transcrito.&lt;br /&gt;E a tinta gasta-se eventualmente, o que era antes a pintura dentro dos olhos passa a ser palavras desenhadas no ar, que o vento trará de volta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8544969519857365272-934794266072476447?l=oriodaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/feeds/934794266072476447/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8544969519857365272&amp;postID=934794266072476447' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/934794266072476447'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/934794266072476447'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/2007/03/cheguei.html' title=''/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00070682931169790351</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/TJIoJ9_1lJI/AAAAAAAAAMU/hPytPoi989k/S220/DSCF3887.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8544969519857365272.post-3835278095358981314</id><published>2007-03-26T00:04:00.000+01:00</published><updated>2008-08-08T11:45:38.268+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='águas paradas'/><title type='text'></title><content type='html'>Os sonhos são memórias futuras, podem parecer falsas ou impossíveis, mas possuem sempre um fundo de verdade, ao idealizarmo-los estamos a começar a dar-lhes corpo. Da mesma forma, as memórias passadas não reflectem o que realmente sucedeu, mas a existência nesse momento, como o rio da consciência nos invadiu e deixou a sua marca impressa como um carimbo nos acontecimentos à nossa volta.&lt;br /&gt;Assim também são os sonhos, um selo que irá moldar a cera usada para lacrar a carta na qual escreveremos o futuro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8544969519857365272-3835278095358981314?l=oriodaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/feeds/3835278095358981314/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8544969519857365272&amp;postID=3835278095358981314' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/3835278095358981314'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/3835278095358981314'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/2007/03/os-sonhos-so-memrias-futuras-podem.html' title=''/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00070682931169790351</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/TJIoJ9_1lJI/AAAAAAAAAMU/hPytPoi989k/S220/DSCF3887.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8544969519857365272.post-2421724013987399494</id><published>2007-03-24T18:52:00.000Z</published><updated>2008-08-08T11:45:38.269+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='águas paradas'/><title type='text'></title><content type='html'>As formas dos prédios repetem-se, as estradas são rasgões profundos, que revelam negro de alcatrão envelhecido. Queremos mudar o mundo, mas o nosso ego e o conformismo enganam-nos, porque procuram ir contra a molde que ele imprime em nós. E os sonhos são uma projecção deles, mas também do mundo à nossa volta. Damos cores a paisagens, nomes a padrões que vemos repetidos, queremos reconhecer faces à nossa volta, essa sensação de familiaridade.&lt;br /&gt;"És como eu..."&lt;br /&gt;"Faz-me lembrar..."&lt;br /&gt;"Parece que já aqui estive..."&lt;br /&gt;E toda a magia do que é novo lentamente desaparece, começamos a ver à nossa volta não o que nos atraía, mas o que repelimos de nós próprios. A routina torna-se uma reflexão dos hábitos que queremos que desapareçam, lembra tudo o resto que fica sem ser expressar dentro de nós, por não querermos de lhe dar um nome, por sentirmos que não tem lugar no mundo.&lt;br /&gt;Não podemos mudar o mundo sem começarmos por nós próprios, mas o que há para mudar?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8544969519857365272-2421724013987399494?l=oriodaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/feeds/2421724013987399494/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8544969519857365272&amp;postID=2421724013987399494' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/2421724013987399494'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/2421724013987399494'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/2007/03/as-formas-dos-prdios-repetem-se-as.html' title=''/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00070682931169790351</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/TJIoJ9_1lJI/AAAAAAAAAMU/hPytPoi989k/S220/DSCF3887.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8544969519857365272.post-4114709333704573505</id><published>2007-03-24T00:17:00.000Z</published><updated>2008-08-08T11:45:19.181+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='águas paradas'/><title type='text'></title><content type='html'>A melodia não é feita só de notas, mas também de pausas, tem de haver momentos nos quais o silêncio seja mais que a ligação entre duas partes. Que defina a percepção de tudo, em que podemos não estar sozinhos, mas as nossas acções ficam suspensas, antes de se reiniciarem.&lt;br /&gt;São uma barragem, um lago no percurso do rio, natural ou artificial, imposto pelos acontecimentos ou criado por escolha própria. Um local onde flutuamos, esperando pela noite, para vermos as estrelas no céu, reflectidas nas águas escuras.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8544969519857365272-4114709333704573505?l=oriodaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/feeds/4114709333704573505/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8544969519857365272&amp;postID=4114709333704573505' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/4114709333704573505'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/4114709333704573505'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/2007/03/melodia-no-feita-s-de-notas-mas-tambm.html' title=''/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00070682931169790351</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/TJIoJ9_1lJI/AAAAAAAAAMU/hPytPoi989k/S220/DSCF3887.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8544969519857365272.post-3070916645712857522</id><published>2007-03-21T00:54:00.000Z</published><updated>2011-02-08T16:57:09.800Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fontes'/><title type='text'>A voz (II)</title><content type='html'>Não preciso de me expressar, mas de me ouvir, e escutar a minha voz, como ela soa para o mundo. Sentir intenção por detrás das palavras, que cada uma delas é mais que uma mera declaração, é um compromisso que assumo, perante mim e o mundo, por ele serei julgado, a cada dia que passa.&lt;br /&gt;Cada nome pelo qual sou conhecido é uma face, cada face uma escolha, cada escolha uma acção. E continuar a fazer escolhas perante o que é possível, resignado por tão pouco estar ao meu alcance, mas feliz por significar tanto. Posso me ver reflectido na face que olho na superfície da água, mas não desejo mergulhar para me juntar a ela. O que me une separa-me, escolho desviar o olhar, seguir o caminho do rio.&lt;br /&gt;E se hoje pouco me resta, por isso me ajoelho e sinto esta graça, o que existe está preso, sólido como a parede na qual estavam reflectidas todas as esperanças, disfarce para os medos que sentimos. Hoje não consigo ver, sei que os olhos enganam e escolho caminhar cego. Pois quando abrir os olhos quero ver luz.&lt;br /&gt;E deixei mesmo de olhar, de querer ver para onde vai o rio? Ou vejo uma carta de cartão, cheia de peças de vários puzzles, todos misturados, que vou montando, tendo apenas um esboço do que representam, e indo a descobrir o que realmente ilustram.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8544969519857365272-3070916645712857522?l=oriodaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/feeds/3070916645712857522/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8544969519857365272&amp;postID=3070916645712857522' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/3070916645712857522'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/3070916645712857522'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/2007/03/voz-ii.html' title='A voz (II)'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00070682931169790351</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/TJIoJ9_1lJI/AAAAAAAAAMU/hPytPoi989k/S220/DSCF3887.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8544969519857365272.post-485108526366056084</id><published>2007-03-18T19:26:00.000Z</published><updated>2011-02-08T16:57:09.799Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fontes'/><title type='text'>A voz</title><content type='html'>Este é o fim, o momento em que ganho novos olhos, tão imperfeitos como os anteriores, mas cujas percepções de cor, de distância, irei redescobrir, como o fiz com as margens que agora me carregam, escrevendo na areia as últimas linhas.&lt;br /&gt;O fim deste mundo está próximo, aproxima-se a cada dia que me levanto sem rumo nem vontade de querer mudar o que existe. Uma oferenda que faço, uma tela branca para pendurar na parede e lá ficar a envelhecer, encarquilhada pelo fumo de cigarros e pela humidade do ar. Uma janela que se abre para o interior, não para a vista sobre os telhados vermelhos da cidade e da atmosfera de paciência que paira no meio das ruas.&lt;br /&gt;E aí, encontrar a minha voz, saber o que fazer e dizer a cada momento. Dar-me imagens para os meus sonhos, para depois ela perguntar sobre os porquês, mas isso não é importa, é apenas um ritual para esvaziar a minha cabeça de pensamentos e aceitar o que advêm, um momento em que tudo se transforma e nos marca. Através dela, ter a confiança para a seguir, voltar a sentir algo tão forte que não possa ser escrito em palavras.&lt;br /&gt;Não chega partilhar, o lutar contra a routina, o apagar da vontade antes do passo para este novo mundo. Mas deixar de olhar, de ver para onde vai o rio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8544969519857365272-485108526366056084?l=oriodaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/feeds/485108526366056084/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8544969519857365272&amp;postID=485108526366056084' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/485108526366056084'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/485108526366056084'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/2007/03/voz.html' title='A voz'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00070682931169790351</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/TJIoJ9_1lJI/AAAAAAAAAMU/hPytPoi989k/S220/DSCF3887.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8544969519857365272.post-854249904061829734</id><published>2007-03-10T07:01:00.000Z</published><updated>2008-08-08T11:45:19.181+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='águas paradas'/><title type='text'></title><content type='html'>Ouvindo bandas velhas, reminiscentes de uma juventude passada, trazem-me momentos que agora não viverei, a primeira vez que realmente agarrou a minha atenção, quer por uma repetição incessante do mesmo tema, cuja substância lentamente se vai misturando dentro de nós, as letras dissolvendo-se até deixarem de passar despercebidas.&lt;br /&gt;Canto-as, quero torná-las minhas, estas histórias de encontros perdidos, tardes de chuva no outono, o último pedaço de tarte deixado em cima da mesa e todos com vergonha de o ir tirar. Caminhar pela ilha às cavalitas, parar na loja com a cabeça de bisonte. São minhas, apenas as revivo de outra forma.&lt;br /&gt;E a voz canta, não por uma vontade de se expressar, mas de se ouvir. Não importa a disposição.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8544969519857365272-854249904061829734?l=oriodaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/feeds/854249904061829734/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8544969519857365272&amp;postID=854249904061829734' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/854249904061829734'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/854249904061829734'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/2007/03/ouvindo-bandas-velhas-reminiscentes-de.html' title=''/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00070682931169790351</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/TJIoJ9_1lJI/AAAAAAAAAMU/hPytPoi989k/S220/DSCF3887.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8544969519857365272.post-5229765659344998020</id><published>2007-03-09T00:08:00.000Z</published><updated>2008-08-08T11:45:19.182+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='águas paradas'/><title type='text'></title><content type='html'>Não ando perdido, mas a querer não pensar num futuro, a comprometer-me com um objectivo. Não me assusta a falta de rumo, porque há um destino à distância que vou descobrir quando menos o esperar.&lt;br /&gt;Quero estar no topo do viaduto a ver os carros passar na via rápida. Ver os barcos partirem sem desejar que tivesse embarcado e deixado os meus sonhos em terra.&lt;br /&gt;Quando durmo não descanso nem sonho. Quando acordo não me preparo para melhorar o meu dia, mas porque é apenas minha routina.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8544969519857365272-5229765659344998020?l=oriodaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/feeds/5229765659344998020/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8544969519857365272&amp;postID=5229765659344998020' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/5229765659344998020'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/5229765659344998020'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/2007/03/no-ando-perdido-mas-querer-no-pensar.html' title=''/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00070682931169790351</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/TJIoJ9_1lJI/AAAAAAAAAMU/hPytPoi989k/S220/DSCF3887.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8544969519857365272.post-7417101993937793089</id><published>2007-03-08T23:43:00.000Z</published><updated>2011-02-08T16:57:09.799Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fontes'/><title type='text'></title><content type='html'>Acordo deitado no convés da minha existência, na rede que pendurei na varanda para relaxar nas tardes de Verão. Sou fruto de climas quentes, onde a roupa é mais um mero acessório que um objecto de sobrevivência. Na qual nos espelhamos, uma fotografia mental tirada não só quando tomamos o acto de nos vestirmos, mas de todas as escolhas e imposições, tomadas e executadas.&lt;br /&gt;É altura de erguer as velas e deixar que esta trêmula insatisfação me arraste para um sentido que desconheço, longe da acomodação de um pano de algodão esticado entre paredes brancas, estou pronto para seguir passos, acompanhar marés, encontrar-me despido por entre quem me rodeia.&lt;br /&gt;Que o vento carregue o vaso que me comporta, pois o meu desejo é o mundo, uma esfera azul e branca que contemplo esta tarde antes de me voltar a recostar na rede e a adormecer. O fim não foi o que sonhei, mas o estar disposto a continuar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8544969519857365272-7417101993937793089?l=oriodaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/feeds/7417101993937793089/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8544969519857365272&amp;postID=7417101993937793089' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/7417101993937793089'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/7417101993937793089'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/2007/03/acordo-deitado-no-convs-da-minha.html' title=''/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00070682931169790351</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/TJIoJ9_1lJI/AAAAAAAAAMU/hPytPoi989k/S220/DSCF3887.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8544969519857365272.post-6995221404730101048</id><published>2007-03-04T22:52:00.000Z</published><updated>2011-02-08T16:57:09.796Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fontes'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p&gt;O rio da minha consciência faz-me sentir que estou vivo. Ao experimentar as suas águas descubro uma forma ao sentir as minhas mãos, os meus braços, as pedras nas quais me encontro deitado. Lentamente. Intensamente. Faltam-me as palavras, restam-me conceitos desajustados. Termos aos quais foram apagadas letras isoladas, que se transformaram numa estranha coligação de signos, um hieróglifo que se revela num corpo, lento descobrir das extremidades, da curvatura das suas linhas.O rio segue à minha frente, desconheço o outro lado mas não tenho curiosidade de o descobrir. No burburinho das suas águas ouço várias vozes, as que sobressaem e as que são murmúrios a flutuar na corrente.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Descubro a minha raiva, a minha paixão, decepção, acomodação, tudo o que de mim apenas conheço com a familiariedade de quem cumprimenta o porteiro ao entrar num prédio ao dirigir-me para um consultório, a operadora do serviço telefónico de apoio a clientes, o taxista no fim da noite cuja tarefa é de me conduzir a um local mais seguro. Mas se eles me servem, descubro que estas vozes não são prestáveis nem confortáveis, às vezes seria melhor que não as ouvisse. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ocasionalmente ouço uma voz dentro de mim que não conheço, quando chega o tempo de as mudanças deixarem de ser bem vindas. Em que pouca vontade possuo de querer algo novo. E a cor do rio muda, traz terra barrenta que turva as águas, o choque da surpresa quando descubro esta voz nova. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;O rio da consciência define o que sou, o meu papel no mundo, mas quando lhe faço essas perguntas ele responde-me com a quietude das suas águas. Ele é o que eu sou, mas não o que vejo na sua verdadeira forma, essa apenas a posso sentir. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8544969519857365272-6995221404730101048?l=oriodaconsciencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/feeds/6995221404730101048/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8544969519857365272&amp;postID=6995221404730101048' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/6995221404730101048'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8544969519857365272/posts/default/6995221404730101048'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oriodaconsciencia.blogspot.com/2007/03/o-rio-da-conscincia-segue-minha-frente.html' title=''/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00070682931169790351</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_33rNlrpDGqA/TJIoJ9_1lJI/AAAAAAAAAMU/hPytPoi989k/S220/DSCF3887.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
